sábado, 21 de dezembro de 2013

Maconha intoxica cada vez mais cães nos EUA e pode levar à morte.






A legalização da maconha para fins medicinais nos Estados Unidos aumenta o número de registros de cães intoxicados pela droga.


Do site mulher.terra.com.br



Com cada vez mais estados onde o uso da maconha é permitida para fins medicinais, os Estados Unidos começam a enfrentar um problema bastante incomum até os dias de hoje: a intoxicação de cães pelo uso da droga.

Embora o uso e a venda da planta para uso terapêutico ainda seja proibido em grande parte do país, já é possível comprar a droga com a receita de um médico em locais como Califórnia, Colorado e Washington, sendo que os dois primeiros Estados citados são, justamente, os que mais registram casos de cachorros atendidos por complicações relacionadas ao uso da erva.



Segundo os médicos veterinários destas regiões, a maioria dos acidentes ocorre em função do descuido dos donos dos pets; que deixam biscoitos com a droga ou mesmo a própria planta em locais aos quais seus cães têm acesso, facilitando a ingestão acidental e provocando uma série de sintomas típicos de intoxicação que, se não tratados, podem, inclusive, levar o animal à morte.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Veterinary Emergency and Critical Care – publicação americana especializada na saúde animal – o registro de casos do tipo cresceu cerca de quatro vezes entre 2005 e 2010 no Colorado; sendo que, ao longo dos últimos anos, profissionais veterinários da região afirmam que há um paralelo claro entre o número de intoxicações de cães e a quantidade de novos pontos que disponibilizam a maconha medicinal. 



Entre os principais sinais apresentados pelos cães que comem a maconha, se destacam tremores, problemas de coordenação motora, vômitos, apatia, incontinência urinária, alteração dos batimentos cardíacos e pupilas dilatadas, entre outros.



Contando com uma taxa de mortalidade bastante pequena, a recomendação para tratar os casos de intoxicação de cães pela erva é a de deixar o animal em algum local com pouca luz até que os efeitos cessem. No entanto, casos mais graves e de ingestão muito grande da planta devem ser acompanhados por um profissional para garantir a saúde do pet.



Fonte: Dr. Fábio Toyota, Médico Veterinário (CRMV – SP 10.687), formado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – Unesp, responsável pelo setor de Oncologia Médica e Cirúrgica no Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h.

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