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domingo, 8 de janeiro de 2017

O pequeno cão que virou guia do amigo






Exemplo.






Milo, o Terrier e Eddie, o labrador, já conviviam no mesmo ambiente, eram velhos amigos. Angie Baker-Stedham, a cuidadora dos dois personagens, começou a notar que Eddie esbarrava constantemente nos obstáculos da casa, algo impensável para qualquer cão. Diagnosticado como cego Eddie teve a ajuda de sempre se espera dos grandes amigos: solidariedade.




Sem nenhum treinamento, Milo passou a ser o cão guia de Eddie. Milo o agora um cão guia, leva guizos na coleira para que Eddie possa segui-lo. Sempre que Eddie, o labrador, se afasta, Milo vai buscá-lo.




Segundo Angie Baker, é muito difícil perceber o quanto Eddie depende de Milo para se locomover, para fazer tudo o que sempre fez. Agora, Eddie não dá trombadas nos móveis já que Milo está sempre atento aos movimentos do amigo Eddie.




Confira no vídeo abaixo  um passeio com esses dois grandes personagens que mostram a todos, que acima de tudo, a solidariedade é um dom que todos temos, mas precisamos exercitá-la sempre.



terça-feira, 1 de novembro de 2016

Cães que salvam vidas, Cães heróis.






Matéria vinda lá da terra de nossos irmãos lusos:
Surge assim o Clube Português de Utilizadores de Cão-Guia (CPUC). Esta é uma associação de direito privado cujos objetivos são promover cães-guia para cegos e, desta forma, defender os direitos e melhores condições de vida para os seus utilizadores.

A CPUC trabalha em cooperação com a Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual (ABAADV) na tarefa de divulgação de cães para cegos e na angariação de fundos. A ABAADV é também uma Escola de Cães-Guia.


Eles também podem ser a luz dos nossos olhos. Esses peludos especiais são os famosos cães-guia para cegos.

Os cães-guia desenvolvem um trabalho excepcional junto aos portadores de deficiência visual, eles proporcionam aos seus donos uma vida independente, sem maiores restrições

É necessário que a população saiba como agir na presença de um cão-guia e convém, para a segurança da pessoa que o transporta, que se cumpram à risca as regras que a seguir se apresentam e, sobretudo, que se respeitem estes animais que realizam um trabalho bastante digno.


- Não se deve distrair o Cão-guia quando está em trabalho.

- Uma pessoa cega guiada por um Cão-guia deve ser considerada como uma pessoa independente; a melhor maneira de a ajudar é respeitá-la como tal.

- Nunca se deve oferecer comida a um Cão-guia.

- Não se deve sentir medo de um Cão-guia.

- Não se pode ter um cão solto quando se aproximar de uma dupla cego/Cão-guia.

- Nunca se deve tocar no arnês de um Cão-guia. Só o seu utilizador o deve fazer.

- Seria bom colaborar na divulgação destes conselhos.














Waspe Graham, um homem de 60 anos que perdeu um olho e tem visão limitada no outro, ficou muito triste depois que descobriu que o seu cão-guia Eduardo desenvolveu glaucoma e removeram os olhos do cachorrinho , então a unica solução encontrada por ele foi adotar outro cão-guia para cuidar do Eduardo e dele o nome do novo cão é Opala e ele tem se revelado uma verdadeira joia.








A ligação entre o homem e os animais é, cada vez mais, uma importante e decisiva realidade, percebendo-se que esta atuação conjunta ganha contornos absolutamente fundamentais.
Um pouco por toda a Europa, os terremotos do Haiti, na Turquia, no Chile e noutras zonas de cataclismo, permitiram o aproveitamento das potencialidades dos cães na descoberta das vítimas, muitas vezes em locais inacessíveis ao homem.






Na ilha da Madeira, as nossas gentes ficaram destroçadas pelos efeitos do temporal, impiedoso, duro, inevitável, com muitos compatriotas a perderem os seus haveres e a ficarem com os familiares e amigos perdidos entre água, lama, pedras, árvores, destroços....

Os cães das brigadas de salvamento - nomeadamente os da G.N.R. - foram utilizados para descobrir corpos, mas igualmente para auxiliar vítimas que ainda puderam ser salvas..

A vida é dura e cruel, muitas vezes. Mas a união é, sem dúvida, necessária. E graças aos esforços conjuntos dos homens e dos animais, a vida, na ilha da Madeira, foi regressando, pouco a pouco, à quase normalidade..

A equipe de Busca e Salvamento da Unidade de Intervenção da Guarda Nacional Republicana [G.N.R.], participou ativamente de 20 de Fevereiro a 5 de Março na ajuda da catástrofe que se abateu sobre aquele território português na madrugada e manhã de 20 de Fevereiro..


Trata-se de homens e cães com muita experiência operacional e real em cenários desta natureza, fruto das centenas de missões já cumpridas, em Portugal e no Estrangeiro..


A G.N.R. é pioneira em todas as vertentes cinotécnicas, em particular na busca e salvamento, com um efetivo de quase uma centena de pisteiros espalhados por todo o território português, como primeira linha de intervenção na busca de pessoas..

A seleção destes Militares e Cães, bem como a sua formação específica, obedece a rigorosos critérios de exigência à semelhança dos que são usados nos países com quem a G.N.R. colabora ativamente nas áreas da formação e em projetos ou missões conjuntas, como a Alemanha, França, Luxemburgo, Itália, Hungria,Grécia, China, etc.

Quando ocorrem avalanches e pessoas ficam soterradas ou perdidas na neve o cão se torna sua melhor chance de sobrevivência uma vez que nestas condições a velocidade do atendimento é crucial. Pessoas podem morrer de frio ou asfixiadas rapidamente sob a neve e os cães através de seu faro são os primeiros a encontra-las. O cão fareja a pessoa e começa a cavar a neve, indicando para as equipes de socorro sua localização.





Nesta modalidade, em nenhuma parte do mundo se desafia a supremacia dos terras novas. Em alguns casos o ladseer,raça próxima ao terra nova, pode ser treinado para esse fim também, mas a maioria de todos os cães salva-vidas são mesmo terra novas. A realização do trabalho de salvamento aquático requer cães que, primeiramente gostem de água, sejam fortes o suficiente para arrastar alguém, além de nadadores possantes e resistência à águas frias.

O cão de salvamento aquático realiza funções de salva-vidas no mar, lagos e rios, também pode puxar pequenas embarcações encalhadas ou contra a correnteza e é utilizado como sentinela durante espetáculos náuticos, às vezes é utilizado para passagem de cabos de sustentação durante inundações. O cão pode levar uma bóia a quem está se afogando ou arrastar para a margem uma pessoa inconsciente ou enfraquecida. O cão pode auxiliar um salva vidas humano ou resgatar sozinho uma pessoa.






Os cães de escombros realizam uma tarefa semelhante à do cão de avalanches com a diferença que não atuam na neve e sim em desmoronamentos e desabamentos. A principal diferença é que as avalanches de neve, devido a suas características climáticas estão restritos à algumas regiões do mundo enquanto que desabamentos podem ocorrer em qualquer lugar exigindo um cão mais versátil para essa função. Os cães de escombros localizam e avisam às equipes de socorro a localização das pessoas soterradas e podem mesmo ser treinadas para avisar se as mesmas estão vivas ou mortas já que escutam o chamado das pessoas através dos escombros com sua audição apurada.

Os profissionais da área afirmam que o trabalho do cão nestes casos é indispensável. Os cães de escombros devem trabalhar sem se perturbar com o barulho gerado por máquinas como tratores e de sirenes que com certeza estarão presentes em grandes quantidades na ocasião de um desmoronamento causado por terremoto, incêndio, explosão ou deslizamento de terra. Pastores alemães, Labradores e Golden Retriever são as raças mais utilizadas mas obviamente não são as únicas, pastores belgas, cães-lobo tchecoslovacos, berneses e até pit bulls são utilizados para esta função ao redor do mundo.




Quando acontecem desastres um dos maiores empecilhos para o salvamento de feridos e a localização dos desaparecidos é a falta de comunicação, os sistemas de telefonia entram em colapso dificultando o trabalho de resgate.

Pensando neste problema os designers Mary Huang, Laura Boffi e Li Bianestudantes do Copenhagen Institute of Interactive Design desenvolveram um colete eletrônico que possue diversas ferramentas de ponta e que foi especialmente desenhado para vestir cães de resgate.

Funciona assim: O cão é direcionado para a busca em uma determinada área, quando encontra um sobrevivente ele é treinado para se sentar. O acelerômetro do aparelho detecta que o cachorro esta em repouso e toca uma gravação.




A pessoa escuta a mensagem , clica no botão verde e pode gravar uma mensagem de vídeo informando a sua localização e situação. O colete possui também um teclado e um aparelho GPS que grava a localização exata do encontro.

O cachorro retorna a base de operações e a equipe de resgate pode assistir e localizar os sobreviventes.
 
ALÉM DE SER O MELHOR AMIGO DO HOMEM, É SALVA VIDAS!!






Visão, faro e audição apurados são determinantes na hora de localizar as vítimas.


COMO É QUE PODEM TRATAR MAL ESTES ANIMAIS, QUANDO O CENTRO DA VIDA DELES É O HOMEM, FAZEM TUDO POR ELES, DEDICAÇÃO E AMIZADE INCONDICIONAL!!







domingo, 21 de outubro de 2012

Cães que salvam vidas, cães heróis.

Lá da terrinha dos nossos irmão lusos...

Surge assim o Clube Português de Utilizadores de Cão-Guia (CPUC). Esta é uma associação de direito privado cujos objectivos são promover cães-guia para cegos e, desta forma, defender os direitos e melhores condições de vida para os seus utilizadores.

A CPUC trabalha em cooperação com a Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual (ABAADV) na tarefa de divulgação de cães para cegos e na angariação de fundos. A ABAADV é também uma Escola de Cães-Guia.http://www.cpuc.org.pt/inscreva-se.html

Eles também podem ser a luz dos nossos olhos. Esses peludos especiais são os famosos cães-guia para cegos.

Os cães-guia desenvolvem um trabalho excepcional junto aos portadores de deficiência visual, eles proporcionam aos seus donos uma vida independente, sem maiores restrições.



Se pensam que este site pode ser interessante apenas para os cegos, então pensam erradamente. É necessário que a população saiba como agir na presença de um cão-guia e convém, para a segurança da pessoa que o transporta, que se cumpram à risca as regras que a seguir se apresentam e, sobretudo, que se respeitem estes animais que realizam um trabalho bastante digno.
- Não se deve distrair o Cão-guia quando está em trabalho.
- Uma pessoa cega guiada por um Cão-guia deve ser considerada como uma pessoa independente; a melhor maneira de a ajudar é respeitá-la como tal.
- Nunca se deve oferecer comida a um Cão-guia.
- Não se deve sentir medo de um Cão-guia.
- Não se pode ter um cão solto quando se aproximar de uma dupla cego/Cão-guia.
- Nunca se deve tocar no arnês de um Cão-guia. Só o seu utilizador o deve fazer.
- Seria bom colaborar na divulgação destes conselhos.


Cão-guia Cuida de homem cego e seu outro cão-guia que também ficou cego !


Waspe Graham o velho homem de 60 anos que perdeu um olho e tem visão limitada no outro, ficou muito triste depois que descobriu que o seu cão-guia Eduardo desenvolveu glaucoma e removeram os olhos do cachorrinho , então a unica solução encontrada por ele foi adotar outro cão-guia para cuidar do Eduardo e dele o nome do novo cão é Opala e ele tem se revelado uma verdadeira jóia.
A ligação entre o homem e os animais é, cada vez mais, uma importante e decisiva realidade, percebendo-se que esta atuação conjunta ganha contornos absolutamente fundamentais.


Um pouco por toda a Europa, os terramotos do Haiti, na Turquia, no Chile e noutras zonas de cataclismo, permitiram o aproveitamento das potencialidades dos cães na descoberta das vítimas, muitas vezes em locais inacessíveis ao homem.



Na ilha da Madeira, as nossas gentes ficaram destroçadas pelos efeitos do temporal, impiedoso, duro, inevitável, com muitos compatriotas a perderem os seus haveres e a ficarem com os familiares e amigos perdidos entre água, lama, pedras, árvores, destroços....
Os cães das brigadas de salvamento - nomeadamente os da G.N.R. - foram utilizados para descobrir corpos, mas igualmente para auxiliar vítimas que ainda puderam ser salvas..
A vida é dura e cruel, muitas vezes. Mas a união é, sem dúvida, necessária. E graças aos esforços conjuntos dos homens e dos animais, a vida, na ilha da Madeira, foi regressando, pouco a pouco, à quase normalidade..
A equipa de Busca e Salvamento da Unidade de Intervenção da Guarda Nacional Republicana [G.N.R.], participou activamente de 20 de Fevereiro a 5 de Março na ajuda da catástrofe que se abateu sobre aquele território português na madrugada e manhã de 20 de Fevereiro..
Trata-se de homens e cães com muita experiência operacional e real em cenários desta natureza, fruto das centenas de missões já cumpridas, em Portugal e no Estrangeiro..
A G.N.R. é pioneira em todas as vertentes cinotécnicas, em particular na busca e salvamento, com um efectivo de quase uma centena de pisteiros espalhados por todo o território português, como primeira linha de intervenção na busca de pessoas..


A selecção destes Militares e Cães, bem como a sua formação específica, obedece a rigorosos critérios de exigência à semelhança dos que são usados nos países com quem a G.N.R. colabora activamente nas áreas da formação e em projectos ou missões conjuntas, como a Alemanha, França, Luxemburgo, Itália, Hungria,Grécia, China, etc.


http://alfobre.blogspot.com/2010/04/caes-bons-ou-homens-perigosos.html

Quando ocorrem avalanches e pessoas ficam soterradas ou perdidas na neve o cão se torna sua melhor chance de sobrevivência uma vez que nestas condições a velocidade do atendimento é crucial. Pessoas podem morrer de frio ou asfixiadas rapidamente sob a neve e os cães através de seu faro são os primeiros a encontra-las. O cão fareja a pessoa e começa a cavar a neve, indicando para as equipes de socorro sua localização.


Nesta modalidade, em nenhuma parte do mundo se desafia a supremacia dos terras novas. Em alguns casos o ladseer,raça próxima ao terra nova pode ser treinado para esse fim também, mas a maioria de todos os cães salva-vidas são mesmo terra novas. A realização do trabalho de salvamento aquático requer cães que, primeiramente gostem de água, sejam fortes o suficiente para arrastar alguém, além de nadadores possantes e resistência à águas frias.
O cão de salvamento aquático realiza funções de salva-vidas no mar, lagos e rios, também pode puxar pequenas embarcações encalhadas ou contra a correnteza e é utilizado como sentinela durante espetáculos náuticos, às vezes é utilizado para passagem de cabos de sustentação durante inundações. O cão pode levar uma bóia a quem está se afogando ou arrastar para a margem uma pessoa inconsciente ou enfraquecida. O cão pode auxiliar um salva vidas humano ou resgatar sozinho uma pessoa.





Os cães de escombros realizam uma tarefa semelhante à do cão de avalanches com a diferença que não atuam na neve e sim em desmoronamentos e desabamentos. A principal diferença é que as avalanches de neve, devido a suas características climáticas estão restritos à algumas regiões do mundo enquanto que desabamentos podem ocorrer em qualquer lugar exigindo um cão mais versátil para essa função. Os cães de escombros localizam e avisam às equipes de socorro a localização das pessoas soterradas e podem mesmo ser treinadas para avisar se as mesmas estão vivas ou mortas já que escutam o chamado das pessoas através dos escombros com sua audição apurada.
Os profissionais da área afirmam que o trabalho do cão nestes casos é indispensável. Os cães de escombros devem trabalhar sem se perturbar com o barulho gerado por máquinas como tratores e de sirenes que com certeza estarão presentes em grandes quantidades na ocasião de um desmoronamento causado por terremoto, incêndio, explosão ou deslizamento de terra. Pastores alemães, Labradores e Golden retrieversão as raças mais utilizadas mas obviamente não são as únicas, pastores belgas, cães-lobo tchecoslovacos, berneses e até pit bulls são utilizados para esta função ao redor do mundo.








Quando acontecem desastres um dos maiores empecilhos para o salvamento de feridos e a localização dos desaparecidos é a falta de comunicação, os sistemas de telefonia entram em colapso dificultando o trabalho de resgate.
Pensando neste problema os designers Mary Huang, Laura Boffi e Li Bianestudantes do Copenhagen Institute of Interactive Design desenvolveram um colete eletrônico que possue diversas ferramentas de ponta e que foi especialmente desenhado para vestir cães de resgate.
Funciona assim: O cão é direcionado para a busca em uma determinada área, quando encontra um sobrevivente ele é treinado para se sentar. O acelerômetro do aparelho detecta que o cachorro esta em repouso e toca uma gravação.



A pessoa escuta a mensagem , clica no botão verde e pode gravar uma mensagem de video informando a sua localização e situação. O colete possui também um teclado e um aparelho GPS que grava a localização exata do encontro.

O cachorro retorna a base de operações e a equipe de resgate pode assistir e localizar os sobreviventes.
 
ALÉM DE SER O MELHOR AMIGO DO HOMEM, É SALVA VIDAS!!
http://tatinew.wordpress.com/2008/09/29/na-busca-dos-caes-bombeiros/
http://tvpetonline.com.br/2010/03/04/caes-farejadores-salvam-vidas-no-chile/



Visão, faro e audição apurados são determinantes na hora de localizar as vítimas.


COMO É QUE PODEM TRATAR MAL ESTES ANIMAIS, QUANDO O CENTRO DA VIDA DELES É O HOMEM, FAZEM TUDO POR ELES, DEDICAÇÃO E AMIZADE INCONDICIONAL!!


Fonte: http://arranhamequeeugostomuito.blogspot.com.br

sábado, 11 de agosto de 2012





Os cães já desempenham diversas atividades para os humanos, e uma atividade muito especial é a de ser guia de uma pessoa cega. No Brasil ainda são poucas pessoas que tem acesso a esse auxilio, existindo hoje apenas 80 cães treinados em uso no país inteiro. Mas há muito incentivo de associações para investir em projetos de capacitação e treinamento de cães para esta função. Para se ter idéia nos EUA e Europa essas associações e fundações já fazem um trabalho sofisticado nesta área, sendo que os próprios moradores criam e doam filhotes para este fim.

Para um cão se tornar um cão guia deve-se levar em conta diversas particularidades, como a raça adequada para esta função, que varia de país para país. Mas de maneira geral as mais utilizadas são o Pastor Alemão, o Golden Retrivier e Retrivier do Labrador, mas há países que utilizam até vira-latas para a função, o importante é o treinamento adequado. Para um cão ser guia deve ter qualidades como, ser dócil e equilibrado, de fácil adaptação a novas situações, tamanho, tipo de pelagem, inteligência, e facilidade de aprendizagem, já que o treinamento leva muito tempo e terá que desempenhar diversas funções nele.

O treinamento de um cão-guia funciona da seguinte forma. Desde o nascimento do cão a ser qualificado para este fim, deve ser monitorados; o estado de saúde, o temperamento, e espírito de liderança. Se o cão for aprovado passa por um período de socialização e convivência com humanos que dura aproximadamente 1 ano, durante esse período será cuidado por uma família voluntária no projeto. Enquanto estiver sob os cuidados desta família, o cão deverá ser exposto ao maior número de informações e experiências possíveis, como passear todos os dias, a pé ou de carro para diversos lugares, com pouco a muito movimento de pessoas, como em lojas e restaurantes, sendo que é importante ter muito contato com as pessoas, participando de todas as atividades que esta família fizer.

Nesta fase também é feito o adestramento básico, orientada pelo instrutor junto a família, do tipo “senta”, “deita”, ou “fica” ,parar para descer ou subir escadas, parar para atravessar as ruas, andar do lado esquerdo e pouco á frente, saber se comportar educadamente e tranquilamente em todos os lugares, onde estiver, até dentro do ônibus, metrôs, táxi, etc. Somente depois deste adestramento ele voltará para a escola onde será treinado para o trabalho por aproximadamente 7 meses. Os cães reprovados nesta escola ainda serão utilizados para outras atividades como farejadores, acompanhantes de pessoas com dificuldade de movimentação, dentre outras. Neste 7 meses os adestradores, proporcionarão aos cães o contato com diversos ambientes e novas situações.

Quando o cão atingir a idade de 1 ano, ele deve começar o treinamento específico para a função de cão-guia. Por mais ou menos 3 meses, vai ser treinado pelo adestrador, verificando o aprendizado que recebeu enquanto vivia com a família voluntária, fazendo-se as devidas correções e aperfeiçoamentos no adestramento básico de obediência. Após o término destes 3 meses, e dependendo da performance do cão, é iniciado a adaptação do cão ao uso do peitoral específico de guia. Nesta fase ele deve ir se acostumando ao novo material e também deve ter mais atenção e concentração do cão, fazendo exercícios num percurso mais complicado, diversificando as situações e colocando mais obstáculos, fazendo com que desvie sem esbarrar e mostrando ao cão que deve haver espaço para os dois passarem.

Após este período de educação específica, o cão-guia estará pronto para o contato com o seu futuro dono, situação esta que será personalizada, isso é, respeitará as características do cego e do seu ambiente procurando atribuir a cada um, o cão mais adequado. O mais importante neste processo todo é a boa educação do cão, levando-se em conta o temperamento, e não exigindo dele mais do que de fato esteja preparado a fazer. Até mesmo quando for repreendê-lo deve-se tomar medidas equilibradas, para não tornar o cão medroso e sem iniciativa. Os cães-guias são entregues castrados, independendo do sexo, esta medida tem como objetivo de evitar problemas decorrentes da maturidade sexual dos cães que ocorre entre os 12 e os 18 meses.

Alguns cuidados especiais devem ser tomados com os cães-guias. Eles não devem ser tocados por pessoas estranhas durante o “horário de trabalho”, nem devem ser distraídos, o ideal é que não se brinque com eles enquanto estiverem trabalhando.

Fonte: Dog Times
Adaptação: Revista Veterinária

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