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domingo, 15 de outubro de 2017

Cães e Gatos são Inimigos?






por Terra.com.br



Nos desenhos animados, cães e gatos são inimigos, mas será que é assim também na vida real? Segundo a veterinária Rubia Burnier, especialista em comportamento animal, cães não nascem inimigos dos gatos, já que não existe nenhum "gene do ódio" que favoreça a rivalidade entre as duas espécies.


"O que acontece é que muita gente embarca nessa história, que nada mais é do que uma lenda. Além de evitar a socialização dos bichos, as pessoas estimulam a rivalidade entre os dois. Algumas adoram ver seu cão perseguindo um gato, e essa atitude preconceituosa é pura falta de conhecimento", afirma a especialista.

Embora cães e gatos sejam de espécies diferentes, eles podem conviver em paz, principalmente se crescem juntos, reforça a veterinária. Segundo ela, adultos têm mais dificuldade para aceitar a presença de outro animal, mas isso independente da espécie.

"Existe um período de adaptação que deve ser respeitado, e o ambiente tem que facilitar a convivência entre os animais. Determinados comportamentos do gato podem ser encarados pelo cão como 'provocação'. Por exemplo: subir em árvore, escalar muros, saltar, correr. Se o cão não for 'instigado' a caçar o bichano, com o tempo ele aprende que não há ameaça nisso, e que determinadas atitudes são 'códigos sociais' que também fazem parte do ambiente", explica Rubia.

Fonte: noticias.terra.com.br


E para provar que cães e gatos não são inimigos, veja essa história interessante de um cão que "adotou" gatinhos abandonados:


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Gato com argola de vidro no pescoço é resgatado após mobilização em SC.





Gato com argola de vidro no pescoço é resgatado após mobilização em SC.
(*)


Um gato que tinha uma argola de vidro presa ao pescoço foi resgatado na noite de domingo, no Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. O animal havia motivado uma grande mobilização desde a última terça-feira: alunos e voluntários fizeram uma campanha pela internet para arrecadar gatoeiras (armadilhas para capturar gatos). O felino ainda não ganhou um nome, mas é chamado temporariamente de Argola.



A mobilização começou quando uma aluna da universidade viu o gato com a argola presa ao pescoço e procurou os seguranças do campus, que disseram que o animal estava assim há alguns meses. A bióloga Elisa Carolina Ferreira, que estuda Zootecnia na UFSC, buscou ajuda com uma voluntária, Simone Marcondes, para capturar o felino.



No começo, as duas pensavam que o gato era uma fêmea. Elas criaram um grupo no Facebook pedindo doações de gatoeiras e a ajuda de voluntários dispostos a ajudar na tentativa de capturar o animal. Segundo Simone, foram emprestadas quatro gatoeiras, que foram instaladas pelo CCA.



Durante a semana passada, Simone, Elisa e outros voluntários se revezaram durante o dia e a noite para monitorar as gatoeiras. Elas contaram com a ajuda dos seguranças da universidade, que também monitoravam a movimentação dos animais. As armadilhas capturaram vários outros gatos, mas o felino da argola no pescoço só caiu em uma delas na noite de domingo.

O gato teve a argola removida e deve ser castrado Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
O gato teve a argola removida e deve ser castrado
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação




Elisa levou o animal para casa, e ele deve ser castrado na quarta-feira. A bióloga disse que não escolheu um nome definitivo para o gato porque o objetivo é soltá-lo no campus da UFSC depois que ele se recuperar da castração. Cerca de 10 gatos vivem soltos no local, recebendo alimentos de alunos, professores e funcionários da universidade.O gato foi atendido por uma veterinária, que sedou o animal e removeu a argola de vidro. A suspeita é de que o objeto fosse proveniente de uma embalagem de maionese, e que o animal tenha ficado com a cabeça presa dentro do pote quando ainda era menor, há cerca de seis meses. O felino teria quebrado o restante do vidro, mas a parte mais grossa ficou presa em seu pescoço.





Depois de Argola, Elisa e Simone querem castrar os outros gatos moradores do CCA. Elas pretendem continuar pedindo ajuda pela internet para arrecadar dinheiro para a castração a baixo custo, que custa entre R$ 50 e R$ 70 para cada gato.

(*)Noticiasterra.com.br