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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Fashion dog: cães estão na moda




Por Paloma Oliveto(*).

Giovanna Temellini criando


Cachorros italianos matam fashionistas de inveja e ganham roupas sob medida de grifes famosas, para acompanhar o visual dos tutores.


O projeto, bastante curioso, nasceu em fevereiro da imaginação de Giovanna Temellini, uma milanesa de 57 anos que trabalha com moda há 25. “Tudo nasceu do amor”, diz a estilista e prototipista, que dedica seu tempo livre para ajudar associações de proteção dos animais.

Uma noite, em seu atelier, sua filha disse a ela: “Você faz muitas coisas para todos os cães… Mas, quando chove, o meu fica com as orelhas molhadas”.

Na noite seguinte, uma de suas colaboradoras apresentou uma pequena jaqueta com dois capuzes para as orelhas, combinando com a de sua filha.

Tudo começou aqui


A partir daí, surgiu a ideia de uma oficina de confecção sob medida para cães, “Temellini Dog- A-Porter”, para criar roupas que combinam com os projetos de Giovanna para suas clientes.

A palavra-chave das coleções é elegância, com tecidos de alta qualidade, enfatiza ela que trabalhou para grandes nomes na moda, como Bottega Veneta, Ermanno Scervino ou Armani.


“Sou muito respeitosa e atenta a todas as necessidades do cão, para que a roupa não limite seus movimentos, não o impeça de correr, se sujar, socializar. Recuso-me a fazer coisas que limitam o cão ou o ridicularizam, porque ele se dá conta disso”, afirma Temellini, que possui dois cães da raça galgo afegão, Ulisse e Anubi.



Rejeitando a ideia de criar roupas elásticas para facilitar a tarefa, ela estuda a morfologia de cada animal e estabeleceu cinco categorias de vestimenta (para doberman, basset, galgo…) com entre 6 e 7 tamanhos diferentes.

➤Cães friorentos



Ao receber um pedido, ela mede o tamanho do pescoço do cachorro, do tórax e o comprimento entre o pescoço e a cauda. Seguindo a tabela de tamanhos, verifica onde o animal diverge, e em função disso alarga, estreita ou faz a roupa inteiramente sob medida.

Naturalmente, há em seu escritório manequins de costura em forma de cachorro.

Para Giovanna Temellini, a ideia é oferecer uma coleção adequada para todos os companheiros de quatro patas, incluindo aqueles com deficiências físicas.



Fora de questão colocar material sintético em contato com a pele, nem penas ou peles – “nenhum animal deve aquecer outro animal”.

Em contrapartida, belos tecidos têm seu lugar, de caxemira a alpaca, ideal para proteger cães que sofrem de reumatismo.

Tudo isso tem um preço: uma camiseta de caxemira custa 142 euros, um blazer de lã 212 euros e um casaco com pequeninos bolsos falsos 252 euros.

“Imediatamente me apaixonei pelo trabalho de Giovanna. Ela utiliza tecidos muito finos”, diz Beatrice Gerevini, dona de um basset alemão, Wolfgang.


“É muito difícil encontrar suéter para bassets, que têm uma forma particular. Mas são cães extremamente friorentos”, observa, apontando que Wolfang gosta de usar roupas, ao contrário de seu outro cão.

Para esta estudante de 24 anos, combinar sua própria roupa com a de seu animal de estimação cria “uma conexão com seu cachorro”, o que ela diz ser maravilhoso.

É também “um tipo de brincadeira, uma maneira de ser notada. As pessoas sorriem quando nos veem”.

Entre os muitos fãs de Giovanna Temellini, um homem da região de Bergamo chegou para comprar para a sua cachorrinha, adotada em um abrigo, “um guarda-roupa completo”. Porque depois do que ela viveu, “ela merece”.




(*) Paloma Oliveto: blogs.correiobraziliense.com.br/maisbichos

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O que você jamais deve fazer em relação a seu pet




por Paloma Oliveto(*).





1 – Mesmo se o tempo estiver relativamente frio, um carro com janela fechada pode se transformar rapidamente em uma estufa, o que superaquece o organismo do animal. Além disso, o cão pode ser roubado. Por isso, nunca o deixe sozinho no carro.

2 – Todos os cães devem ter acesso a áreas externas e, se o quintal não é cercado, tudo bem deixá-lo preso a uma corrente por algum tempo, desde que o tempo esteja bom e que ele fique sob a supervisão de alguém. Porém, cães nunca deveriam ser forçados a viver acorrentados. Cães precisam de interação com humanos e estímulos. Precisa se sentir parte da família e vivenciar a liberdade. Deixar o cachorro acorrentado lá fora enquanto os humanos estão dentro de casa é simplesmente crueldade.

3 – Segundo a Associação Americana de Medicina Veterinária, embora a escovação de dentes diária seja necessária para cães e gatos, apenas 2% dos tutores seguem essa recomendação. Além disso, 65% dos cachorros com doença periodontal em estágio 1 não são tratados. Problemas na boca podem afetar a saúde do animal como um todo, por isso, não negligencie os cuidados com os dentes. Pelo menos uma vez ao ano, leve o pet para avaliação dos dentes e desenvolva o hábito de escovação. Uma escova infantil é a melhor opção para cães com boca pequena ou que estão começando a ser escovado. Aquelas escovinhas de dedo também são aceitáveis, mas só para o começo. Nunca use pasta humana em pets – como eles não conseguem cuspir e muitos ingredientes das pastas humanas fazem mal à saúde do animal.

4 – Nunca, jamais bata em um cachorro. No livro It’s Me or the Dog, treinadora e comportamentalista Victoria Stilwell, famosa por seu programa sobre comportamento de cães no canal Animal Planet, escreve: “Quando você bate em um cachorro, você o ensina a temê-lo, quebra sua confiança e enfraquece a autoconfiança do animal. Cães inseguros são aqueles mais propensos a atacar quando acham que estão ameaçados”.

5 – Não assuma que cães não têm sentimentos. Sim, eles têm emoções e compreendem emoções. Estudos científicos recentes mostram que os cães sentem amor tanto como humanos e podem ler nossas emoções, baseados nas expressões faciais. Cães têm capacidade de amar, sentir, se deprimir e ficar animados.

6 – Muita gente pensa que pode diagnosticar a doença do animal em sites e deixam de levá-lo ao veterinário. Informações confiáveis online são bem-vindas, mas não devem ser usadas como meio de diagnóstico ou tratamento do pet. Se o cão ou ou gato apresentarem sinais de que há algo de errado com a saúde, não tome providências sozinho. Leve o melhor amigo ao veterinário.

7 – Não coloque o animal dentro do kennel por punição. Ao usar a caixa de transporte para puni-lo, você está ensinando que a caixa é um lugar ruim, em vez de um recipiente seguro. Se ele se comportou mal, procure um meio de ensiná-lo a fazer a coisa certa, sem punição. Muito menos trancafiá-lo no kennel.

Fonte: PetMD

(*) Paloma Oliveto é repórter de Blog mais bichos
blogs.correiobraziliense.com.br

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Crianças com asma os benefícios da companhia de um pet




por Paloma Oliveto(*).



Estudos mostram que a convivência com animais, ainda no útero materno, protege os pequenos de desenvolver alergias tópicas e respiratórias.



Muitas pessoas querem ter um cachorro em casa, mas temem que o pelo do pet possa desencadear processos alérgicos, sobretudo nas crianças. Para elas, a boa notícia: dois estudos apresentados na reunião científica anual do Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia, em Boston, mostraram o contrário. Na realidade, os cães, segundo as pesquisas, podem proteger os pequenos contra eczema e asma — incluindo aqueles com histórico familiar de alergia. Esses resultados se somam a um trabalho recente, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, que sugere que adotar um cãozinho pode ser a melhor estratégia de prevenção desses distúrbios.

A alergologista Gagandeep Cheema, de Detroit, conta que muitos estudos já demonstraram que o convívio de animais com crianças pode prevenir alergias. “Mas queríamos saber se essa proteção se mantinha ao longo de toda a infância”, diz. A médica lembra que o eczema ainda é uma condição misteriosa, e pouco se sabe sobre sua evolução. “Essa é uma doença mais comum em crianças pequenas, mas existe a desconfiança de que, mais tarde, ela possa evoluir para alergias alimentares, nasais e asma. Por isso, queríamos saber se ter um cão em casa retarda o progresso do eczema.”

Cheema analisou a associação entre a presença de um cachorro no ambiente doméstico ainda antes de o bebê nascer e o diagnóstico de eczema em uma amostra de 782 meninos e meninas, incluídos em um estudo longitudinal que os acompanhou desde o nascimento. Nesse banco de dados, havia informações como entrevistas pré-natais com os pais, prontuários de ao menos duas visitas ao médico — aos 2 e aos 10 anos — e o tempo de contato diário da mãe, quando gestante, com o cão.

“Nós descobrimos que a exposição da mãe ao animal, antes do nascimento da criança, está associada a um risco significativamente menor de se ter eczema aos 2 anos de idade”, conta o alergologista Edward M. Zoratti, coautor do estudo. “Porém, aos 10 anos, embora a proteção continue, ela sofre redução”, observa. Como o estudo não investigou causa e efeito, o especialista diz que não é possível explicar o porquê dessa diminuição.


Influências
O que se sabe, com base em evidências científicas, é que o sistema imunológico em desenvolvimento do feto pode sofrer influências ambientais, e que a exposição da mãe a fatores externos tem um papel fundamental na propensão da criança a doenças alérgicas. As pesquisas sobre essa associação indicam que, ao longo da vida, o contato do indivíduo com outros agentes alérgenos pode interferir na proteção adquirida ainda no útero materno.

A professora de imunologia e alergia da Universidade de Cincinnati Tolly Epstein, autora de um artigo publicado no Journal of Pediatrics, acredita que são necessários mais estudos para investigar a proteção que os cães podem conferir contra alergias em diferentes fases da vida. Ela pesquisou essa associação em 636 crianças que, apesar do histórico familiar do problema, conviviam com cachorros desde o nascimento. Ao comparar os dados, Epstein notou que aquelas que tinham um cão em casa apresentavam risco quatro vezes menor de desenvolver alergias — incluindo eczema — aos 4 anos, comparado àquelas sem contato frequente com animais. “Nós precisamos de estudos com uma amostra maior de participantes antes de aconselhar os pais a levarem um cãozinho para casa para evitar que as crianças tenham alergias. Mas essa é uma opção sobre a qual eles podem pensar”, afirma.

Em outro estudo apresentando na reunião do Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia, a alergologista Po-Yang Tsou, de Baltimore, investigou como a exposição das crianças a uma proteína do pelo do animal e a bactérias que ele pode carregar afetam o risco de asma. Durante o trabalho, feito com 148 meninos e meninas, os pesquisadores realizaram testes de alergia no início, três, seis e nove meses depois. Além disso, inspecionaram as casas dos participantes, para coletar amostras de poeira e pelos e, assim, determinar os alérgenos aos quais os moradores estavam expostos.

Crianças com asma e que viviam com os cães usavam menos o inalador pela manhã e apresentavam uma quantidade menor de sintomas noturnos da doença, comparado àquelas com a condição autoimune e que não têm cachorro em casa. Contudo, entre os meninos e meninas que, além de asma, são alérgicos a pelo, a convivência com o animal piorou o problema. “Crianças asmáticas podem se proteger quando têm contato com cachorros, mas a exposição aos animais continua preocupante caso elas testem positivo para o pelo do cão”, observa. De acordo com a especialista, a convivência não precisa, porém, ser cortada. “Dar banho no cachorro ao menos uma vez por semana, usar regularmente aspirador de pó e lavar as mãos com sabão e água depois de fazer carinho ou abraçá-lo pode diminuir os sintomas da alergia”, ensina.


(*)Paloma Alessio Oliveto nasceu em Salvador (BA) e mora em Brasília (DF). É formada em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB/DF), em 1999.
Jornalista do Correio Braziliense desde 1999, tem atuado como subeditora e repórter das editorias Brasil e Mundo.

Fonte: correiobraziliense.com.br