Mostrando postagens com marcador Cães Policiais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cães Policiais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Cães Policiais.






Cães Policiais.

por Ed Grabianowski

Eficiência

Enquanto um cão policial está atrás de drogas, pode cobrir várias áreas bem rapidamente. Os oficiais precisariam de 19 vezes mais tempo para fazer a busca na mesma área e, mesmo assim, nunca encontrariam tudo que um cão pode farejar.


Foto: Bradock e Beno, dois CANE CORSO da PMESP








Por que se usam cães policiais? Por um motivo muito importante: o olfato deles é quase 50 vezes mais sensível que o dos seres humanos. Um cão pode farejar criminosos, drogas, armas e bombas em situações em que um oficial humano levaria muito mais tempo fazer e com um risco também maior.

Devido a tantas qualidades, a SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública) do Ministério da Justiça, está treinando cães para usá-los na segurança do Pan-americano de 2007 no Rio de Janeiro. Esses animais foram selecionados em 2006 e vêm de várias regiões do Brasil: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Rio de Janeiro entre outras.

Vários casos demonstram as habilidades desses cães. Em um caso, Breston, um pastor belga que trabalha com o Departamento de Polícia de Cheektowaga, em Cheektowaga, NY (um subúrbio de Buffalo), farejou facilmente um embarque de maconha em sacos plásticos lacrados, dentro de cestos lacrados com espuma selante, no interior de uma garagem fechada e cheia de objetos. Com seu faro aguçado, Breston livrou as ruas de US$ 3.400.000 em drogas.




Além da sensibilidade, o olfato de um cão pode discernir um cheiro específico mesmo quando há dúzias de outros cheiros ao redor. Os traficantes de drogas poderiam tentar enganar os cães farejadores enrolando as drogas em toalhas ensopadas de perfume, mas ainda assim os cães encontrariam as drogas.




Entretanto, um cão policial também tem outras tarefas. O rosnado de um cão policial bem treinado pode fazer com que que muitos criminosos se entreguem ao se sentirem intimidados. A mera presença de um cão policial pode evitar confrontos físicos.

Quando um conflito começa, os cães são mais rápidos e mais fortes que a maioria dos policiais, sendo capazes de pegar um suspeito fugindo e apertá-los com suas poderosas mandíbulas, prendendo-os até que outro oficial em serviço chegue. Por tudo isso, os cães acabaram ganhando um lugar definitivo nas forças policiais.

Prova disso foi o que ocorreu durante uma operação policial no Paraná, em que um rottweiler de ataque do 4º BPM - Apolo de 4 anos - efetuou a prisão de uma pessoa armada. O policial treinador solicitou que o suspeito parasse e não foi atendido, após dar um comando a Apolo, este imobilizou o suspeito.


História dos cães policiais

A força policial européia usava sabujos (cães farejadores) já no século XVIII. Apenas na Primeira Guerra Mundial, países como Bélgica e Alemanha formalizaram o processo de treinamento e começaram a usar os cães para tarefas específicas, como ficar de guarda. A prática continuou até a Segunda Guerra Mundial. Os soldados retornavam para casa trazendo notícias de que cães bem treinados estavam sendo usados pelos dois lados do combate. Logo, os programas K-9 foram iniciados em Londres e outras cidades europeias. O uso de cães policiais não ganhou uma base de operações nos Estados Unidos até os anos 70. Atualmente, os cães policiais são reconhecidos como parte vital da força da lei e seu uso tem crescido rapidamente nos últimos anos.

Fonte: http://pessoas.hsw.uol.com.br/

terça-feira, 27 de setembro de 2016










Um paradigma nos treinamentos de cães policiais dizia que um animal adestrado para uma função, nunca conseguiria desempenhar outra, ou seja, se ele foi treinado para ser de patrulha, não poderia adquirir capacidade para procurar drogas. E foi exatamente esse tabu que foi quebrado no Canil da Polícia Militar (PM) de Bauru, no Estado de São Paulo. 

O pastor alemão Leroy, além de atuar muito bem no patrulhamento e na guarda, também se tornou um excelente cão farejador. Além de economizar custos para o Estado, a técnica ainda aperfeiçoa o trabalho da PM, que pode contar com um policial “2 e 1” em todas as ocorrências. A subtenente Eliete Aparecida Tavares Ramos, comandante do Canil, destaca que o trabalho desenvolvido em Bauru era considerado até impossível. Pelas diversidades até da raça do cão. No entanto, pela habilidade demonstrada pelo Leroy e pela técnica do policial adestrador, foi possível ser desenvolvido um método. 

O policial que conseguiu superar esse conceito pré-estabelecido foi o soldado Carvalho. Ele revela que após fazer o curso no Canil Central em São Paulo, voltou para Bauru com a ideia de desenvolver um cão com a dupla habilidade. Para isso, procurou um cachorro adequado desde filhote. Leroy chegou à Polícia Militar com 53 dias de vida, e desde o início foi preparo por Carvalho. O policial destaca que o cão precisa ter uma habilidade natural para o trabalho planejado. Mesmo assim, em algumas situações percebe-se durante o adestramento que o cão não é compatível com a ação policial. Quando isso ocorre, ele é dispensado da atividade. Mas Leroy sempre demonstrou um talento natural com seu faro.

Inicialmente ele foi treinado para ser cão de guarda e patrulha. O trabalho iniciado foi o desenvolvimento da aptidão do animal, e em seguida, a aplicação da técnica policial e a obediência. Nessa fase, o trabalho policial é associado a brincadeiras para que o cão associe o desempenho de suas funções a algo divertido. Carvalho então iniciou a especialização de Leroy em uma segunda função, a de faro. Os cães farejadores podem ser treinados para procurar drogas, explosivos ou para fazer buscas de pessoas, por exemplo, em matas. Como a necessidade da PM em Bauru é maior no combate ao tráfico, Leroy foi adestrado para farejar entorpecentes. Foi conseguido dividir na cabeça dele as duas funções. Assim, ele sabe exatamente quando deve fazer o trabalho de guarda e patrulha e quando fará o de faro”, afirma o soldado. A troca de funções acontece quando a guia é mudada de lugar. Quando Carvalho prende a guia na coleira no pescoço de Leroy, ele sabe que é o momento de atuar como cão policial em ações de patrulha, como contenção de suspeitos, prevenção em grandes multidões, como estádios de futebol e até em rebeliões de presídios. Já quando a guia é presa junto ao peitoral, é o momento de Leroy sair a campo em busca de entorpecentes. Carvalho pontua que esse processo não foi fácil.

O soldado Carvalho observa que um dos objetivos da Polícia Militar em São Paulo é exatamente o adestramento de cães para desempenhar duas funções. Dessa forma, o policial avalia que se economiza em medicamentos e ração, além de agilizar o trabalho. Ele observa que em uma situação de patrulha, se há suspeita de drogas é preciso ir até o Canil, deixar o cão e embarcar na viatura outro que tenha o treinamento de faro. Com o Leroy, podemos trabalhar nas duas situações. Em minha opinião, isso dá maior agilidade ao trabalho policial. Leroy ainda vai trabalhar mais quatro anos até se aposentar. Porém, daqui a dois anos, Carvalho já precisa começar a preparar seu substituto. Mas o treinamento do novo cão policial não será exatamente o mesmo, pois como cada cão é único, adaptamos a técnica a ele.

Fonte: Comunicação Social da Policia Militar do Estado de São Paulo.