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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Lições de comportamento






O comportamento do cão dependerá das regras que forem transmitidas a ele quando você decidiu trazê-lo para fazer parte de seu lar. Seja um filhote ou um animal adulto, as primeiras lições são fundamentais para se conseguir uma boa convivência entre a família e o novo animal de estimação.
Como conseguir um bom comportamento de seu cão

A primeira coisa que você tem que fazer é deixar bem claro quem é o líder e o lugar que ele ocupa neste novo grupo, ao qual ele foi escolhido para fazer parte.


Depois, deve-se entrar em um acordo sobre as novas regras com o resto da família, para evitar confundir o cão com regras contraditórias. Todos deverão expressar as mesmas regras, ou comandos, com as mesmas palavras.

Algumas delas são básicas e você não deve deixar de transmiti-las ao seu cão desde o primeiro momento:

Onde fazer as necessidades

Se você tem um quintal ou jardim, leve-o para a grama quando perceber que ele está com vontade de evacuar. Caso contrário, coloque alguns jornais no chão e indique o local ao cão quando ele quiser defecar ou urinar.

O importante é que ele aprenda que fazer suas necessidades diretamente no chão não é uma boa ideia.

Também, se você coordenar bem os horários, seu cão aprenderá que o momento do passeio é o ideal para esta finalidade.

➧Horários e locais para as refeições

É importante que lhe dê seu alimento sempre em um mesmo lugar e em uma faixa de horário similar. Isso permitirá a você a possibilidade de poder calcular os horários mais adequados para levar o seu cão para passear e que este coincida com o momento de seu cão fazer suas necessidades.

Também é importante que ele não se acostume a pedir comida enquanto os humanos da família estão almoçando ou jantando.

Qual é a área atribuída ao cão na casa?

Na área designada para o cão na casa, deverá estar a cama dele, os brinquedos, o comedouro e o bebedouro. É importante que seja um espaço confortável e onde ele se sinta seguro. E lembre-se de manter esta área sempre limpa e ventilada.

Outras regras que devem ser ensinadas para o seu animal de estimação

➧Espaços da moradia permitidos e restritos para ele


Você e sua família deverão entrar em um acordo sobre quais ambientes da casa o cão poderá andar livremente e quais ele não poderá acessar. Também, devem decidir sobre o que fazer a respeito das camas, poltronas, tapetes, etc.

Tão logo esteja tudo acordado entre a família, lembre-se de transmitir a informação de forma clara ao cão, evitando contradições para não confundir o animal.

Manipular sem inconvenientes


Seja para ser higienizado ou examinado a procura de algum problema de saúde, é importante que você possa manipular o corpo de seu cão sem inconvenientes.

Acostume-o a:
Ter suas orelhas manipuladas suavemente, inclusive o interior;
Ter seus olhos e boca abertos e seus dentes e gengivas examinados;
Ter todo o seu corpo massageado, incluindo cauda, patas e pés.

Que ele se acostume com a coleira

O passeio é fundamental para os animais de estimação. E a coleira é fundamental para o passeio. Um passeio com o seu peludo sem coleira pode ter riscos que poderiam ser evitados, tais como acidentes e fuga.

Que brinque sem ser agressivo

O cão não tem que morder as mãos ou outras partes do corpo de nenhum dos membros da família. Também não deve saltar bruscamente em cima das pessoas. Considere seu tamanho em relação as crianças de sua casa.

➧Métodos para transmitir regras de comportamento aos cães


Em diferentes situações, tanto em humanos como em animais, já foi provado que nada se aprende através de castigos e de broncas. Por esse motivo, o ideal é que, nos assuntos relacionados ao comportamento do cão, seja sempre utilizado o reforço positivo.

Os cães aprendem mais rápido e ficam mais felizes quando recebem um prêmio após fazerem algo corretamente. Por isso, ignore o mau comportamento e reforce os bons com carícias, brincadeiras ou algum alimento que seu cão particularmente goste mais.

Saiba também que só se deve repreendê-lo se o pegar “em flagrante” ou a ponto de cometer uma ação indevida. Um “NÃO”, ao mesmo tempo que você interrompe ou impede sua ação, é o mais indicado nestes casos.

Em seguida. Você deve indicar qual é a forma correta de se comportar e premiá-lo se ele obedecer a você.
Ordens básicas que seu cão deve aprender

Outras ordens ou comandos primordiais que você deveria ensinar o seu cão a obedecer são:
  • Sentar;
  • Deitar;
  • Ficar quieto;
  • Vir quando chamado.



E, lembre-se que, com muita paciência e muito carinho, com firmeza, mas sem agressividade, certamente você conseguirá que seu cão, além de se comportar bem, seja um animal muito feliz.

domingo, 11 de março de 2018

O que acontece quando um cão fica sozinho em casa





por Matheus Gonçalves(*).




Poucos donos de cães gostam da ideia de deixarem seus animais de estimação sozinhos quando vão trabalhar. Mas a maioria de amantes de cães não fazem ideia de como seus animais lidam com o fato de serem deixados sozinho. Agora os cientistas revelaram que os cães passam até meia hora uivando, latindo e lamentando depois que seus donos os deixam sozinhos. E para alguns animais de estimação, o tormento dura horas.

Dois dos principais especialistas em comportamento canino revelaram à MailOnline como os cães reagem ao ficarem sozinhos. Os primeiros minutos de isolamento são os mais estressantes para um cão, de acordo com os pesquisadores.

Alice Potter, uma cientista que estuda animais de estimação no RSPCA, disse à MailOnline: “A reação de separação é iniciada logo após a partida do dono, normalmente começando dentro de 30 minutos, e muitas vezes dentro dos primeiros minutos.”

Os sinais comportamentais mais comuns relacionados à separação são comportamentos destrutivos, muitas vezes direcionados para a porta por onde o dono sai, vários tipos de vocalizações (uivos, latidos e choramingos), fezes e urina. Outros sinais menos frequentes incluem salivação excessiva, auto-mutilação, comportamento repetitivo e vômitos.

Os cães ficam mais estressados logo após você sair porque eles aprenderam a responder aos sinais de que você está indo, de acordo com a Dra. Emily Blackwell, uma especialista em relações homem-animal da Universidade de Bristol.

Ela disse ao MailOnline: 

“Os cães sabem quando seu dono está prestes a sair de casa – eles aprendem sobre as coisas que acontecem rotineiramente antes de sair, por exemplo, colocar as coisas em um saco, pegar chaves e colocar seus sapatos e casaco. Para alguns cães, essas ‘dicas’ serão um preditor de que algo ruim está prestes a acontecer e farão com que fiquem ansiosos. Para estes cães, dentro de 10 minutos após a saída do proprietário, a tendência é que mostrem sinais de ansiedade que podem incluir correr, choramingar, uivar, ou arranhar a porta".

As horas seguintes após ser deixado sozinho dependem da personalidade do seu cão. Cães que são predispostos a ficarem ansiosos podem passar horas correndo para cima e para baixo à espera de seus donos.

Segundo a Dra. Blackwell, 

“cães com problemas de separação tendem a não se acalmar por longos períodos de tempo, mesmo quando o proprietário está fora por várias horas. Normalmente, eles gastam menos de um minuto descansando antes de se levantarem e se movimentarem novamente, então seu descanso é muito perturbado e os cães muitas vezes podem estar cansados quando o proprietário volta para casa e só se acalmarem para dormir naquele momento.”

Ela acrescentou que os cães ansiosos uivam constantemente, apenas tomando pausas curtas para ouvirem se seu dono está voltando. A Dra. Potter disse que é quase impossível dizer se o seu cão é suscetível de ficar ansioso quando você sai de casa.

“Este é um problema escondido por sua natureza só acontece quando o dono está ausente”, disse ela.

A pesquisa anterior da universidade de Bristol mostrou que os cães de raça sofrem mais com a ansiedade da separação, e labradores e retrievers são particularmente suscetíveis. A Dra. Blackwell acrescentou que os cães jovens são mais propensos a ansiedade sem os seus donos.

“Quanto aos cães com problemas de separação, parece que o pico desta doença está em torno de dois anos de idade, mas os cães de qualquer idade podem sofrer”, disse ela. “Recomenda-se que todos os donos tentem filmar seus cães quando eles são deixados sozinhos de vez em quando, apenas para se certificar de que eles não estão mostrando um sinal ‘escondido’ de angústia, como tremer, correr ou choramingar.”

Potter disse que existem quatro passos simples que você pode seguir para ajudar seu cão lidar com sua ausência. “É importante não punir o seu cão se ele urinar ou ser destrutivo enquanto você está fora, isso pode deixá-lo mais ansioso por ser deixado sozinho e pode estragar o seu relacionamento”, acrescentou. “Seu cão será mais propenso a relaxar quando deixado sozinho, se ele fora alimentado e exercitado de antemão.”




(*)Matheus Gonçalves - Porto-alegrense de 21 anos e estudante de Administração na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde também cursou alguns semestres de Engenharia de Energia. Profundamente interessado por ciência, filosofia e literatura, produz conteúdo para Climatologia Geográfica desde abril de 2013.

Fonte - climatologiageografica.com

sexta-feira, 2 de março de 2018

Humanos da Idade da Pedra já tratavam seus cachorros feito gente





por Ana Carolina Leonardi(*).

Pintura Rupestre


A trajetória evolutiva dos cachorros é mais ou menos bem resolvida: os antepassados dos lobos começaram a andar por perto de onde viviam os homens nômades, para se alimentar com facilidade dos restos que deixávamos para trás. Os que eram menos medrosos se aproximavam mais, comiam melhor, vivIam melhor e deixavam mais descendentes. Ao longo de 13 mil anos, nós domesticamos os bichos, trocando segurança e comida por…

Pelo quê mesmo?
Já éramos pais de pets há 14 mil anos: descobertas recentes mostram que o envolvimento emocional com os bichos já era altíssimo no Paleolítico.

A versão oficial dessa história afirma que, para os seres humanos de 14 mil anos atrás, os cães eram uma ferramenta importantíssima: percebem sinais que passam batido pelos nossos sentidos, protegendo os bandos humanos e auxiliando a caça.

Ainda segundo essa narrativa, a “função” do cachorro teria sido deformada pela modernidade aos poucos. Com a nossa mania atual de humanizar tudo, o bichos teriam ganhado roupa, creche, participação nas fotos de família – em resumo, um investimento emocional (e muitas vezes financeiro) altíssimo.

Uma nova descoberta vem mudar essa história – e argumentar que, em vez de uma ferramenta, os bichos já eram tratados como filhos e cuidados carinhosa e intensamente pelos humanos desde o início da domesticação, há 14 mil anos.

Uma tumba do Paleolítico descoberta há mais de um século em Bonn, na Alemanha, continha um par de humanos e um par de cães enterrados juntos. Isso a gente já sabia – e era bonitinho e quem sabe simbólico que eles tenham dividido a “morada final” com os pets. Mas só isso não explica muita coisa.

A novidade é que foi possível extrair e analisar um dente do cadáver do cachorro mais novinho, com a idade estimada em 7 meses. E a forma como ele morreu diz muito sobre a relação humano-cão da Idade da Pedra.

Isso porque, segundo as evidências biológicas encontradas no dente, aquele cão tinha um caso gravíssimo de cinomose. A exposição ao vírus é extremamente comum entre cachorros até hoje – mas as versões agressivas da doença atacam o organismo muito rapidamente e têm poucas chances de cura.

O filhote da Idade da Pedra teria contraído a doença com 3 ou 4 meses de idade – e em casos graves assim, a doença pode matar menos de 3 semanas.

A cinomose costuma progredir em três fases: na primeira semana, o cachorro tem febre alta, vômito e diarreia, não come, fica letárgico. Na segunda fase, chega a congestão nasal e, com o sistema imunológico debilitado, muitos cachorros desenvolvem pneumonia. É nessa fase que 90% dos animais morre. Na terceira e última etapa, a doença começa a causar convulsões.

Como sabemos pelas provas arqueológicas, o cão só morreu 4 meses depois de pegar cinomose. Ou seja: viveu cinco vezes mais do que seria esperado para o quadro.

Segundo os pesquisadores que fizeram a análise do dente, a única explicação possível para uma sobrevida desse tamanho seriam cuidados intensivos dos donos – que envolveriam não só limpar diarreia e vômito, mas dar comida e água na boca (para um cão com diarreia) e manter o animal suficientemente aquecido (ainda que ele pudesse vomitar a qualquer momento).

São os mesmos cuidados que exige um bebê doente – e não são tão estranhos para a nossa relação moderna com os peludos. Mas, se a relação entre humanos e cães tivesse começado tão pragmática quanto dizem, e o valor dos bichos estivesse associado exclusivamente à sua capacidade de guardar e caçar, simplesmente não faria sentido desperdiçar os escassos recursos da Idade da Pedra em um bicho doente.

“Enquanto estava doente, o cachorro não teria nenhum uso prático como animal de trabalho. Isso, somado ao fato de que ele foi enterrado com seus supostos donos, sugere que existia uma relação de cuidado especial entre humanos e cães há, pelos menos 14 mil anos”, resumem os autores da pesquisa.

Não temos como saber se essa era a regra, ou se esses donos eram especialmente apegados ao seu cachorro – e o resto dos humanos, não. Se esse for o caso, será que a discussão “Pais de pet são pais?” começou há 140 séculos?


Fonte - c/comportamento
(*) Ana Carolina Leonardi é colunista de superabril

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Coisas que você acha que seu cão gosta, mas...












por meusanimais.com.br.

Costumamos tratar nossos animais de estimação como se fossem pessoas. Embora eles adorem muitas de nossas atitudes, de outras eles não gostam mesmo. Neste artigo, contamos a você quais são as coisas que você acha que seu cão gosta, mas não é assim que funciona.

Pode parecer engraçado, mas não faça coisas que seu cachorro não goste. Mesmo que seu animal de estimação seja o mais maravilhoso da face da Terra, existem coisas que ele não suporta nem de você nem de sua família. É isso mesmo que você está lendo. Os cães têm dificuldade de expressar a insatisfação, mas são detalhes na expressão e nos movimentos que eles fazem que nos mostram seu desagrado. Estas são as coisas de que seu cão não gosta e que nós cismamos que ele gosta:

🐕1.As palavras

Não só pelo fato de nós não compartilharmos a mesma linguagem, mas sim porque os bichinhos tendem a se expressar por meio de expressões corporais. Nós, seres humanos, amamos falar sem parar, inclusive, quando os outros não entendem o que falamos. Os animais de estimação não têm em seu dicionário interno todas as palavras que nós utilizamos.


Mesmo que consigam deduzir algumas porque as ouviram muitas vezes (como, por exemplo, comida, caminhada, passeio, brinquedo, etc.), não nos entendem. Logo, se você quiser que ele cumpra uma ordem, deverá ser direto em como a expressa e, além disso, adestrá-lo várias vezes para que ele tenha a oportunidade de associar uma palavra a uma atividade. Todo o “palavreado” adicional (que pode ser muito bonito e explicar-lhe as razões que motivam sua ida ao trabalho ou porque não lhe trouxe um presente) é blablablá.

🐕2.As varas “bem altas”

Quando estamos brincando com nosso cão em casa ou no parque, uma das brincadeiras que mais praticamos com ele é o típico “levanto uma vara para que salte o mais alto que puder”. Para você, pode ser divertido mas, para ele, não. Além disso, aumentamos seus níveis de ansiedade e angústia.

Além disso, ele pode sofrer problemas físicos, já que saltar na posição vertical causa lesões nas suas patas traseiras. Qualquer brincadeira de que você deseje participar com seu cão deve estar “à altura dele”. Evite também ameaçá-lo, dizendo que vai atirar nele a varinha. E não faça essa brincadeira para poupar o animal de sofrer um sentimento de frustração e de impotência.

🐕3.Os abraços

Ninguém nega que você ama seu animal de estimação e que por isso quer demonstrar seu afeto a toda hora, da mesma forma que faz com um amigo, um cônjuge ou com sua família. No entanto, não agrada muito ao bichinho que você o prenda junto a você e o envolva com seus abraços.

Já que os cães não se abraçam entre si, você pode gerar nele considerável estresse, só porque o está abraçando porque sentiu vontade de fazer isso. Se outro animal puser uma pata nas costas dele, isso é sinal de dominação, não de carinho. Mesmo que você desempenhe o papel de “líder da matilha”, trate de não estabelecer esse tipo de contato com ele. Talvez ele nunca tenha feito nada a você, mas você não sabe como ele pode reagir. Muitos cães mordem ou atacam em situações parecidas a essa, e isso é simplesmente um ato de defesa inconsciente dele.

🐕4.Os carinhos (quando ele sente medo)

Fazer carinho no seu animal de estimação é lindo para ele, porque se sente amado, e com certeza vai pedir a você mais mimos quando você for embora. Contudo, ao se sentir ameaçado ou assustado, essas carícias se tornarão um sinal de alerta ou de que “alguma coisa não vai bem”.

Por exemplo, durante uma tempestade ou nas festas, é provável que ele sinta medo, não cometa o erro de fazer carinho nele ou de abraçá-lo, porque isso aumentará seus medos e seu desespero. O pensamento dele será o seguinte: “algo horrível está acontecendo, por isso estão cuidando de mim mais do que o comum”.

🐕5.Olhar nos olhos dele

Isso se aplica aos cães desconhecidos, porque eles veem essa “afronta” como um perigo ou uma ameaça. Para os cães, o contato visual é muito importante, e se esse se desenvolve de forma prolongada, pode causar nervosismo e incômodo nele. Além disso, ele pode querer atacar você, quando se dirigir a ele.

🐕6.Brincadeiras repetitivas

Além da típica brincadeira da vara no alto, também existe outra que eles odeiam: que você jogue a bola na direção deles muitas vezes. No começo, ele gostará dessa brincadeira, irá buscar com todo prazer e devolverá a você a bola. Mas na quinta vez (por exemplo), ele já estará cansado e entediado. Nesse caso, você não deve forçá-lo a continuar brincando.

Analise bem os sinais que seu animal de estimação dá. Se ele fica olhando para você depois que joga a bola para cima dele, se não corre para buscar, mas sim caminha, ou se, ao invés de devolvê-la a você, ele se dirige para sua casinha ou cama, isso é sinal de que já acabou a brincadeira.



Fonte: meusanimais.com.br

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Judô para cães







por Alan Rodrigues(*).




Imagens da Pet Olimíadas em 17/08/08 no Rio



Educação, respeito e equilíbrio são atributos que, aliados ao uso da energia física, contribuem para a concentração e o autocontrole. Estudos mostram que crianças, adultos e idosos que praticam esportes, inclusive artes marciais, apresentam um maior domínio da vida, além de menos agressividade.

Pois bem, essa busca pela harmonia comportamental não é mais um privilégio dos seres humanos. Agora, os cães da capital paulista podem contar com um tipo de adestramento inspirado em práticas do judô para ficarem mais calmos, disciplinados e sociáveis. A novidade foi batizada de JuDog, um curso que promete deixar os cachorros mais “zen”. “Os exercícios ajudam a fortalecer o corpo, a mente e o espírito de forma conjunta”, afirma Suzana Pinheiro, especialista em comportamento animal.

Profissional experiente em lidar com pets e sócia-proprietária da Animalz, uma empresa de adestramento de animais, Suzana é a responsável por colocar a ideia – do JuDog – do empresário Ricardo Chen, em prática. Também proprietário da Padaria Pet – uma franquia especializada em petiscaria e confeitaria de alimentos para cães e gatos -, Chen é ex-praticante de judô e se inspirou no esporte como uma inovação para atrair mais clientes para seu comércio. Ele garante que a prática fará o animal ficar mais tranquilo dentro de casa. “O objetivo do curso é de contribuir para que o animal tenha autocontrole no dia a dia, independentemente do que lugar que esteja”, conta ele, um engenheiro mecatrônico que abandonou os laboratórios da USP e resolveu dedicar seus estudos aos animais.

No JuDog, acontecem dez trocas de faixas que duram de seis a oito semanas cada uma em duas aulas semanais por turma, com quatro cães a depender do porte. É necessário que o animal esteja em dia com as vacinas, seja castrado e tenha condições de praticar aulas na presença de outros animais. Para que o cão evolua de faixa, é necessário que haja uma frequência mínima nas aulas e que seja aprovado em avaliação, aplicando o conhecimento adquirido.

Segundo seus criadores, essa iniciativa é a primeira no mundo desse tipo. O “judô para cães” é oferecido em aulas de grupos, sempre na presença do dono. A base do curso é o adestramento com exercícios para o corpo, a mente e o espírito, e não para o combate.

Cães ficam mais calmos

A youtuber Fe Rabaglio aprovou a ideia do JuDog. Tutora de dois “ursinhos” – chow-chow -, que são estrelas do mundo virtual com mais de 40 mil seguidores no Instagram, ela diz que seus cães, que serviram de “cobaias” do judog, estão muito mais sociáveis depois de dois meses no curso. “Eles estão muito mais disciplinados, mais tranquilos e em harmonia”, afirma ela.

“Conforme o cão evolui e entende os sinais, ele vai mudando de faixa até chegar na cor preta”, diz Chen. Ele garante que a boa convivência entre cão e tutor é possível e já foi comprovado resultados eficientes quando se utiliza o conceito do reforço positivo – elogios e carinhos como motivação. “Nos inspiramos no código moral da arte marcial que, dentre outras características, valoriza o respeito para viver de forma harmoniosa”, diz Chen.

A busca por mais qualidade de vida dos animais explica o faturamento de R$ 19,2 bilhões do mercado pet no Brasil registrados este ano, o que representa um aumento de 7% em relação ao ano anterior. Estimativas de mercado dão conta de que as famílias brasileiras têm despesas que chegam, em média, a R$ 300 mensais destinados aos cuidados com os cães. Já com os gatos, desembolsam R$ 120, em média, para mesmo período.

Para cativar os donos de câes e gatos, Ricardo Chen vem apostando em inovações. Com a colaboração de veterinários e nutricionistas de animais, ele tem investido em pesquisas no setor de alimentos e bebidas para os pets. Há cinco anos nesse mercado, Chen já lançou comidinhas e bebidinhas especiais para os dogs como pão de queijo, cooke, patês, sucos, comidas congeladas e até cerveja. “As pessoas tratam seus animais como filhos, nós apostamos em humanizar essas relações. Se o brasileiro gosta tanto de cerveja, por que não criar uma para acompanhar o dono?”, conta Chen.

A proposta da padaria pet tem um forte apelo para que os animais mais sociáveis e menos agressivos, e assim evitar abandonos. Quando os donos de cachorros são crueis, afirmam especialistas, os animais também ficam agressivos e são logos abandonados.

Animais domésticos no Brasil

O IBGE estima que o Brasil tenha mais 52 milhões de cachorros e 22 milhões de gatos. O País ocupa o 3º lugar no ranking mundial de animais domésticos, em número total, de acordo com dados da Abinpet – Associação Brasileira da Indústria de Produtos para animais de estimação. A Organização Mundial da Saúde estima que existam mais de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, sendo 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Em grandes cidades brasileiras, para cada cinco habitantes, há um cachorro. Destes, 10% estão abandonados.

Educação, respeito e equilíbrio são atributos que, aliados ao uso da energia física, contribuem para a concentração e o autocontrole. Estudos mostram que crianças, adultos e idosos que praticam esportes, inclusive artes marciais, apresentam um maior domínio da vida, além de menos agressividade.

Pois bem, essa busca pela harmonia comportamental não é mais um privilégio dos seres humanos. Agora, os cães da capital paulista podem contar com um tipo de adestramento inspirado em práticas do judô para ficarem mais calmos, disciplinados e sociáveis. A novidade foi batizada de JuDog, um curso que promete deixar os cachorros mais “zen”. “Os exercícios ajudam a fortalecer o corpo, a mente e o espírito de forma conjunta”, afirma Suzana Pinheiro, especialista em comportamento animal.




(*) Alan Rodrigues - istoe.com.br

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Como viajar com seu animal de estimação



por Assessoria jornalbomdia(*).




Para quem vai sair de férias e quer levar seu animalzinho de estimação é importante planejar cuidadosamente o transporte. As regras variam para viagens nacionais e internacionais. No caso das internacionais, as normas mudam também de país para país.

Os animais podem ser responsáveis pela transmissão de doenças que afetam até mesmo os humanos e podem transportar, também, parasitas eventualmente presentes em determinado país e causar danos em outra realidade sanitária. "Há uma preocupação muito grande com a saúde da população e dos animais, tanto a brasileira, quanto a dos países de destino dessas viagens", explica o auditor fiscal federal agropecuário Oscar Rosa, que atua no posto Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Aeroporto de Brasília.

Para as viagens nacionais, basta o atestado sanitário, emitido pelo veterinário do animal garantindo o bom estado de saúde e a carteira de vacinação antirrábica atualizada. As companhias aéreas fazem exigências específicas sobre o tamanho e material utilizado na caixa de transporte do animal.

Quando a viagem é para o exterior as exigências são maiores e determinadas pelas autoridades dos países de destino.

Os países que compõem o Mercosul admitem o trânsito de animais com o Passaporte para Cães e Gatos. O documento é expedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), deve estar devidamente atualizado e legalizado pelo auditor fiscal federal agropecuário médico veterinário e precisa conter todos os dados do animal, bem como das vacinas aplicadas. É necessário que o animal tenha um microchip de identificação. O documento é válido apenas para cães e gatos.

Para os países que compõem a União Europeia o dono vai precisar implantar o microchip e, em seguida, vacinar o animal contra raiva. Trinta dias depois da vacinação, deve procurar um veterinário e solicitar um exame de sorologia a ser enviado para o único laboratório credenciado a fazer esse tipo de exame no Brasil, que fica em São Paulo. Passados 90 dias da coleta do sangue para a sorologia o dono deve procurar um dos postos do Vigiagro com o laudo da sorologia, atestado sanitário e carteira de vacinação atualizada, e solicitar a emissão do Certificado Veterinário Internacional (CVI). "O processo todo pode levar até 120 dias. É indispensável que os proprietários se organizem com antecedência para a viagem", ressalta Rosa.

O Japão é outro exemplo de país que exige a sorologia para emissão do CVI. Nesse caso, o prazo mínimo é de 180 dias entre a sorologia e a entrada do animal em território japonês. Além disso, é necessário comunicar as autoridades sanitárias locais com 40 dias de antecedência da viagem.



Para países como Estados Unidos e Canadá basta levar o atestado sanitário sobre o bom estado de saúde do animal e os comprovantes de vacinação antirrábica até o posto da Vigilância Agropecuária Internacional para emissão do CVI. "Mas ainda assim é importante se organizar com antecedência para realizar a viagem. Recomendamos, ao menos, cinco dias antes da viagem para evitar qualquer contratempo", acrescenta o auditor fiscal federal agropecuário.



Para que o animal retorne ao Brasil, é necessário um CVI emitido pelo país de procedência, comprovando a vacinação antirrábica e o tratamento contra parasitas. "Recomenda-se procurar a autoridade sanitária do país de procedência também com antecedência e, de posse da documentação necessária como cartões de vacina e atestado sanitário do animal, solicitar a emissão do certificado", informa Rosa.


Se o bichinho de estimação for outro, para sair e regressar ao Brasil, é necessário entrar em contato com o Setor de Saúde Animal da Superintendência Federal de Agricultura do seu Estado, pois os procedimentos são específicos para cada espécie de animal e destino da viagem. (mais informações acesse www.agricultura.gov.br)


Fonte: (*)jornalbomdia.com.br

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Cães e o Medo dos Fogos.






por Gabu Machado(*).

A virada do ano está chegando e não há como fugir dos barulhos dos fogos de artifício. Durante todo o ano eles são usados em festas populares, finais de campeonatos esportivos e também celebrações e quem sofre com tudo isso são os pets. Mas, por que cachorro tem tanto medo de fogos de artifício?

Os cães possuem uma audição muito sensível, podendo escutar a origem do som em até seis centésimos de segundo e chegando a escutar até 45 mil hertz. Alguns se escondem dos barulhos, fogem, se ferem e outros correm para os donos tremendo. Quando estão em pânico, os cães podem até chegar a óbito, principalmente os que têm problemas cardíacos.

O especialista em comportamento animal e zootecnista, Renato Zanetti, explica que é importante entender a diferença entre medo e pânico para que o tutor saiba identificar qual a sensação de seu cachorro. “Medo é quando o animal sente que está em perigo, mas não faz coisas estranhas que normalmente não faria. Já o pânico é um nível maior e faz com que o pet não consiga processar muito bem essa emoção. O pânico impede que tenham a percepção do ambiente, podendo levar o cachorro a atravessar portas de vidro, escalar paredes, subir em telhados e até saltar de muros altos”, conta.


Dicas para Minimizar o pânico nos pets.

Mas para que isso não aconteça, Zanetti lista algumas dicas para minimizar esses problemas e ajudar os tutores a passar a virada do ano tranquilo com seu animal de estimação.
🐕Estar em um lugar tranquilo, com o mínimo de barulho possível para que o pet não fique estressado e consequente sinta medo ou pânico;
🐕Abafar o som externo. Deixar o ventilador ligado, colocar uma música calma, fechar janelas e portas;
🐕Adaptar o cachorro ao ambiente que irá passar o ano novo, seja em casa sozinho ou em um day care;
🐕O espaço tem que ser seguro para o cachorro. Todos os possíveis locais que eles possam escapar, devem estar fechados, como portas e janelas;
🐕É importante disponibilizar tocas para ele se esconder, locais como embaixo da cama, dentro de caixas, dentro do banheiro, dentro da casinha ou uma caixa de transporte;
🐕Disponibilizar petiscos diferentes ou comidas congeladas e brinquedos recheáveis para distraí-lo e estimulá-lo;
🐕Se o pet ficar sozinho, o espaço deve ser livre de prateleiras, vidros, objetos de decoração ou porta retrato. Isso evita que ele se machuque;

Fonte: becoliterario.com


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Cães ciumentos




por Equilibriototalalimentos.com.br.




Muitos cães sentem ciúmes quando seus tutores interagem com outras pessoas ou outros animais, o que pode gerar um comportamento agressivo. É preciso que o tutor saiba identificar as razões que geram esse comportamento, e atitudes que podem ser tomadas para acabar com esse problema.


É importante, para começar, que você veja as coisas da perspectiva do animal, pois essa empatia permite ao tutor tomar cuidados e atitudes diferentes e mais eficazes, de acordo com o que seu cão precisa no momento.


Assim, podemos entender que existem alguns motivos pelos quais o animal reage negativamente ao contato do tutor com terceiros.

  •  Mal-entendido:

O cachorro não beija ou abraça outros animais ou humanos do mesmo jeito que nós fazemos, o que causa um estranhamento quando se depara com essa situação. Isso ocorre especialmente nos filhotes que ainda estão sendo socializados, porque eles entendem isso como algo que pode ser um ataque contra o tutor, já que desconhece o comportamento amigável.


O ideal, nesse caso, é que desde pequeno ele não seja atendido quando estranhar esses gestos. Não pare de interagir com a visita, não permita que ele pule entre vocês ou atrapalhe a interação, ignore se ele protestar, dê voz de comando. Quando ele começar a entender e parar de reagir mal, recompense-o.

  • Curiosidade:

A curiosidade é uma situação derivada da anterior. Pode não causar raiva ou fazer com que o animal avance ou fique agressivo, mas sim que fique encarando, chore ou demonstre incômodo.


Isso ainda é devido ao estranhamento, mas nesse caso, é uma manifestação de curiosidade. Acontece que, alguns tutores sentem pena ou gostam do ciúme do animal e acabam agradando-o, e assim, incentivando-o, já que essa atitude pode ser entendida pelo pet como uma recompensa por seu comportamento. O comportamento, no início curioso e pacífico, no entanto, pode se tornar destrutivo futuramente.

  • Superproteção:

Os animais têm carinho especial pelos tutores, considerando-os membros da matilha. E, como qualquer membro, eles tendem a proteger.


Quando o cão vê uma pessoa ou outro animal se aproximando de seu tutor, ele tende a rosnar, latir e ser agressivo, porque acha que pode ser uma ameaça. Esse comportamento não deve ser encorajado e corrigido desde filhote.


Não dar atenção ou colo é apenas uma das atitudes que devem ser tomadas. Impedir o animal de avançar, dar voz de comando, tirá-lo do colo quando ele rosnar ou recusar-se a dar abrigo enquanto ele estiver nervoso podem ser boas saídas.


Isso tudo associado a não interrupção da interação com a outra pessoa ou animal e a recompensa quando seu cão fizer a coisa certa.

  • Necessidade de atenção:

Se o seu pet é daqueles que entra no meio de um abraço, chora e se desespera quando vê você com outro cachorro, não deixa um momento a dois passar despercebido e logo quer se incluir, ele está pedindo atenção. E isso porque foi acostumado assim.


Quando os animais são filhotes, tendemos a ter dó ou nos deixamos levar por comportamentos como o ciúme de namorados, maridos, irmãos e filhos, permitindo que o cão deite no meio dos dois, atrapalhe momentos, entre no meio de abraços, entre outros.


Essas atitudes são muito prejudiciais e acostumam mal os pets. O ideal é limitar os lugares onde o cão pode ou não ter acesso na casa e respeitar essa regra sempre. Também não se deve permitir que ele atrapalhe sua interação com outro membro da família, ensinando-o a participar de momentos sem ter a atenção toda para ele e a respeitar espaços.



Quando ele se comportar bem, a regra é a de sempre: recompense.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O que você jamais deve fazer em relação a seu pet




por Paloma Oliveto(*).





1 – Mesmo se o tempo estiver relativamente frio, um carro com janela fechada pode se transformar rapidamente em uma estufa, o que superaquece o organismo do animal. Além disso, o cão pode ser roubado. Por isso, nunca o deixe sozinho no carro.

2 – Todos os cães devem ter acesso a áreas externas e, se o quintal não é cercado, tudo bem deixá-lo preso a uma corrente por algum tempo, desde que o tempo esteja bom e que ele fique sob a supervisão de alguém. Porém, cães nunca deveriam ser forçados a viver acorrentados. Cães precisam de interação com humanos e estímulos. Precisa se sentir parte da família e vivenciar a liberdade. Deixar o cachorro acorrentado lá fora enquanto os humanos estão dentro de casa é simplesmente crueldade.

3 – Segundo a Associação Americana de Medicina Veterinária, embora a escovação de dentes diária seja necessária para cães e gatos, apenas 2% dos tutores seguem essa recomendação. Além disso, 65% dos cachorros com doença periodontal em estágio 1 não são tratados. Problemas na boca podem afetar a saúde do animal como um todo, por isso, não negligencie os cuidados com os dentes. Pelo menos uma vez ao ano, leve o pet para avaliação dos dentes e desenvolva o hábito de escovação. Uma escova infantil é a melhor opção para cães com boca pequena ou que estão começando a ser escovado. Aquelas escovinhas de dedo também são aceitáveis, mas só para o começo. Nunca use pasta humana em pets – como eles não conseguem cuspir e muitos ingredientes das pastas humanas fazem mal à saúde do animal.

4 – Nunca, jamais bata em um cachorro. No livro It’s Me or the Dog, treinadora e comportamentalista Victoria Stilwell, famosa por seu programa sobre comportamento de cães no canal Animal Planet, escreve: “Quando você bate em um cachorro, você o ensina a temê-lo, quebra sua confiança e enfraquece a autoconfiança do animal. Cães inseguros são aqueles mais propensos a atacar quando acham que estão ameaçados”.

5 – Não assuma que cães não têm sentimentos. Sim, eles têm emoções e compreendem emoções. Estudos científicos recentes mostram que os cães sentem amor tanto como humanos e podem ler nossas emoções, baseados nas expressões faciais. Cães têm capacidade de amar, sentir, se deprimir e ficar animados.

6 – Muita gente pensa que pode diagnosticar a doença do animal em sites e deixam de levá-lo ao veterinário. Informações confiáveis online são bem-vindas, mas não devem ser usadas como meio de diagnóstico ou tratamento do pet. Se o cão ou ou gato apresentarem sinais de que há algo de errado com a saúde, não tome providências sozinho. Leve o melhor amigo ao veterinário.

7 – Não coloque o animal dentro do kennel por punição. Ao usar a caixa de transporte para puni-lo, você está ensinando que a caixa é um lugar ruim, em vez de um recipiente seguro. Se ele se comportou mal, procure um meio de ensiná-lo a fazer a coisa certa, sem punição. Muito menos trancafiá-lo no kennel.

Fonte: PetMD

(*) Paloma Oliveto é repórter de Blog mais bichos
blogs.correiobraziliense.com.br

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Como acabar com o bom humor do seu pet





por Daisy Vivian(*).



É bom ter um bichinho em casa, um personagem a mais, muitas vezes divertido e amável, outras vezes uma companhia silenciosa, mas não por isso isento daquele efeito restaurador que ganhamos quando os pegamos no colo para enchê-lo de mimos e carinhos.

Mas o humor de seu pet pode estar em suas mãos. Pode ser motivo de tristeza em cães e gatos, acostumados a um determinado tratamento, ter sua rotina interrompida. E se transcorrido longo período, o reflexo das atitudes inexplicáveis de seu dono pode causar um grande estresse na vida deles.

Abaixo, três motivos que colocam para baixo o humor de qualquer mascote:

1) Esquecer que ele existe

A inesperada demissão ou o término de um relacionamento de longa data tem esse efeito: ou você se gruda no seu pet e chora e noite inteira dizendo como o ser humano é traíra ou se tranca no seu casulo e de lá não sai nem para dar um carinho no cachorro. A ansiedade do dono não passa desapercebida pelo mascote, que começa a ficar nervoso também. O “por quanto tempo vai durar essa fase?” reduz o apetite de seu pet, que pode voltar a urinar pela casa e fazer outros estragos para chamar sua atenção. Esse esquecimento também é muito comum em mães de primeira viagem. A rotina fica meio confusa e até a mulher se habituar a novos horários de sono e alimentação, o pet pode sentir-se abandonado


2) Ralhar com ele

Geralmente vem acompanhado dos acontecimentos descritos no item acima, e se o seu pet é daqueles de fazer alguma coisa para ser visto, as chances de ele receber uma bronca não são pequenas. Alterar a voz com um animal que não está acostumado com grosserias potencializa sua ansiedade, o que também favorece o mal comportamento.

3) Negligenciar a hora da alimentação

Aí já é demais, mas acontece. O pessoal que trabalha à noite e volta cansado pode estar seguindo todos os itens aqui descritos sem se dar conta disso. Chegar em casa às sete da manhã e se jogar na cama sem dar atenção – e comida – para o pet é outra forma de deixá-lo severamente aborrecido. Além de não ver o dono, a comida ficou para quando ele acordar. Alterar o horário de alimento de seu pet é uma falta grave. Além de fome, seu organismo fica descompensado sem saber a que horas virá a próxima refeição, o que mexe com seus hormônios e metabolismo. Se você passou a trabalhar mais um turno ou assumiu novos compromissos com esporte ou lazer, deixe um comedouro e um bebedouro automático para não gerar estresse em seu cão



Cabe salientar que existem animais que sofrem menos com os dois primeiros itens, ainda mais se desde pequenos não foram acostumados com muitos mimos, abraços e colos, o que vale para cães de guarda e alguns gatos. Nesses lares, pessoas gostam de animais, mas não de uma relação muito próxima com eles e se for assim, ficar alguns dias sem falar com seu pet não causará nele os efeitos nocivos se comparados àqueles que gravitam em torno de seus donos.

Para quem dispensa bastante atenção a ele, nos momentos em que estamos mergulhados em nossos dissabores e contratempos, o jeito é se puxar e recorrer até mesmo à agenda para lembrar de atividades que podem ser feitas em conjunto. Pedir para um amigo ou parente dar uma forcinha nos períodos conflitantes também pode ser um auxílio interessante. Não esqueça que manter o bem-estar de um animal que mora debaixo do seu teto contribui para ajudar a si mesmo a enfrentar um período chato da vida, isso porque prolongar o mal-estar desse animal é pulverizar energia negativa, sensação de tristeza e abandono que abalam seu universo, ainda mais quando este se resume ao seu próprio e único dono, sentimento que acaba sendo ruim para todos.



(*)Daysi Vivian - Diplomada em Medicina Veterinária e Jornalismo pela UFRGS, atuou em clínica de pequenos animais por 14 anos quando decidiu dedicar-se mais à família. Mãe de dois meninos e de uma Yorkshire, Daisy não dispensa a presença de animais no cotidiano dos filhos a quem ensina o respeito à natureza, a preservação da vida e o amor aos animais. Pós-graduada em Comunicação Corporativa, atua na assessoria de imprensa do agronegócio e gera conteúdo para veículos de comunicação na área de medicina veterinária.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Dormir com o cão faz mal?




Por Patricia Machado(*).




Se antigamente o lugar dos cães era no quintal, hoje eles já dominam a casa. Alguns, até dividem a cama com seus donos.

De acordo com a última pesquisa realizada pela Comac (Comissão de Animais de Companhia), 55% dos cachorros de estimação dormem dentro de casa no Brasil e 23% dormem com os seus donos. A pesquisa revelou ainda que 12% dos pets têm um dormitório só para eles, 11% dormem na sala e 9% ficam na lavanderia ou no banheiro durante a noite


Antes de deixar o bichinho dormir na cama, alguns cuidados são importantes. “Do ponto de vista da saúde do animal e do dono, existem alguns problemas que podem decorrer do fato do animal dormir com o seu dono”, diz o veterinário José Manuel Mouriño. Dividir a cama o cachorro pode ocasionar problemas respiratórios, além de favorecer a transmissão de doenças como micose, pulgas e carrapatos. Essas doenças podem ser transmitidas do pet para o homem ou vice-versa.

Além disso, esse hábito pode fazer com que o pet fique acostumado com a situação e se recuse a dormir em outro local quando seu dono não deixar o bichinho dormir na cama. “O fato de deixar o cão dormir sobre a cama influencia o comportamento dele e o deixa mais confiante e com o sentimento de ser o dono do pedaço”, diz o Dr. José Manuel. “Além disso, quando o cachorro ficar velho, poderá ter diarreia ou incontinência urinária e o dono precisará lidar com essas situações”, completa o veterinário. Em alguns casos, o próprio dono pode achar estranho a ausência do animal durante a noite, o que cria uma dependência com o bichinho.


De qualquer forma, se você preferir dormir juntinho do seu cachorro, fique atento a algumas dicas para evitar transtornos e doenças:


  1. Verifique se o cachorro tomou todas as vacinas
  2. Dê vermífugo ao seu animal periodicamente
  3. O pet deve tomar banho toda semana
  4. Limpe as patas do cachorro toda vez que ele andar na rua
  5. Troque a roupa de cama semanalmente. Se o animal soltar muito pelo, troque os lençóis diariamente
  6. Caso haja alguma mudança no comportamento do cachorro, consulte um veterinário

Fonte: petcidade.com.br

(*)Patricia Machado-Jornalista que descobriu a sua paixão por gatos graças às aventuras vividas ao lado do adorável Alfredo Afonso, um gatinho que foi resgatado das ruas e que também era conhecido por Lucky. Hoje, é tutora da pequena Sophie, uma gatinha que muitas vezes é chamada de Sofia Maria. 
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Veja mais:


Há quem simplesmente ame. Do mesmo modo, existe ainda quem torça o nariz. Mas a verdade é que dormir com o cão na cama é mais comum do que muita gente imagina. Para se ter uma ideia, uma pesquisa divulgada em março de 2016 pela empresa DogHero revelou que três em cada quatro cachorros têm o costume de dormir com seus tutores. Do total de pessoas que permitem que os animais tenham esse hábito, 43% deixam que ele se repita com frequência. Na ocasião, o levantamento foi feito pela internet com 5 mil pessoas.

Mas por que será que tanta gente tem deixado que o companheiro de aventuras esteja tão pertinho também na hora de dormir? Claro que ficar aninhado com o ama que a gente tanto ama é muito gostosinho, mas será que os benefícios param por aí? Fomos conferir.

Os cães reduzem nossas carências

Pessoas que vivem sozinhas, ou mesmo que vivam com familiares e ainda assim sintam carência afetiva, podem ter na companhia dos animais na cama um modo de espantar a solidão, se sentirem bem acompanhadas e recebendo afeto.

Dormir com o cachorro alivia a depressão

Quando a pessoa se sente deprimida, independentemente da razão, dormir com o cão pode fazer com que ela se sinta mais compensada e, desse modo, os sintomas de depressão se aliviam um pouco.

A presença do animal reduz a ansiedade

A ansiedade é um estado emocional resultante da ideia de vulnerabilidade frente ao real. No caso de pessoas que superestimam ameaças, por exemplo, de um ladrão entrar durante a noite ou de se sentir mal, a presença de um cachorro na cama durante ajuda a reduzir a sensação de ansiedade.

Ter o cão na cama pode simplesmente fazer a pessoa mais feliz

É preciso ressaltar que nem todas as vezes que se decide ter um cãozinho na cama é por um motivo patológico. O simples fato de que as pessoas amam animais e partilhar tudo com eles as deixam mais felizes já é um fator importante na decisão de dividir os lençóis.

Fontes: Ana Maria Martins Serra, PHD em psicologia e terapeuta cognitiva comportamental pelo Institute of Psychiatry da Universidade de Londres, diretora clínica e pedagógica do ITC e membro da Sociedade Brasileira de Psicologia e Arnaldo Lichtenstein, médico clínico geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Cães fazem expressões faciais, mas só quando têm plateia

por Scientific Reports.



Alguns donos de pet alegam conseguir entender as expressões faciais de seus cães claramente, mas é completamente possível que eles só estejam projetando. Uma nova pesquisa sugere, no entanto, que não é só a imaginação deles: cães de fato mudam para o modo “olhos fofinhos”, mas só quando estão na presença de uma plateia cativa.

Uma pesquisa publicada na Scientific Reports mostra que cães fazem expressões faciais na presença de humanos, e isso não é algo que eles fazem simplesmente porque estão animados. Em experimentos conduzidos por pesquisadores do Centro de Cognição Canina da Universidade de Portsmouth, cães orientavam seus rostos em resposta à atenção humana, enquanto exibiam significativamente menos movimentos faciais quando diante de comida. A descoberta sugere que cães usam expressões faciais para se comunicar com humanos, um traço que pode ter surgido como resultado da domesticação.


E, de fato, a expressão facial mais comum observada no experimento foi aquela dos olhos fofinhos. Aquela em que um cão, para parecer ainda mais adorável, levanta as sobrancelhas e fica com olhos esbugalhados. A língua estendida foi outra pose fofa observada no estudo.
Para o experimento, os pesquisadores testaram duas dúzias de cães de várias raças, todos bichos de estimação de alguma família, indo da idade de um a 12 anos. Cada cão foi amarrado a um ponto e colocado a cerca de um metro de distância de uma pessoa (o estímulo). As expressões faciais dos cães foram filmadas pelo DogFACS, um sistema de codificação que mede mesmo os menores movimentos de expressões faciais.

“Apresentamos aos cães uma situação experimental em que um demonstrador humano estava ou prestando atenção neles ou virado de costas, e variamos se ele trazia comida ou não”, escrevem os autores no estudo. “Os cães produziram significativamente mais movimentos faciais quando o humano estava prestando atenção. A comida, no entanto, como um estímulo incitante, mas não social, não afetou o comportamento dos cães.”



“As descobertas parecem dar suporte às evidências de que cães são sensíveis à atenção dos humanos e que expressões são potencialmente tentativas ativas de se comunicar, não apenas simples demonstrações emocionais”, explicou a autora principal Juliane Kaminski, em um comunicado. Outros mamíferos são conhecidos por fazer expressões faciais, mas essa é a primeira evidência a mostrar que os cães as fazem como uma forma de comunicação.

É possível que os cães tenham conseguido essa capacidade como resultado de nossa relação simbiótica de 15 mil anos com eles. Talvez tenhamos colocado essa capacidade neles, deliberadamente ou inconscientemente. E, aliás, um estudo de 2013 mostrou que potenciais donos de cães tinham maior probabilidade de escolher um cão com características faciais juvenis (ou seja, expressões faciais pedomórficas) do que cachorros com aparência “mais velha”. Dito isso, também é possível que os cães tenham mantido sua capacidade de fazer expressões faciais desde seus dias como animais selvagens. Uma análise comparativa com lobos modernos parecia estar em ordem.

Além disso, esse estudo não nos diz se os cães estão voluntariamente ou inconscientemente alterando seus rostos em resposta à atenção humana. Poderia ser uma tentativa direta de se comunicar ou então uma reação instintiva quando na presença de um humano atencioso. Isso não significa também que os cães são capazes de entender o estado emocional de uma pessoa ou sentir empatia por ela. Sabemos que cachorros conseguem farejar medo em um humano (e então ficar com medo, também), então é possível que eles possam, sim, sentir empatia e entender as emoções humanas, mas é preciso mais evidência científica para afirmar isso.
Enquanto isso, pai de pet, aproveite aquele olhar carinhoso do seu bichinho. E saiba que provavelmente é por causa de você.

[Scientific Reports]
Fonte: ariquemesonline.com.br

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Cães precisam mais dos seus donos do que gatos







por Daisy Vivian(*)





No mundo todo, pesquisadores tentam fundamentar aquilo que todos já sabem: aristocracia felina não é mito. A famosa diferença entre cães e gatos, aquela que diz que estes não se misturam, tem lá seu fundo de razão, pelo menos por enquanto.

Em junho, a Universidade de Viena deu sua contribuição, para a alegria dos “pais” de cachorro, mostrando que os cães, precisam, sim, estar perto de seus donos. De acordo com a pesquisa, cães nutrem por seus tutores um afeto semelhante àquele que crianças pequenas têm por seus pais. O grupo testado (22 animais) levou em conta a presença dos donos com seus cães em um ambiente estranho e com pessoas desconhecidas. Depois de algum período de tempo, o dono deixa seu cão sozinho. O resultado a gente pode imaginar.

Longe de seus donos, a maioria dos cães se sentiu pouco à vontade ou até mesmo em perigo. Embora não tenham noção de paternidade, os cães desenvolvem por quem os alimenta e protege uma ligação emocional muito estreita, daí ser fonte de muita dor para um cachorro ser apartado de seu dono e isso vale para os casos de abandono porque um cão longe de seu “pai” é um cão perdido no mundo.

Neste mês, outra notícia fez muita gente torcer o nariz e um balde de água fria caiu sobre os “pais” de gatos. É da Universidade de Lincoln o estudo que busca comprovar que, diferentemente dos cães, os gatos não estão tão apegados assim ao “seu humano”, criatura que ele permitiu aproximação, comportamento que vem ao encontro da velha teoria de que gatos se afeiçoam mais pelo ambiente (territorialidade) do que por quem o abriga e alimenta. Na pesquisa, os gatos foram submetidos a uma situação e local estranhos com e sem a presença de seus donos. Diferentemente dos cães, os bichanos, em sua maioria, seguiram explorando o ambiente sem parecer ter reduzido sua confiança na ausência do tutor, resultados que, analisados, caracterizam animais mais independentes dos laços afetivos para tomarem decisões e se sentirem seguros.



Ingratidão? Não, a diferença se deve muito à domesticação. Enquanto o cão já convive com o homem desde antes da Idade da Pedra, o gato começou a aparecer na sociedade no Antigo Egito, tempo relativamente curto para ele se esquecer de que é um felino, diferente do cão que às vezes pensa que é gente. Em vista disso, gatos tendem a reverter à vida selvagem com relativa facilidade, uma vez que ainda são vistos caçando pássaros e ratos, um instinto totalmente esquecido pelo cão que, sem um provedor, acaba passando fome e insegurança se deixado sozinho em ambiente hostil.

E antes que os simpatizantes corram em defesa de seus bichanos – algo como “meu gato é louco por mim!”– houve registros de participantes que miaram para valer quando viram seus donos saindo da sala, reação que também tem a ver com o arquétipo mental, a história pregressa e a personalidade de cada indivíduo.


Fonte: revistadonna.clicrbs.com.br

(*)Daisy Vivian - Diplomada em Medicina Veterinária e Jornalismo pela UFRGS, atuou em clínica de pequenos animais por 14 anos quando decidiu dedicar-se mais à família. Mãe de dois meninos e de uma Yorkshire, Daisy não dispensa a presença de animais no cotidiano dos filhos a quem ensina o respeito à natureza, a preservação da vida e o amor aos animais. Pós-graduada em Comunicação Corporativa, atua na assessoria de imprensa do agronegócio e gera conteúdo para veículos de comunicação na área de medicina veterinária.