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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Cães que salvam vidas, Cães heróis.






Matéria vinda lá da terra de nossos irmãos lusos:
Surge assim o Clube Português de Utilizadores de Cão-Guia (CPUC). Esta é uma associação de direito privado cujos objetivos são promover cães-guia para cegos e, desta forma, defender os direitos e melhores condições de vida para os seus utilizadores.

A CPUC trabalha em cooperação com a Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual (ABAADV) na tarefa de divulgação de cães para cegos e na angariação de fundos. A ABAADV é também uma Escola de Cães-Guia.


Eles também podem ser a luz dos nossos olhos. Esses peludos especiais são os famosos cães-guia para cegos.

Os cães-guia desenvolvem um trabalho excepcional junto aos portadores de deficiência visual, eles proporcionam aos seus donos uma vida independente, sem maiores restrições

É necessário que a população saiba como agir na presença de um cão-guia e convém, para a segurança da pessoa que o transporta, que se cumpram à risca as regras que a seguir se apresentam e, sobretudo, que se respeitem estes animais que realizam um trabalho bastante digno.


- Não se deve distrair o Cão-guia quando está em trabalho.

- Uma pessoa cega guiada por um Cão-guia deve ser considerada como uma pessoa independente; a melhor maneira de a ajudar é respeitá-la como tal.

- Nunca se deve oferecer comida a um Cão-guia.

- Não se deve sentir medo de um Cão-guia.

- Não se pode ter um cão solto quando se aproximar de uma dupla cego/Cão-guia.

- Nunca se deve tocar no arnês de um Cão-guia. Só o seu utilizador o deve fazer.

- Seria bom colaborar na divulgação destes conselhos.














Waspe Graham, um homem de 60 anos que perdeu um olho e tem visão limitada no outro, ficou muito triste depois que descobriu que o seu cão-guia Eduardo desenvolveu glaucoma e removeram os olhos do cachorrinho , então a unica solução encontrada por ele foi adotar outro cão-guia para cuidar do Eduardo e dele o nome do novo cão é Opala e ele tem se revelado uma verdadeira joia.








A ligação entre o homem e os animais é, cada vez mais, uma importante e decisiva realidade, percebendo-se que esta atuação conjunta ganha contornos absolutamente fundamentais.
Um pouco por toda a Europa, os terremotos do Haiti, na Turquia, no Chile e noutras zonas de cataclismo, permitiram o aproveitamento das potencialidades dos cães na descoberta das vítimas, muitas vezes em locais inacessíveis ao homem.






Na ilha da Madeira, as nossas gentes ficaram destroçadas pelos efeitos do temporal, impiedoso, duro, inevitável, com muitos compatriotas a perderem os seus haveres e a ficarem com os familiares e amigos perdidos entre água, lama, pedras, árvores, destroços....

Os cães das brigadas de salvamento - nomeadamente os da G.N.R. - foram utilizados para descobrir corpos, mas igualmente para auxiliar vítimas que ainda puderam ser salvas..

A vida é dura e cruel, muitas vezes. Mas a união é, sem dúvida, necessária. E graças aos esforços conjuntos dos homens e dos animais, a vida, na ilha da Madeira, foi regressando, pouco a pouco, à quase normalidade..

A equipe de Busca e Salvamento da Unidade de Intervenção da Guarda Nacional Republicana [G.N.R.], participou ativamente de 20 de Fevereiro a 5 de Março na ajuda da catástrofe que se abateu sobre aquele território português na madrugada e manhã de 20 de Fevereiro..


Trata-se de homens e cães com muita experiência operacional e real em cenários desta natureza, fruto das centenas de missões já cumpridas, em Portugal e no Estrangeiro..


A G.N.R. é pioneira em todas as vertentes cinotécnicas, em particular na busca e salvamento, com um efetivo de quase uma centena de pisteiros espalhados por todo o território português, como primeira linha de intervenção na busca de pessoas..

A seleção destes Militares e Cães, bem como a sua formação específica, obedece a rigorosos critérios de exigência à semelhança dos que são usados nos países com quem a G.N.R. colabora ativamente nas áreas da formação e em projetos ou missões conjuntas, como a Alemanha, França, Luxemburgo, Itália, Hungria,Grécia, China, etc.

Quando ocorrem avalanches e pessoas ficam soterradas ou perdidas na neve o cão se torna sua melhor chance de sobrevivência uma vez que nestas condições a velocidade do atendimento é crucial. Pessoas podem morrer de frio ou asfixiadas rapidamente sob a neve e os cães através de seu faro são os primeiros a encontra-las. O cão fareja a pessoa e começa a cavar a neve, indicando para as equipes de socorro sua localização.





Nesta modalidade, em nenhuma parte do mundo se desafia a supremacia dos terras novas. Em alguns casos o ladseer,raça próxima ao terra nova, pode ser treinado para esse fim também, mas a maioria de todos os cães salva-vidas são mesmo terra novas. A realização do trabalho de salvamento aquático requer cães que, primeiramente gostem de água, sejam fortes o suficiente para arrastar alguém, além de nadadores possantes e resistência à águas frias.

O cão de salvamento aquático realiza funções de salva-vidas no mar, lagos e rios, também pode puxar pequenas embarcações encalhadas ou contra a correnteza e é utilizado como sentinela durante espetáculos náuticos, às vezes é utilizado para passagem de cabos de sustentação durante inundações. O cão pode levar uma bóia a quem está se afogando ou arrastar para a margem uma pessoa inconsciente ou enfraquecida. O cão pode auxiliar um salva vidas humano ou resgatar sozinho uma pessoa.






Os cães de escombros realizam uma tarefa semelhante à do cão de avalanches com a diferença que não atuam na neve e sim em desmoronamentos e desabamentos. A principal diferença é que as avalanches de neve, devido a suas características climáticas estão restritos à algumas regiões do mundo enquanto que desabamentos podem ocorrer em qualquer lugar exigindo um cão mais versátil para essa função. Os cães de escombros localizam e avisam às equipes de socorro a localização das pessoas soterradas e podem mesmo ser treinadas para avisar se as mesmas estão vivas ou mortas já que escutam o chamado das pessoas através dos escombros com sua audição apurada.

Os profissionais da área afirmam que o trabalho do cão nestes casos é indispensável. Os cães de escombros devem trabalhar sem se perturbar com o barulho gerado por máquinas como tratores e de sirenes que com certeza estarão presentes em grandes quantidades na ocasião de um desmoronamento causado por terremoto, incêndio, explosão ou deslizamento de terra. Pastores alemães, Labradores e Golden Retriever são as raças mais utilizadas mas obviamente não são as únicas, pastores belgas, cães-lobo tchecoslovacos, berneses e até pit bulls são utilizados para esta função ao redor do mundo.




Quando acontecem desastres um dos maiores empecilhos para o salvamento de feridos e a localização dos desaparecidos é a falta de comunicação, os sistemas de telefonia entram em colapso dificultando o trabalho de resgate.

Pensando neste problema os designers Mary Huang, Laura Boffi e Li Bianestudantes do Copenhagen Institute of Interactive Design desenvolveram um colete eletrônico que possue diversas ferramentas de ponta e que foi especialmente desenhado para vestir cães de resgate.

Funciona assim: O cão é direcionado para a busca em uma determinada área, quando encontra um sobrevivente ele é treinado para se sentar. O acelerômetro do aparelho detecta que o cachorro esta em repouso e toca uma gravação.




A pessoa escuta a mensagem , clica no botão verde e pode gravar uma mensagem de vídeo informando a sua localização e situação. O colete possui também um teclado e um aparelho GPS que grava a localização exata do encontro.

O cachorro retorna a base de operações e a equipe de resgate pode assistir e localizar os sobreviventes.
 
ALÉM DE SER O MELHOR AMIGO DO HOMEM, É SALVA VIDAS!!






Visão, faro e audição apurados são determinantes na hora de localizar as vítimas.


COMO É QUE PODEM TRATAR MAL ESTES ANIMAIS, QUANDO O CENTRO DA VIDA DELES É O HOMEM, FAZEM TUDO POR ELES, DEDICAÇÃO E AMIZADE INCONDICIONAL!!







quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O misterioso cão herói da operação contra Bin Laden.



O misterioso cão herói da operação contra Bin Laden.
por Michel Medeiros





As identidades de todos os membros da equipe dos SEALs(Sea+Air+Land) da Marinha dos Estados Unidos que desceram furiosamente sobre Abbottabad, no Paquistão, e mataram Bin Laden foram alvo de intensa especulação, mas talvez nenhuma mais do que a do seu único integrante de quatro patas.

Pouco se sabe a respeito daquele que pode ser o cachorro mais corajoso do país. Até mesmo a sua raça é objeto de grande interesse, embora, segundo fontes militares, o mais provável é que ele seja um pastor alemão ou um pastor belga malinois. Mas o seu uso na operação indica como as forças armadas dependem cada vez mais dos cães em guerras nas quais os dispositivos explosivos improvisados provocaram dois terços de todas as baixas. Os cães mostraram-se bastante superiores às pessoas ou às máquinas na localização rápida de bombas.

O general David H. Petraeus, comandante das forças dos Estados Unidos no Afeganistão, disse no ano passado que as forças armadas precisam de mais cães. “A capacidade que eles trazem para a luta não pode ser reproduzida nem pelo homem nem pela máquina”, explicou o general.

O major William Roberts, comandante do Centro de Cães de Trabalho Militares do Departamento de Defesa, localizado na Base da Força Aérea de Lackland, no Estado do Texas, diz que o cão que participou da operação pode ter vasculhado as instalações em busca de explosivos e até mesmo farejado as maçanetas das portas, para verificar se estas estavam conectadas a armadilhas explosivas.

E, considerando que Saddam Hussein foi encontrado escondido em um buraco estreito e escuro debaixo de uma cabana de dois quartos no Iraque, a equipe dos SEALs pode ter trazido o cão para a eventualidade de Bin Laden ter construído um aposento secreto no complexo.

“Os cachorros são muito eficientes quando se trata de detectar pessoas dentro de um prédio”, afirma Roberts.

O cão também poderia ter sido utilizado para capturar alguém que tentasse escapar do complexo nos primeiros momentos da operação. Um pastor alemão ou um pastor belga malinois corre duas vezes mais rápido do que um ser humano.

A sargento Kelly Mylott, comandante do canil da Base da Força Aérea em Langley, no Estado de Virgínia, diz que os cães são ideais para pegar um fugitivo que esteja correndo sem que se tenha que atirar nele. “Os cães que perseguem suspeitos são treinados para mordê-los e segurá-los”, diz Mylott.

Alguns cães são tão grandes que, quando saltam sobre um suspeito, o indivíduo tende a cair no chão, explica Mylott. Outros mordem os braços e as pernas. “Cães diferentes fazem coisas diferentes”, diz ela. “Mas o que quer que eles façam, é muito difícil que a pessoa consiga prosseguir muito na sua fuga”.

Finalmente, os cães podem ser utilizados para controlar um grupo agitado de pessoas – especialmente no Oriente Médio. “Existe uma aversão cultural aos cachorros em alguns desses países, onde poucos deles são usados como animais de estimação”, diz Roberts. “Os cães podem ser bastante intimidadores em tais situações”.

Mylott diz que os cães atraem a atenção das pessoas de uma maneira que as armas são incapazes de atrair. “Os cachorros podem se constituir em um impressionante fator psicológico de dissuasão”, diz Mylott.

Existem 600 cães servindo no Afeganistão e no Iraque (2011), e esse número deverá crescer substancialmente no próximo ano, afirma o segundo-tenente Brynn Olson, do Comando Central dos Estados Unidos. Particularmente popular junto às tropas é o número crescente de cães da raça Labrador Retriever, que andam sem trela cem metros ou mais à frente das patrulhas para garantir a segurança da rota. Uma Estrela de Prata, uma das maiores condecorações da Marinha, foi concedida postumamente em 2009 a um cão chamado Remco, depois que este investiu contra um esconderijo de insurgentes no Afeganistão.

O treinamento dos cães nas equipes dos SEALS da Marinha e outras unidades de operações especiais é cercado de sigilo. O major Wes Ticer, porta-voz do Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos, diz que as funções principais dos cães “são localizar explosivos e conduzir operações de busca e patrulha”.

“Nós confiamos nos cachorros para o fornecimento de alerta antecipado para a presença de potenciais perigos, muitas vezes salvando as vidas dos membros das Forças de Operações Especiais junto aos quais eles atuam”.

No ano passado, os SEALS adquiriram quatro vestimentas táticas à prova d'água para os seus cães, dotadas de câmeras infravermelhas e de visão noturna, de forma que os soldados responsáveis pelos animais – levando um monitor de três polegadas a uma distância de até mil metros – possam ver imediatamente aquilo que o cão está vendo. As vestimentas, que vem nas cores de pelagem de coiote e camuflada, permite que os condutores se comuniquem com os cães por um alto-falante, e as quatro custaram mais de US$ 86 mil. As equipes dos SEALS da Marinha foram treinadas para pular de paraquedas de grandes alturas e descer de helicópteros levando consigo esses cães.

Os militares usam diversas raças nas suas operações, mas as mais comuns são de longe o pastor alemão e o pastor belga malinois, que “possuem a melhor combinação geral de um faro apurado, resistência física, velocidade, força, coragem, inteligência e adaptabilidade a quase todas as condições climáticas”, segundo uma publicação da unidade de cães de trabalho militares.

Suzanne Belger, presidente do Clube Norte-americano do Pastor Belga Malinois, diz que espera que o cão usado na operação contra Bin Laden tenha sido desta raça “e que ele tenha feito o seu trabalho e voltado para casa em segurança”. Mas Laura Gilbert, secretária do Clube do Pastor Alemão dos Estados Unidos, diz estar certa de que o cachorro era um pastor alemão “porque este é o melhor!”.


Fonte: O Informante



segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Os Cães das Guerras.






Os cães não são apenas os grandes amigos do homem em casa ou passeando; são também hábeis em tempos de guerra. Desarmando bombas, salvando soldados, farejando inimigos, enfrentando toda sorte de perigos os cães acabaram sempre se tornando personagens fundamentais nos conflitos de guerra.

As recompensas vão além do biscoitinho, são comendas, medalhas e até direito a memoriais como o West Coast War Dog Memorial, localizado na Base Aérea de March Field na Califórnia. 

Buscando aqui e ali, encontrei apenas pequenas, micro histórias na verdade, que citam os cães e de repente encontro um achado fenomenal num blog intitulado "A vida no Front" que narra algo espetacular e eu reproduzo aqui:

Os cães de Guerra.
por Gene Long 




Gene Long durante a celebração de um dia dos veteranos 

As memórias de Gene Long, treinador de um pelotão de batedores caninos, sobre seu companheiro e missões durante a guerra : 


Estava de volta ao Pacífico sul, quando Bill Barker, um de meus parceiros batedores, e eu fomos designados para a linha de frente. Na primeira noite tivemos que cavar nossos "foxholes" para nos protegermos dos bombardeios. Naquela noite de setembro, os japoneses estavam bombardeando nossas posições com granadas de morteiros, enquanto nossa companhia de morteiros de campanha fazia o possível para responder o fogo durante toda a noite. Eu estava tão assustado que me encolhi e rezei.
Marines e seus cães de guerra


Na manhã seguinte, o coronel chamou os cães batedores a fim de tentar descobrir onde se escondiam os japoneses. Fomos enviados em uma patrulha de combate, onde eu e Bill éramos a vanguarda. Chegamos então a uma península na trilha Nau mu Nau ma. O tenente decidiu que deveríamos nos separar, para ampliar a área de busca, e disse a Bill que havia um ninho de metralhadora sobre a montanha, aproximadamente a meia milha do sopé. “Pegue um homem e veja se seus cães conseguem localizar a posição”, e continuou, “Long, você assume a patrulha principal de vinte homens e começa a vasculhar pela península”. Barker disse ao tenente que seu cão estava doente: ele sabia que eu já fora ferido em uma ação similar. Bill insistiu que temia que seu cão não pudesse subir a montanha... Eu o disse que na patrulha anterior eu tinha sido o responsável e que agora era sua vez. O tenente ouviu o que Bill dizia e mudou os planos. Esta alteração fez-me ter que subir a montanha para tentar localizar o ninho de metralhadora. O sargento responsável disse para que quando chegássemos (eu e meu cachorro) ao topo ou tivéssemos qualquer contato com o inimigo, entrássemos em contato pelos "walky-talkies" reportando-nos.


Quanto mais perto nos aproximávamos do topo, mais acreditávamos que os inimigos se haviam retirado. Contatamos a patrulha lá embaixo. O sargento nos mandou procurar e observar se havia algum movimento antes de continuar nosso avanço pelo rio e em torno da península. Desci uns 750 pés da montanha, mantendo-me em contato com a patrulha, enquanto principiava a chover (o que prejudicava muito nossa visão). Esperamos durante duas horas. O sargento contatou-me novamente pelo rádio e ordenou-me verificar se tudo estava limpo, ao que respondi dando-lhe um "OK" para prosseguir pelo rio. De longe vejo Bill na vanguarda, com Garcia logo atrás. Eles haviam acabado de fazer a curva do sopé da montanha quando observei o cachorro de Bill fazer o sinal de que havia alguma coisa nas proximidades. Assim que os homens começaram a cruzar o rio o inferno caiu sobre eles. Os japoneses os haviam emboscado. Bill e Garcia foram mortos na primeira rajada. O cachorro de Bill foi ferido e correu desesperadamente para a curva. Os homens mergulharam no rio tentando se salvar. Eu me vi morrendo e sendo despedaçado pelo fogo das metralhadoras. A mudança na ordem da patrulha, com Bill, salvara minha vida.


Mais tarde, eu e meu parceiro voltamos pela montanha, de volta à posição original. Os japoneses nos haviam arrasado. Somente depois de escurecer conseguimos reforços e cavamos nossas trincheiras. Abríamos fogo em qualquer coisa que víssemos naquela direção. O rio começara a transbordar de seu leito e isto nos forçou a retroceder. Encontrei "Tuffy", o cachorro de Bill, alguns metros abaixo. Ele fora atingido no focinho. Mediquei-o e o levei de volta ao acampamento onde os outros treinadores já sabiam que um dos homens fora morto. Ao chegar ao acampamento, todos os meus homens estavam esperando impacientes e correram para mim chorando e me abraçando. Eu nunca esquecerei este momento enquanto viver. Era isso que significa a insígnia que usávamos - Veteranos: amor fraternal até o dia de nossa morte.


Mais tarde em minha vida, fui internado em um hospital psiquiátrico, pois não conseguia me eximir da culpa de que minha decisão havia causado a morte de Bill e Garcia. Tentei esquecer esse fato, mas ele me persegue sempre quando vejo nossa insígnia e lembro como rezamos pela vida naquele dia. Ela sempre me traz de volta memórias desagradáveis. Eu só tinha dezenove anos. Amém.


Nossos cães, 1944


Quando deixamos Frisco a bordo do USS John Isacson, os cães tinham celas especiais. Tínhamos pequenas caixas que deveríamos utilizar para que os animais se aliviassem. Os cães estavam no auge da sua forma antes de embarcarmos, pois os comandantes haviam nos dito o que esperar quando chegássemos ao nosso destino.


No navio, os cachorros deviam ser retirados das jaulas e exercitados no fundo da embarcação. Os cachorros de ataque tinham que ser agitados constantemente para mantê-los treinados. Tudo que fazíamos a bordo do navio, a respeito dos animais, era altamente confidencial. Cada homem só podia cuidar de seu próprio cão. Nenhum outro soldado, aparte os treinadores, era permitido na área do canil. Aos cachorros era dado do bom e do melhor. Seu bem estar era muito importante.

Doberman de guarda enquanto o fuzileiro dorme no abrigo, que os donos chamavam de "foxhole"



Quando chegamos a nosso destino, Guadalcanal, os cães estavam muito agitados por ver novamente uma árvore depois de 32 dias no mar. Éramos o 25º Pelotão de Cães de Combate e nossa unidade consistia de 27 homens e 30 cachorros. Fomos primeiramente anexados à 298ª Companhia Filipina e Havaiana. Nossa tarefa principal era expulsar os japoneses desgarrados da floresta. Cada homem tinha que ficar ao lado de seu cão o tempo todo. Quando estávamos na linha de frente, tínhamos que cavar abrigos grandes o suficiente para nós e os cães. Essa era uma tarefa complicada para mim, pois meu cão, Bim, era um Pastor Alemão de 55 Kg. Tínhamos que alimentar e dar água para os animais dentro dos "foxholes" e os amarrávamos aos nossos braços na hora de dormir.


Eles foram ensinados a não latir, não obstante, estavam sempre alerta. Quando a nossa ração escasseava, os cachorros deveriam comer dia sim, dia não; mas eu, amando os cães como amava, sempre dividia qualquer naco de comida que possuísse com meu amigo canino. Quando saíamos em patrulha, eu tinha que carregar a comida dele e a minha própria nas costas; quando estávamos na selva, caso ele se cortasse, tínhamos que fazer um curativo, pois do contrário, fungos poderiam infectá-lo, causando doenças e podendo até mesmo matá-lo. Suas orelhas eram outro ponto que necessitava de muita atenção, pois as moscas ali pousavam e as mordiscavam, éramos, portanto, obrigados a sempre colocar repelentes nelas. Na verdade nós mesmos tínhamos que nos impregnar de repelente para evitar as mordidas dos milhões de insetos que habitam as selvas do Pacífico.

Campo de Lejeume, treinamento de desembarque, 1943.
Fuzileiro e um cão de guerra da raça Doberman na ilha de Saipan, 1944

Depois de dois meses em Guadalcanal, fomos enviados para Bougainville, também nas ilhas Salomão, sendo anexados à 37ª Divisão de Infantaria. A ilha de Bougainville possui vários vulcões, que provocam horríveis terremotos muito freqüentemente. O primeiro que presenciei, assustou-me de morte. Nossa primeira baixa desde a chegada a este novo setor foi a de dois dos melhores cães mensageiros. Durante um dos tremores, uma árvore caiu sobre o canil e feriu vários animais, matando os dois. Ainda guardo fotos dos animais que morreram neste dia.


Quando íamos para a trilha Nau Mau Nau Mau, onde as linhas de frente se localizavam, éramos transportados pelos caminhões do exército. Os cães eram treinados para não brigarem com os outros cachorros e não morder as tropas amigas, porém a ninguém, exceto o seu próprio treinador, era permitido acariciá-los. Os cães eram ensinados a somente atacar quando estivessem com suas coleiras especiais, que colocávamos neles somente quando chegavam nas linhas de frente. Os cachorros trabalhavam mais nas tarefas de guarda de abrigos e patrulha noturna, onde tinham grande vantagem devido aos seus sentidos apurados e por estarem sempre alerta. Cada movimento ou cheiro diferente representava o inimigo.
Marines e seus cães em Guam


Nessas incursões pela linha de frente os cães perdiam muito peso. Da mesma forma que a comida dos treinadores era escassa, também era a deles. Uma das coisas mais importantes a fazer era manter o focinho dos nossos companheiros úmido. Para tanto, colocávamos alguns goles de água de nossos cantis no capacete e os dávamos de beber. Conforme o tempo passava nas linhas de frente, os animais se tornavam mais irritadiços devido ao calor sufocante, insetos e a falta de comida e água, mas ainda assim conseguiam se manter alerta e pacientes. Fazer com que os cachorros se aliviassem era outro problema que enfrentávamos, pois tínhamos que montar escalas a fim de não atrair a atenção do inimigo e manter a guarda.


Quando nós voltamos das linhas de frente, lhes dávamos grandes recompensas: carne de cavalo, bastante liberdade, e os deixávamos nadar no oceano. A água salgada era boa para os cortes e contusões. O cachorro, uma vez que tira a coleira de trabalho, torna-se novamente dócil e controlado. Nós deixávamos vários correrem juntos e brincarem de brigar. Nós os protegíamos com nossas vidas, da mesma forma que eles faziam conosco.

Fuzileiros câes de guerra em Bougainville

Na retaguarda, os cachorros eram sempre re-treinados. Eles tinham que ser capazes de rastejar próximo ao treinador e ainda assim se manter sob comando: ficar em silêncio, atacar quando ordenado ou quando alguém tenta chegar perto de você. Os cachorros mensageiros faziam um excelente trabalho. Eles eram ensinados a cheirar um trapo que contivesse óleo de linhaça - o treinador sempre levava este trapo quando saía em patrulha - e um colarinho especial era colocado, para que ele pudesse carregar uma mensagem. Quando saíam em patrulha, se fôssemos emboscados, era dita a palavra: "relatório" (N.T.: "report") para o cão. Ele, então, seguiria o cheiro de linhaça pelo caminho percorrido, até o local do acampamento. Eu vira vários desses cães mensageiros com as patas sangrando e hemorragias no rabo, feitas nas videiras afiadas e pedras.
Ao cumprir sua tarefa, todo cachorro era recompensado com um pedaço de carne e um elogio. Elogio é outra coisa muito importante em treinamento de animais. O treinamento básico para cães mensageiros consistia em correr em um caminho de um lado para outro. Treinadores estavam em cada extremo. Durante as corridas de uma ponta a outra do percurso, eles eram agitados e os treinadores tentavam persuadi-lo a abandonar a tarefa. Quando finalmente completavam o percurso por várias vezes, os treinadores os consideravam aptos. Alguns eram treinados a carregar um pombo, para o mesmo propósito de levar mensagens. O treinamento desses animais requer um bocado de paciência. Depois de uma corrida de teste nas montanhas de San Carlos, Califórnia, eles eram avaliados tanto em velocidade como resistência, estando então prontos para o combate.


Patrulha, 1944


Estávamos em Bougainville, ilhas Salomão. Bim, meu fiel cão batedor, e eu fomos convocados para ir à vanguarda da 37ª Divisão de Infantaria. Devíamos encontrar a tropa em certo local antes de avançar para a linha de frente. Fomos deixados próximos a um rio, onde o sargento ordenou que aguardássemos, pois eles chegariam a qualquer momento. Já se passara uma hora e ninguém se aproximava, portanto decidimos a seguir para o norte, subindo uma montanha. Logo estávamos perdidos em território inimigo, acredito que andáramos cinco ou seis milhas. Subitamente Bim ficou em alerta e eu me joguei no chão, achando que poderiam ser soldados japoneses se aproximando. Ouvi um chamado de "Isqueiro" (N.T.: "Lighter") e então silêncio. Por sorte, sabia a senha, se tratava de nossas tropas. Gritei rapidamente "fluído de isqueiro" (N.T.: "lighter fluid"), a contra-senha, caso contrário poderia ser atacado. Eles especulavam o que acontecera comigo, mandando então uma patrulha para me procurar, "graças a Deus".


No dia seguinte, fomos enviados em patrulha por uma trilha próximo ao Rio Torakina. Foi-nos dito que havia um ninho de metralhadoras nas imediações. Andamos por quatro milhas em torno da montanha sem nenhum contato com o inimigo. Meu segundo batedor, um australiano, pediu que esperássemos um tempo por ali até que o restante dos homens nos alcançassem. De repente, Bim levantou as orelhas em postura de alerta, mas eu não ouvia qualquer ruído. Eu disse a Brown, o australiano, que daria uma olhada e segui uns 30 metros a frente. Neste momento Bim postou-se em posição de alerta total. Lá em cima vi um japonês alto perscrutando a montanha na minha direção. Deitei-me o mais discretamente possível. Se não fosse por Bim, todos teríamos sido mortos. Comecei a rastejar lentamente para trás, sabia que havia alguém ali. Foi quando começaram a atirar na minha direção. Eu e Bim nos colamos ao solo, as balas passavam zunindo sobre nossas cabeças. O australiano gritou para que eu corresse em direção a ele, pois ele me manteria coberto. Bim e eu corremos como loucos, zigue-zagueando, conforme aprendera no futebol (N.T.: futebol americano, "football"). Brown mantinha fogo contínuo e todos os outros soldados (que já haviam se aproximado o suficiente de nós) começaram a disparar suas armas enquanto eu corria para salvar minha pele.


Um dos nativos que carregava nossos suprimentos largou uma grande caixa e, correndo, não a vi. Tropecei nela com muita força e quase quebrei a perna. Pensei que havia sido atingido e que não podia me mexer. Bim deitou-se ao meu lado e eu o agradecia por não me deixar sozinho lá.


Enquanto isso, granadas de morteiro de nossa patrulha destruíam o ninho de metralhadora. Quando os soldados chegaram ao topo da montanha, havia corpos japoneses espalhados por todos os lados. Nenhum de nossos homens foi morto, somente uns três ou quatro se feriram.


Fui levado para a planície nas costas de um dos nativos. Bati tão forte na caixa que não consegui andar. Meus joelhos estavam em carne viva e, olhando para Bim, notei que ele havia cortado as patas e também sangrava. Rasguei parte de minha camisa e limpei suas patas com a água de meu cantil, colocando, a seguir, iodo nos machucados. Ele era mais forte do que eu e continuou caminhando ao meu lado, mancando levemente.


Mais tarde, ao chegar em nossa área de acampamento, os médicos tomaram conta das minhas pernas, no entanto, fiquei sem poder andar por alguns dias. Os veterinários também cuidaram das feridas de Bim.


Todos os homens da patrulha vieram até nós agradecer e dizer que Bim era seu herói. Todos vieram afagá-lo por salvá-los de uma emboscada certa.




O herói sem condecorações


Depois que eu e meu cão, Bim, nos recuperamos dos ferimentos nos pés/patas e pernas, fomos mandados de volta para fazer guarda em um entreposto da infantaria.


Eu sempre tinha que cavar um abrigo para mim e Bim, mas a parte mais difícil era convencer Bim a fazer suas necessidades do lado de fora de nosso "foxhole". Eu o colocava em um dos lados enquanto ele se esforçava por "se aliviar". Lembrem-se também que na linha de frente, nem os combatentes humanos possuem banheiros.


Era muito desagradável quando os ratos tentavam entrar em nossa trincheira se havia qualquer sinal de comida. As moscas estavam sempre voando em torno dos olhos dos cães. Os mosquitos se banqueteavam em nossa pele o dia inteiro, até o dia em que peguei malária. Não conseguia levantar de meu buraco, chorava e ardia em febre. Bim sempre estava ao meu lado, tentando me confortar e protegendo-me.
Depois do que me pareceu uma eternidade, um dos médicos carregou-me até uma cratera, onde cuidavam dos feridos. Fui então levado, de maca, em um caminhão, ao hospital do setor. Bim foi levado ao canil da companhia. Por dias estive internado com disenteria, perdendo muito peso (cheguei a 54 quilos). Um outro treinador assumiu a "tutela" de Bim. Meus dias de batedor estavam terminados.



Mais tarde, o 25º foi enviado às Filipinas, onde desempenhei o papel de guarda - sem o cachorro - quando a febre voltou. Fui mandando para um hospital militar na Nova Guiné e estava prestes a voltar para casa quando me trouxeram Bim para se despedir. Eu caí de joelhos, beijando-o no focinho e chorando. Mas que despedida final dolorosa foi aquela. Quando subi no caminhão, ele começou a latir e tentava vir atrás de mim; nunca, enquanto viver, me esquecerei do seu olhar de "não me abandone".
Lápide do cemitério dos fuzileiros caninos da 2ª Guerra


Anos mais tarde eu soube que ele lograra voltar aos Estados Unidos, onde falecera. Estou certo de que se há um paraíso para os cães, Bim estará lá. Agora posso descansar em paz. Tenho 70 anos e sempre quis escrever sobre esses verdadeiros heróis que foram os cachorros marines.

domingo, 21 de outubro de 2012

Cães que salvam vidas, cães heróis.

Lá da terrinha dos nossos irmão lusos...

Surge assim o Clube Português de Utilizadores de Cão-Guia (CPUC). Esta é uma associação de direito privado cujos objectivos são promover cães-guia para cegos e, desta forma, defender os direitos e melhores condições de vida para os seus utilizadores.

A CPUC trabalha em cooperação com a Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual (ABAADV) na tarefa de divulgação de cães para cegos e na angariação de fundos. A ABAADV é também uma Escola de Cães-Guia.http://www.cpuc.org.pt/inscreva-se.html

Eles também podem ser a luz dos nossos olhos. Esses peludos especiais são os famosos cães-guia para cegos.

Os cães-guia desenvolvem um trabalho excepcional junto aos portadores de deficiência visual, eles proporcionam aos seus donos uma vida independente, sem maiores restrições.



Se pensam que este site pode ser interessante apenas para os cegos, então pensam erradamente. É necessário que a população saiba como agir na presença de um cão-guia e convém, para a segurança da pessoa que o transporta, que se cumpram à risca as regras que a seguir se apresentam e, sobretudo, que se respeitem estes animais que realizam um trabalho bastante digno.
- Não se deve distrair o Cão-guia quando está em trabalho.
- Uma pessoa cega guiada por um Cão-guia deve ser considerada como uma pessoa independente; a melhor maneira de a ajudar é respeitá-la como tal.
- Nunca se deve oferecer comida a um Cão-guia.
- Não se deve sentir medo de um Cão-guia.
- Não se pode ter um cão solto quando se aproximar de uma dupla cego/Cão-guia.
- Nunca se deve tocar no arnês de um Cão-guia. Só o seu utilizador o deve fazer.
- Seria bom colaborar na divulgação destes conselhos.


Cão-guia Cuida de homem cego e seu outro cão-guia que também ficou cego !


Waspe Graham o velho homem de 60 anos que perdeu um olho e tem visão limitada no outro, ficou muito triste depois que descobriu que o seu cão-guia Eduardo desenvolveu glaucoma e removeram os olhos do cachorrinho , então a unica solução encontrada por ele foi adotar outro cão-guia para cuidar do Eduardo e dele o nome do novo cão é Opala e ele tem se revelado uma verdadeira jóia.
A ligação entre o homem e os animais é, cada vez mais, uma importante e decisiva realidade, percebendo-se que esta atuação conjunta ganha contornos absolutamente fundamentais.


Um pouco por toda a Europa, os terramotos do Haiti, na Turquia, no Chile e noutras zonas de cataclismo, permitiram o aproveitamento das potencialidades dos cães na descoberta das vítimas, muitas vezes em locais inacessíveis ao homem.



Na ilha da Madeira, as nossas gentes ficaram destroçadas pelos efeitos do temporal, impiedoso, duro, inevitável, com muitos compatriotas a perderem os seus haveres e a ficarem com os familiares e amigos perdidos entre água, lama, pedras, árvores, destroços....
Os cães das brigadas de salvamento - nomeadamente os da G.N.R. - foram utilizados para descobrir corpos, mas igualmente para auxiliar vítimas que ainda puderam ser salvas..
A vida é dura e cruel, muitas vezes. Mas a união é, sem dúvida, necessária. E graças aos esforços conjuntos dos homens e dos animais, a vida, na ilha da Madeira, foi regressando, pouco a pouco, à quase normalidade..
A equipa de Busca e Salvamento da Unidade de Intervenção da Guarda Nacional Republicana [G.N.R.], participou activamente de 20 de Fevereiro a 5 de Março na ajuda da catástrofe que se abateu sobre aquele território português na madrugada e manhã de 20 de Fevereiro..
Trata-se de homens e cães com muita experiência operacional e real em cenários desta natureza, fruto das centenas de missões já cumpridas, em Portugal e no Estrangeiro..
A G.N.R. é pioneira em todas as vertentes cinotécnicas, em particular na busca e salvamento, com um efectivo de quase uma centena de pisteiros espalhados por todo o território português, como primeira linha de intervenção na busca de pessoas..


A selecção destes Militares e Cães, bem como a sua formação específica, obedece a rigorosos critérios de exigência à semelhança dos que são usados nos países com quem a G.N.R. colabora activamente nas áreas da formação e em projectos ou missões conjuntas, como a Alemanha, França, Luxemburgo, Itália, Hungria,Grécia, China, etc.


http://alfobre.blogspot.com/2010/04/caes-bons-ou-homens-perigosos.html

Quando ocorrem avalanches e pessoas ficam soterradas ou perdidas na neve o cão se torna sua melhor chance de sobrevivência uma vez que nestas condições a velocidade do atendimento é crucial. Pessoas podem morrer de frio ou asfixiadas rapidamente sob a neve e os cães através de seu faro são os primeiros a encontra-las. O cão fareja a pessoa e começa a cavar a neve, indicando para as equipes de socorro sua localização.


Nesta modalidade, em nenhuma parte do mundo se desafia a supremacia dos terras novas. Em alguns casos o ladseer,raça próxima ao terra nova pode ser treinado para esse fim também, mas a maioria de todos os cães salva-vidas são mesmo terra novas. A realização do trabalho de salvamento aquático requer cães que, primeiramente gostem de água, sejam fortes o suficiente para arrastar alguém, além de nadadores possantes e resistência à águas frias.
O cão de salvamento aquático realiza funções de salva-vidas no mar, lagos e rios, também pode puxar pequenas embarcações encalhadas ou contra a correnteza e é utilizado como sentinela durante espetáculos náuticos, às vezes é utilizado para passagem de cabos de sustentação durante inundações. O cão pode levar uma bóia a quem está se afogando ou arrastar para a margem uma pessoa inconsciente ou enfraquecida. O cão pode auxiliar um salva vidas humano ou resgatar sozinho uma pessoa.





Os cães de escombros realizam uma tarefa semelhante à do cão de avalanches com a diferença que não atuam na neve e sim em desmoronamentos e desabamentos. A principal diferença é que as avalanches de neve, devido a suas características climáticas estão restritos à algumas regiões do mundo enquanto que desabamentos podem ocorrer em qualquer lugar exigindo um cão mais versátil para essa função. Os cães de escombros localizam e avisam às equipes de socorro a localização das pessoas soterradas e podem mesmo ser treinadas para avisar se as mesmas estão vivas ou mortas já que escutam o chamado das pessoas através dos escombros com sua audição apurada.
Os profissionais da área afirmam que o trabalho do cão nestes casos é indispensável. Os cães de escombros devem trabalhar sem se perturbar com o barulho gerado por máquinas como tratores e de sirenes que com certeza estarão presentes em grandes quantidades na ocasião de um desmoronamento causado por terremoto, incêndio, explosão ou deslizamento de terra. Pastores alemães, Labradores e Golden retrieversão as raças mais utilizadas mas obviamente não são as únicas, pastores belgas, cães-lobo tchecoslovacos, berneses e até pit bulls são utilizados para esta função ao redor do mundo.








Quando acontecem desastres um dos maiores empecilhos para o salvamento de feridos e a localização dos desaparecidos é a falta de comunicação, os sistemas de telefonia entram em colapso dificultando o trabalho de resgate.
Pensando neste problema os designers Mary Huang, Laura Boffi e Li Bianestudantes do Copenhagen Institute of Interactive Design desenvolveram um colete eletrônico que possue diversas ferramentas de ponta e que foi especialmente desenhado para vestir cães de resgate.
Funciona assim: O cão é direcionado para a busca em uma determinada área, quando encontra um sobrevivente ele é treinado para se sentar. O acelerômetro do aparelho detecta que o cachorro esta em repouso e toca uma gravação.



A pessoa escuta a mensagem , clica no botão verde e pode gravar uma mensagem de video informando a sua localização e situação. O colete possui também um teclado e um aparelho GPS que grava a localização exata do encontro.

O cachorro retorna a base de operações e a equipe de resgate pode assistir e localizar os sobreviventes.
 
ALÉM DE SER O MELHOR AMIGO DO HOMEM, É SALVA VIDAS!!
http://tatinew.wordpress.com/2008/09/29/na-busca-dos-caes-bombeiros/
http://tvpetonline.com.br/2010/03/04/caes-farejadores-salvam-vidas-no-chile/



Visão, faro e audição apurados são determinantes na hora de localizar as vítimas.


COMO É QUE PODEM TRATAR MAL ESTES ANIMAIS, QUANDO O CENTRO DA VIDA DELES É O HOMEM, FAZEM TUDO POR ELES, DEDICAÇÃO E AMIZADE INCONDICIONAL!!


Fonte: http://arranhamequeeugostomuito.blogspot.com.br