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domingo, 15 de outubro de 2017

Cães e Gatos são Inimigos?






por Terra.com.br



Nos desenhos animados, cães e gatos são inimigos, mas será que é assim também na vida real? Segundo a veterinária Rubia Burnier, especialista em comportamento animal, cães não nascem inimigos dos gatos, já que não existe nenhum "gene do ódio" que favoreça a rivalidade entre as duas espécies.


"O que acontece é que muita gente embarca nessa história, que nada mais é do que uma lenda. Além de evitar a socialização dos bichos, as pessoas estimulam a rivalidade entre os dois. Algumas adoram ver seu cão perseguindo um gato, e essa atitude preconceituosa é pura falta de conhecimento", afirma a especialista.

Embora cães e gatos sejam de espécies diferentes, eles podem conviver em paz, principalmente se crescem juntos, reforça a veterinária. Segundo ela, adultos têm mais dificuldade para aceitar a presença de outro animal, mas isso independente da espécie.

"Existe um período de adaptação que deve ser respeitado, e o ambiente tem que facilitar a convivência entre os animais. Determinados comportamentos do gato podem ser encarados pelo cão como 'provocação'. Por exemplo: subir em árvore, escalar muros, saltar, correr. Se o cão não for 'instigado' a caçar o bichano, com o tempo ele aprende que não há ameaça nisso, e que determinadas atitudes são 'códigos sociais' que também fazem parte do ambiente", explica Rubia.

Fonte: noticias.terra.com.br


E para provar que cães e gatos não são inimigos, veja essa história interessante de um cão que "adotou" gatinhos abandonados:


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Cães e gatos também sofrem com o calor.









Cães e gatos também sofrem com o calor.
por Flávia Yuri Oshima com Nathalia Bianco






Manolo, um buldogue inglês de 10 meses, é tão adorável quanto terrível, na definição de sua dona, a médica Mayra Aguirre. Destroça quase tudo o que vê pela frente e ainda engole o que sobrar, sem distinção de materiais. Um dia, na escola de adestramento que frequenta, Manolo apareceu ofegante, como se estivesse asfixiado. Os instrutores acharam que havia engolido algo – e ligaram para Mayra. Pouco depois de chegar ao hospital veterinário, Mayra descobriu que seu cão estava com hipertermia. A temperatura de seu corpo subira para mais de 40 graus. Ocorrera uma obstrução da traqueia. Manolo ficou 24 horas no hospital para que a temperatura baixasse e estabilizasse.

Desde então sua rotina mudou. Quando faz muito calor, Manolo fica em casa, longe do agito da escolinha, sob o ar-condicionado, com muita água gelada a sua disposição. Os passeios durante o dia foram cancelados. Mayra só sai de casa depois das 9 horas da noite, quando o asfalto já esfriou e o ar está mais fresco. “Enquanto estava no veterinário, me espantei com a quantidade de cachorros que chegavam com o mesmo tipo de problema”, diz Mayra. “No hospital, existe até uma sala especial para esses casos, com recursos para baixar a temperatura.”




A raça de Manolo tende a sofrer mais com o calor. Seu focinho curto dificulta a respiração, vital para manter a temperatura do corpo estável. O calor intenso também é uma ameaça a outros tipos de cachorro e animais domésticos – gato, passarinho, furão, chinchila e coelho. Sete hospitais veterinários ouvidos por ÉPOCA, em São Paulo e no Rio de Janeiro, aumentaram o número de atendimentos entre 25% e 40% no verão. Os casos mais comuns são de aumento da temperatura do corpo – a hipertermia –, desidratação e queimaduras da parte fofa das patinhas, os coxins. Há também maior incidência de câncer de pele, principalmente em gatos. “Os felinos gostam muito de dormir ao sol. A incidência de câncer ocorre na ponta das orelhas e nos focinhos, as partes mais expostas”, diz Salvador Belmonte, veterinário do hospital Iemev, do Rio de Janeiro. Esses casos são reversíveis quando tratados no início da doença. O problema é que muitos donos demoram a procurar ajuda: acham que os animais se feriram com as próprias unhas ou brincando com os outros. Fica a dica: gatos e cachorros machucados nas áreas sem pelos devem ser examinados por veterinários.




No caso dos cães, três fatores fazem com que sejam mais sensíveis que nós ao calor. A temperatura do corpo deles é mais alta. Varia entre 37 e 39 graus. A partir dos 40 graus, o animal já está sofrendo. Ao contrário dos humanos, ele praticamente não transpira pelo corpo. A regulação da temperatura é feita somente pela troca de ar da respiração. O corpo do cachorro fica muito próximo do chão, o que faz com que absorva calor. Desidratação e hipertermia não deixam sequelas quando identificadas a tempo. Caso contrário, podem levar à morte ou deixar consequências sérias, como convulsões crônicas por lesão cerebral e dano renal permanente. 




As crises desencadeadas pelo calor não são necessariamente resultado de descuido dos donos. Os problemas ocorrem porque a resistência dos bichos muda com o calor extremo. Hábitos normalmente inofensivos, como correr ao lado do dono, passam a afetar o cão, que no calor tem menos fôlego. O ato de sair para caminhar com o animal depois de o sol já ter baixado – mas com o asfalto ainda quente – é uma das principais causas de queimaduras nas patinhas. A dedicação do cão ao dono acaba encobrindo o incômodo – e mesmo a dor – que o animal sente. Sair com o dono é um momento de tanta felicidade que o cachorro tende a prosseguir enquanto tiver fôlego, mesmo pisando no chão quente ou se sentindo exausto. “Muitas vezes, só dá para notar que a reação deles não está normal à noite, quando o animal já teve tempo para descansar e se refrescar, mas continua ofegante e prostrado”, diz Fernanda Fragata, veterinária do Hospital Sena Madureira, em São Paulo. Animais mais velhos e acima do peso são mais sensíveis aos efeitos do calor.




A engenheira Fernanda Magalhães tomava o cuidado de sair com sua fêmea de cocker spaniel, Bebel, antes das 7 da manhã e depois das 21 horas. Num passeio pelo Parque Ibirapuera, em São Paulo, à noite, Bebel passou a salivar muito, com a língua para fora, e diminuiu o passo. “Quando vi sua língua roxa, a coloquei na mochila e a levei para o pronto-socorro.” Bebel teve hipertermia e desidratação, apesar de toda a água que Fernanda lhe dera. “Andamos menos do que costumamos andar e já eram mais de 9 da noite”, afirma a engenheira. “Bebel fez 9 anos. Descobrimos que sua resistência mudou.”




A melhor estratégia para se precaver contra os males do calor intenso é se prevenir. Em casa, é importante manter o ambiente fresco mesmo que os donos passem o dia fora. É o caso de deixar o ventilador ligado ou programar o ar-condicionado para ligar e desligar automaticamente várias vezes ao longo do dia. Os bichos domésticos ficam bem com temperaturas entre 22 e 24 graus. No verão, a quantidade de vasilhas de água deve aumentar. Vale espalhá-las por vários cantos da casa. Muitos bichos, principalmente os gatos, podem sentir preguiça de ir até a água mesmo quando estão com sede. A temperatura da água também é importante. Pote com água morna é o mesmo que pote seco para muitos dos bichos. A indicação é espalhar pedras de gelo nas vasilhas e fontes de água e garantir que sejam postas em locais que não pegam sol. A alimentação deve permanecer a mesma. O apetite dos bichos tende a diminuir com o calor. Se estranharem uma nova ração, é provável que comam ainda menos. Vale complementar a alimentação com frutas geladas para os animais lamberem. O banho deve ser usado com moderação para evitar choques térmicos. Antes de ligar a banheira ou enfiar seu gato no tanque, certifique-se de que ele não está muito quente. O mais indicado, no caso de animais com a temperatura elevada, é enrolá-los numa toalha molhada e levá-los à água apenas quando estiverem frios.

Fonte: epoca.globo.com/vida/vida-util/bichos/noticia

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Transfusão rara de sangue de cão salva gato doente.










Transfusão rara de sangue de cão salva gato doente.

© Marathon Veterinary Hospital





Uma transfusão de sangue canino salvou a vida a um gato doente nos EUA. O procedimento, muito raro, foi realizado o mês passado no Marathon Veterinary Hospital, no estado norte-americano da Florida, depois de o animal ter sido diagnosticado com uma anemia grave.

De acordo com o jornal local KeysInfoNet, os gatos são, ao que os especialistas sabem, os únicos animais a conseguir receber transfusões de sangue de cão, neste caso proveniente de um banco de sangue canino da região de West Palm Beach.

A transfusão durou quatro horas e foi a opção escolhida pelos veterinários quando constataram que o gato Buttercup estava com os níveis de glóbulos vermelhos nos 7%, muito abaixo do mínimo recomendado (35%), o que indicava uma anemia. 

A alternativa seria esperar pelo envio de sangue felino de um outro hospital, mas o tempo era pouco e os médicos decidiram avançar - com sucesso. "Numa situação como esta, administrar sangue felino do tipo A a um gato com sangue tipo B pode causar uma reação grave", explica Sean Perry, veterinário que conduziu o procedimento.

"De fato, nestes casos, é mais seguro dar aos gatos sangue de cão. É uma solução que já foi usada no passado mas não é comum", conta o médico, acrescentando que "o Buttercup não mostrou quaisquer sinais de rejeição durante a transfusão". 

Segundo os especialistas, o organismo dos gatos não dispõe de anticorpos contra os antigénios - substâncias que fazem reagir o sistema imunitário - do sangue dos cães mas, depois da transfusão, estes anticorpos desenvolvem-se, o que faz com que não seja possível realizar mais do que um procedimento do gênero no mesmo felino.

Desde a transfusão, garante o dono, Ernie Saunders, Buttercup voltou a ser mais ativo, apesar de continuar a tomar esteroides e antibióticos e necessitar de 'check-ups' regulares no hospital veterinário.


Fonte

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Como seu cão ou gato enxerga o mundo?.



Como seu cão ou gato enxerga o mundo?.





Da redação com assessoria Escola de Veterinária/UFMG


Os cães e os gatos que temos hoje como animais de estimação possuem hábitos noturnos, e por isso, possuem os sentidos mais aguçados, que os tornam ótimos caçadores. Seus olhos são adaptados à visão noturna, o que lhes permite enxergar mesmo com baixa intensidade de luz. Apesar dessa capacidade, ao contrário dos humanos, eles não distinguem tão bem as cores.

De acordo com o professor Fernando Bretas, do departamento de clínica e cirurgia veterinárias da UFMG, todos os animais possuem três tipos de cones – estruturas responsáveis pela visão colorida –, que proporciona a percepção de cada tipo de luz responsável pela formação da imagem, ou seja, azul, verde e vermelha. Ainda segundo o professor, os três cones juntos são responsáveis pela tonalidade final da imagem e, nos cães e gatos, não existe a percepção da luz verde, bem como suas variantes. Por isso esses animais têm uma visão mais restrita do espectro de cores, tornando-o mais desbotado se comparado ao dos humanos.


Apesar de os animais de estimação captarem imagens com pouca definição, com menos matizes e precisão que os humanos, tanto o olfato quanto a audição são um diferencial, ajudam na percepção das coisas que acontecem ao redor. "Eles possuem uma visão noturna muitas vezes melhor que a do homem. Estima-se que o gato tenha uma capacidade de enxergar até 300 vezes melhor que a gente, com pouca luz”, explica Bretas. 

Limitações

"A sensibilidade ao movimento não é mais acentuada que a dos humanos. Cães e gatos são extremamente míopes, especialmente os felinos. Eles possuem uma visão de longe muito ruim, porém enxergam bem de perto. E, mesmo assim, os detalhes mais finos não são percebidos por esses animais", diz o professor, que é doutor em oftalmologia pela Faculdade de Medicina da UFMG, com ênfase em Oftalmologia Veterinária, Terapêutica e Cinotecnia.

A visão lateral, ou seja, capacidade de perceber movimento nas regiões periféricas dos olhos, varia de acordo com a espécie, e está relacionada ao hábito alimentar do animal. As presas têm ótima visão monocular, o que permite uma percepção de quase 360º. O cavalo, por exemplo, tem apenas 2% de área cega na periferia dos olhos. Já os predadores, que têm olhos localizados na região central da cara, o campo de visão binocular é maior, ou seja, enxerga, melhor o que acontece à sua frente, mas têm menor capacidade de perceber objetos nos cantos dos olhos. 

Os animais domésticos, e com descendência de predatores, os cães e os gatos, possuem, então, uma ótima visão binocular. Essa limitação visual, no entanto, não é um problema, já que os animais a compensam de outras formas, como, por exemplo, enxergar bem na penumbra e serem capazes de diferenciar tonalidades de cinza. 

Cuidados

É precido tomar cuidado com os animais de estimação, que também são propensos a doenças oftalmológicas. O professor e médico veterinário diz que um dos problemas mais comuns são as alterações de córnea, devido a traumatismo. "As doenças mais comuns são glaucoma, causada pela lesão do nervo óptico, catarata, que causa opacidade do cristalino, e uveíte, que é uma inflamação intraocular". 

“Em relação ao tratamento clínico, estamos quase equiparados ao que é feito aos humanos. Na parte cirúrgica ainda existe alguma dificuldade por falta de equipamentos. Especialmente no Brasil, não há estrutura adequada, o que configura um atraso para o tratamento desses animais", afirma Fernando Bretas.


Fonte: http://sites.uai.com.br

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Animais de estimação comemoram aniversário com festas decoradas.





Animais de estimação comemoram aniversário com festas decoradas.
do G1 PR



Comemoração de aniversário com festas decoradas com paineis de fotos, bexigas, balões de gás hélio e bolinhas de sabão. Entre os quitutes servidos, bolo e outras guloseimas especiais. Para brincar, escorregador e piscina de bolinhas. Esse é um dos serviços oferecidos para o aniversariante e convidados por um pet shop. Anfitrião e amiguinhos são cachorros de estimação.

Pet shop de Curitiba organiza festa com duas horas de duração para até dez cachorros (Foto: Arquivo Pessoal)Pet shop de Curitiba organiza festa com duas horas de duração 
para até dez cachorros (Foto: Arquivo Pessoal)

“Vi uma loja especializada em festas de aniversários em Las Vegas [Estados Unidos], que tinha um departamento só para animais de estimação”, diz Maria Elisa Moreira, dona de um pet shop em Curitiba. Foi assim que surgiu a ideia de oferecer o serviço, colocado em prática em 2011. O pet shop promove cinco festas para cachorros por ano. “O curitibano ainda não comprou a ideia”, analisou.

O dono do cachorro anfitrião entrega os convites para os convidados, que não passam de dez – número que, segundo Maria Elisa, é ideal para a harmonia entre os bichos e, também, para a administração da festa. Ela supervisiona a festa com a ajuda do marido e de dois cuidadores. O horário da festa também é controlado. A diversão do canino dura exatamente duas horas para não “estressar o cachorro”, conforme Maria Elisa.

O bolo é colocado em uma mesa onde os cachorros se servem. Farinha de trigo integral, iogurte, suco de maçã e mel estão entre os ingredientes do bolo. “O resto é segredo”, disse Maria Elisa, garantindo a ausência de açúcar na receita.

Antes da festa começar, o anfitrião recebe os cuidados no pet shop, como banho e um traje apropriado para a ocasião, feito por uma costureira contratada pelo estabelecimento. A organizadora da festa explicou que o evento é somente para os animais de estimação. “Os donos participam na festa só no fim, quando vão buscar os cachorros”.

Os presentes recebidos são colocados em um cesto e, na hora de ir embora, os cachorros convidados ganham lembrancinhas com “gostosuras caninas” e até imãs de geladeira com a foto do pet anfitrião e DVD com imagens da festa.

Maria Elisa não quis contar o valor para a organização da festa. Ela explicou que o preço depende dos itens escolhidos pelo dono do pet, mas garantiu que “os valores não são inacessíveis”.

Outro serviço oferecido no pet shop é o de creche para cachorros. Os animais de estimação ficam em um espaço com brinquedos e uma televisão. Quarenta cachorros passam pela creche por semana, de acordo com a proprietária do local. Um deles vai todas as tardes, outros dois frequentam a creche três vezes por semana.

Na creche, animais de estimação ficam em um espaço com brinquedos, como piscina de bolinhas e escorregador, e uma televisão (Foto: Thais Kaniak / G1 PR)Na creche, animais de estimação ficam em um espaço com 
brinquedos, como piscina de bolinhas e escorregador, 
e uma televisão (Foto: Thais Kaniak / G1 PR)

“Os donos são pessoas que moram em apartamento e trabalham fora o dia todo, então eles trazem os animais para que não fiquem sozinhos”, relatou Maria Elisa. Ela contou que, no período em que os cachorros ficam na creche, eles aprendem a se socializar. “Ensinamos a brincarem juntos”.

O valor da diária integral da creche para os pets é de R$ 10, já o meio período custa R$ 5. Para que os animais de estimação tenham acesso aos serviços, de creche e das festas, eles devem estar em dia com a carteirinha de vacinação e com o antipulga.

Os donos de animais de estimação também podem contar com os serviços de uma babá especial para os pets. A recém-formada em Biologia, Rafaela Moura, de 26 anos, é pet sitter há três anos, em Curitiba. Ela cuida dos bichinhos enquanto os donos estão viajando ou trabalhando. “Vou até a casa onde o animal de estimação mora, limpo as necessidades, coloco a comida e levo para passear. Alguns só precisa soltar no quintal. Outros têm que sair pelo menos duas vezes por dia”, relatou.

“Teve uma vez que uma médica plantonista pediu para eu ficar com o animal dela durante as 30 horas do plantão que ela ia fazer, para dar atenção ao cachorro”, lembrou a babá.

Ela contou que, geralmente, serviço é solicitado em feriados, quando as pessoas costuma viajar. Há casos em ela precisa apenas medicar o animal de estimação. Agora, ela está cuidando de um cachorro com a pata quebrada. O animal precisa tomar o remédio várias vezes ao dia, como a família não fica em casa o dia todo, contratou a pet sitter para que dê o remédio para o animal.

A pet sitter já foi contratada para cuidar de dois cachorros durante o casamento da dona. “O casamento foi em um espaço ao ar livre e a noiva queria que eles entrassem junto com a daminha e o pajem. Fiquei cuidando dos cachorros antes e depois da festa, durante sete horas – alimentando, passeando no meio dos convidados”.

Rafaela cobra R$ 25,00 a hora para cuidar de até dois cachorros, mas o preço pode mudar de acordo com o animal e a quantidade. “Depende da espécie do bicho e do trabalho que ele dá”, explicou. A babá considera o trabalho perfeito, já que faz o que gosta e ainda consegue renda para ajudar outros bichos. “Sou protetora de animais. Utilizo o dinheiro para fazer o resgate e o encaminhamento de animais de rua”.

O empresário Marcelo Motter descobriu nos pets um novo segmento de mercado. Proprietário de uma lavanderia, decidiu empreender em uma loja exclusiva em lavagens de peças de animais de estimação. “Um amigo que tem pet shop me pedia para lavar as toalhas dos cachorros, mas eu nunca aceitei, não dá para misturar roupa de gente com coisas de animais. Vai que um cachorro tem sarna. Como tinha um ponto sobrando, abri a lavanderia”, relatou Motter.

Atuando no mercado desde 2011, optou em oferecer um serviço que, além de lavar as toalhas para os pet shops, também as fornece. Atualmente, o empreendedor tem um estoque de oito mil toalhas. Duas vezes por semana, ele troca as toalhas sujas por limpas, pelo valor de R$ 0,75 a unidade. Motter atende 95 pet shops em Curitiba e na Região Metropolitana. “Tenho um contrato com os pet shops, eles devem usar uma toalha por animal”, explicou.

Para o dono da lavanderia, o mercado está em “franco crescimento”. “Hoje em dia gastam mais com cachorro do que com filho. Conheço uma arquiteta que fez, para uma cliente, um closet para o cachorro dela”. Motter disse que, a cada mês, o lucro na lavanderia é maior do que no mês anterior. Pelos cálculos dele, o crescimento chega a 10% por mês.

A lavanderia também atende ao público final por preços que variam entre R$ 2, no caso de lavagem de uma toalha de banho, até R$ 20 para lavar o cesto ou a caminha do pet. “Quis testar o mercado e deu certo. Agora vou investir mais”, contou.


terça-feira, 30 de abril de 2013

Paraiba faz censo populacional dos cães e gatos.







Paraiba faz censo populacional dos cães e gatos.






A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da de Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses, está realizando na cidade, desde a semana passada, o primeiro censo canino e felino de João Pessoa. O objetivo é ter conhecimento do número das populações de cães e gatos, identificando-os e mapeando-os por bairro e casa. A previsão de duração do censo é de três meses.

O levantamento está sendo feito pelos agentes ambientais, que aproveitam as visitas que já fazem normalmente às casas, no intuito de pesquisar ou fazer controle sobre a dengue, e cadastram os animais, preenchendo um formulário com informações sobre raça e situação de saúde, entre outros dados. “Em prédios, a pergunta é feita aos porteiros, que podem dizer quantos cães e gatos há no local”, disse o gerente de Vigilância Ambiental, Nilton Guedes.

Segundo ele, de posse dos dados sobre a população canina e felina da cidade, a Vigilância Ambiental terá base para desenvolver uma série de ações. “Por exemplo, se detectarmos superpopulação em um bairro, direcionamos ações de vacinação e de controle de doenças que já tenham sido registradas no local, como leishmaniose”, disse.

A partir da classificação, a equipe da SMS vai avaliar também se os animais foram vacinados ou castrados e se têm acesso à alimentação e assistência veterinária adequadas. “Não haverá punição para quem se negar a nos passar informações, no entanto, quem participar estará ajudando a Secretaria de Saúde da Capital a combater doenças e traçar planos para melhorar a qualidade de vida dos animais”, ressaltou Nilton Guedes.

Fonte: www.pbagora.com.br