Mostrando postagens com marcador Revista Veja Ciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Revista Veja Ciência. Mostrar todas as postagens

sábado, 31 de dezembro de 2016

O cão entende o seu dono








1. Entende a linguagem corporal humana




Qualquer dono de cachorro sabe que o bicho é perfeitamente capaz de compreender gestos e olhares, como a indicação de um local para o qual apontamos ou um olhar de reprovação. O que poucos sabem, porém, é que essa habilidade de compreensão da nossa linguagem corporal é extremamente rara entre os animais — nem mesmo os chimpanzés podem interpretar tão bem nossos gestos quanto os cachorros.

2. Pode aprender palavras





Além de entender nossos gestos e olhares, cães também podem ser treinados para aprender palavras e seus significados. Certa vez, uma pesquisadora da Alemanha descobriu que seu cachorro aprendeu os significados de dezenas de novas palavras por meio de um processo de dedução lógica igual ao que crianças usam para descobrir nomes de objetos desconhecidos. Em outro experimento, um professor de psicologia conseguiu fazer com que sua cadela aprendesse o nome de 1 000 objetos.



3. Consegue se comunicar com as pessoas






Os cachorros podem não falar, mas nem por isso são incapazes de se comunicar com os humanos. Assim como o choro de um recém-nascido pode ter vários significados, os cães usam diferentes tipos de latidos e rosnados para se expressar e ser compreendido pelos humanos — pesquisas mostram que os latidos representam apenas 3% das vocalizações dos lobos, provando que o hábito de latir é mesmo um recurso decorrente da domesticação. Outros estudos indicam ainda que a maioria dos donos parece entender os significados dos diversos latidos de seus cachorros.

4. Faz e valoriza amizades





Ao contrário do que acontece em outros grupos de animais, os líderes das matilhas não são um casal reprodutor dominante, mas sim os cães que têm mais amigos. Quanto maior a "rede de contatos" de um cachorro, maiores são as chances de que os outros o considerem um líder e o siga aonde ele for.

5. Sente empatia





Existem fortes indícios de que o sentimento de empatia, ou seja, de se sentir mal ao ver alguém sofrendo e ficar feliz quando alguém sorri, está presente nos cães. Em 50% dos casos de briga entre dois cachorros, um terceiro elemento que não estava envolvido na luta se aproxima do perdedor. A aproximação aconteceu mesmo nos casos em que esse terceiro elemento não tinha visto o embate. Isso significa que os cães reagem ao comportamento do companheiro de espécie que indica a derrota.

6. É capaz de enganar o dono






A inteligência dos cachorros também tem seu lado negativo. Um estudo realizado na Universidade de Viena, na Áustria, mostrou que os cães sabem quando estão ou não sendo observados pelo dono e se comportam de formas diferentes de acordo com isso. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que os animais desobedecem mais ordens quando os donos não estão no mesmo ambiente que eles ou estão distraídos por alguma outra atividade, como ler ou ver TV.



Preferências – 60% das pessoas preferiram os cachorros, enquanto apenas 11% se consideraram amantes de gatos – os demais escolheram os dois bichos, ou nenhum deles. O companheirismo do animal foi a característica preferida pelos proprietários de cães, enquanto a afetividade foi o traço mais citado por aqueles que tinham gatos. A autora afirma que as pessoas podem escolher seus animais de estimação com base em sua própria personalidade. Os bichanos, por exemplo, são mais independentes e receosos em relação aos outros, de modo que uma pessoa com tais características tenderia a admirá-las quando projetadas no animal.

Os autores afirmam que pesquisas desse tipo podem melhorar terapias que tratam doenças por meio da interatividade entre animais e humanos. Denise alerta, porém, para o fato de que, por ter sido realizado com universitários, o estudo pode não se aplicar a todas as faixas etárias.

Fonte: http://veja.abril.com.br/ciencia




quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Seis alimentos perigosos para cachorros.






Seis alimentos perigosos para cachorros.


Fonte: Revista Veja/Ciência
Alimentos como leite, chocolate e uva podem causar de diarreia a insuficiência renal no cão.





Muitas pessoas não resistem ao olhar de pidão de seus cachorros e oferecem ao animal um pedacinho do que estão comendo. Na maioria das vezes, os agrados são inofensivos. “A domesticação praticamente adaptou o cão à dieta humana. Em comparação com o homem, o cachorro só precisa de um pouco mais de proteína e menos de carboidrato”, diz o veterinário Wagner Luis Ferreira, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Massas, pães, carnes e boa parte das frutas e legumes não fazem mal ao bicho. No entanto, há algumas comidas prejudiciais à saúde canina. Chocolate, uva e leite são exemplos que podem causar problemas como diarreia, insuficiência renal e parada cardíaca.

Segundo a veterinária Ane Amaral, professora da Universidade de Santa Maria (UFSM), o cachorro não é muito seletivo nas escolhas alimentares e, para piorar, come compulsivamente. “Como a espécie costumava viver em matilha, a incerteza de que sobraria comida fazia o cachorro comer até acabar tudo”, diz Ane. Por causa dessa herança, o cão ingere praticamente qualquer alimento oferecido a ele, característica que contribui para o sobrepeso. “A obesidade pode ser o agente complicador de doenças respiratórias e cardiovasculares. Cabe ao dono controlar as comidas e o tamanho das porções”, afirma Wagner Luis Ferreira.


1. Chocolate
O cacau possui uma substância chamada teobromina, que estimula o sistema nervoso e aumenta a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos. "Em cachorros, o alimento pode causar uma parada cardíaca ou uma convulsão", diz a veterinária Ane Amaral, professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Um fator agravante é que o paladar do cachorro gosta (e muito) do sabor doce.

2. Leite
Por volta dos 40 dias de vida, o cão já desenvolveu dentição para ingerir alimentos sólidos e não precisa mais de leite. Se a bebida deixar de ser oferecida ao animal, a lactase intestinal, enzima que digere a lactose, se tornará inativa e perderá a capacidade de digestão. Caso o animal tome leite depois de adulto, poderá ter diarreia. "Além disso, o leite da vaca tem mais lactose que o da mãe canina, o que pode aumentar o risco de diarreia", diz o veterinário Wagner Luis Ferreira, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp).


3. Uva
Os veterinários ainda não sabem explicar por que, mas alguma substância presente na uva faz mal para o cachorro. "A ingestão da fruta pode causar insuficiência renal aguda no animal", diz a veterinária Ane Amaral.

4. Alho e cebola
O alho e a cebola têm, respectivamente, dissulfeto de alipropila e alicina. Essas substâncias oxidam as células vermelhas e levam à destruição da hemoglobina. "A hemoglobina dos cães se oxida mais facilmente do que a dos humanos. O animal pode desenvolver anemia se consumir comidas temperadas com alho e cebola", explica Ane Amaral.

5. Produtos com cafeína
A cafeína presente em refrigerantes faz mal aos cães. Assim como o chocolate, a substância acelera os batimentos cardíacos e estimula o sistema nervoso. Como consequência, o cachorro pode sofrer uma parada cardíaca ou uma convulsão.

6. Ossos
Ossos de todas as origens — principalmente os ocos por dentro, como os de galinha — são perigosos para cachorros. Eles possuem farpas que podem machucar a mucosa do esôfago, estômago ou intestino, além de obstruir algum desses órgãos. "Em termos nutricionais, o osso é desnecessário para o cão. Para agradar o bicho, é melhor oferecer aqueles industrializados, próprios para cachorros", diz Wagner Luis Ferreira.

Fontes: Ane Amaral, veterinária e professora da Universidade de Santa Maria (UFSM), e Wagner Luis Ferreira, veterinário e professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp)