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sábado, 3 de dezembro de 2016

Posse responsável: educar é preciso.










por Dra. Marília Russi de Carvalho(*)




Educar significa ensinar a conviver socialmente, respeitando o local onde se vive, as pessoas , os animais, as plantas enfim tudo à nossa volta.

O respeito e a proteção aos animais são princípios que devem ser transmitidos `as crianças, desde muito jovens, e que devem começar em casa.

A ideia de que um animal sente dor e é passível de sofrimento pode despertar na criança sentimentos de respeito a natureza, auxiliando na formação de sua personalidade e colaborando para a sedimentação de posturas adequadas em relação ao meio ambiente. As crianças devem aprender que um animal não pode ser maltratado, seja ele um cão, um sapo ou uma barata, porque um ser vivo que foi criado pela natureza, tem sempre um papel no meio ambiente.

O abandono de cães e gatos, além de ser um transtorno para boa parte da população, é um péssimo exemplo que os adultos dão as crianças. Com esta atitude, ensina-se o desapego, o desrespeito e a falsa ideia de que tudo é descartável.

É necessário e urgente fazer um trabalho educativo junto a população, que precisa aprender a assumir suas responsabilidades.

A posse responsável é antes de mais nada, a manutenção dos animais domiciliados.

Muitos proprietários soltam seus cães para “dar uma voltinha“ e não se preocupam com as conseqüências deste passeio. Quando os cães são soltos nas ruas, eles não só acasalam à vontade, aumentando o número de filhotes abandonados, como ajudam na disseminação de diversas doenças entre eles próprios, mas também deles para as pessoas (zoonoses). Quando as cadelas têm suas crias, seus filhotes são deixados nas portas de outras pessoas, cabendo a terceiros assumir uma responsabilidade que não lhes compete. Muitas vezes fazem o mesmo com seus cães adultos quando adoecem. Esta prática é ainda mais comum diante das clínicas veterinárias, porque muitos acreditam ser “ obrigação “ do veterinário recolher animais abandonados.

A apreensão destes animais pela carrocinha, está provado no mundo todo, não resolve coisa alguma. Engana-se também quem acredita que as campanhas de castração sejam a única solução do problema.

Por mais que se recolham animais abandonados de nada adiantará se a população continuar a soltá-los. É um ciclo vicioso que precisa ser quebrado. Mas, para que isto aconteça é imprescindível que seja feito um trabalho educativo. É necessário que as autoridades sanitárias, os professores, aqueles que têm acesso aos meios de comunicação, tomem consciência do problema e passem a divulgar a ideia da posse responsável . É preciso que a população aprenda a assumir suas responsabilidades sempre com a preocupação primária do respeito social.

Nenhum de nossos pensamentos, desejos e ações, por mais insignificantes que nos pareçam, deixa de mexer com o cosmo. A toda hora, sem que o saibamos, estamos rabiscando as páginas do livro da vida universal. Por isto, somos responsáveis. As conseqüências de nossas ações nos alcançam imediatamente ou depois, mas sempre nos alcançam e não há lugar que nos proteja. Cada indivíduo é responsável por seus atos, trazendo para si mesmo o bem ou o mal, como conseqüência dos atos que pratica. O homem é o artífice de seu próprio destino, por isto é bom lembrar que nossas crianças serão os adultos de amanhã e é com nossos exemplos que se tornarão pessoas dignas, responsáveis e justas.


(*)CRMV-SP 3652 Médica Veterinária




segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Cães abandonados; fim de ano começa esse absurdo








Nos dias de hoje, não é difícil presenciarmos um animal sendo dado de presente de aniversário, de Dia das Crianças e em outras datas comemorativas. E agora, em período natalino, aumenta-se cada vez mais a aquisição ou adoção de animais para se presentear.

Dar um animal de presente para alguém pode significar um grande problema, tanto para o dono quanto para o pet. Caso gere incômodo para a pessoa que recebeu o presente - pois ele não tem apreço por animais e não está querendo se responsabilizar pelos cuidados que um bicho de estimação exige -, o ato resulta em abandonos nas ruas das cidades, elevando as estatísticas de animais sacrificados no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Comprados (EVITE AO MÁXIMO COMPRAR) ou adotados no calor da emoção na época do Natal, cães e gatos muitas vezes são vistos como “brinquedos” pelas crianças que, após a fase da novidade, podem deixar a responsabilidade nas mãos dos pais, e a partir desse ponto é que o problema passa a existir.

Presentear com animais é um ato que exige cuidadosa reflexão, sejam quais forem as circunstâncias, sempre frisando que um cão vive em média de 10 a 12 anos. Quem atua nas áreas de proteção animal e saúde sabe que o resultado dessa ação muitas vezes equivale a uma triste sentença para o animal.

Depois das épocas de festas, centenas de animais são encontrados em situação de abandono em parques, portas das casas, feirinhas de adoção, pet shops, faculdades de medicina veterinária e em clínicas. E, infelizmente, este número vem crescendo cada vez mais.

Posse responsável
Uma boa convivência começa antes que o cão ou gato entre em nossas casas. Cada um dos membros da família deve estar de acordo, pois a colaboração por parte de todos será essencial.

Além de tempo, quem tem um pet em casa precisa de dinheiro suficiente para todos esses cuidados. Há evidências que a crise na economia contribuiu para o aumento no abandono de animais de raça nas grandes cidades.

Raças “da moda” ou com apelo na mídia podem não ser adequadas ao espaço da casa ou estilo de vida dos novos donos. Isso sempre deve ser pesquisado antes da aquisição do animais.

Um grande exemplo que pode ser citado é o aumento de dálmatas nos EUA, adquiridos por impulso na época do filme 101 Dálmatas, promovendo a abertura de entidades que se ocupam exclusivamente com o problema do abandono de animais dessa raça. Eles pagam o preço do sucesso de seus colegas no cinema, infelizmente.

Existem centenas de animais à espera de adoção, sob a guarda de entidades de proteção e centros de controle de zoonoses, precisando apenas de uma chance para viver. Alguns pet shops oferecem cães e gatos para adoção.

Nesses casos, é fundamental que o animal tenha passado por triagem veterinária, que esteja vacinado e, de preferência, castrado. Portanto, não caia na tentação de comprar um animal como presente de Natal por um simples impulso, sem saber se o presenteado realmente terá condições de arcar com os 10 anos de vida de um animalzinho, pois é um ser vivo e que, como nós humanos, demanda respeito e carinho.


Fonte: PetMag


domingo, 16 de outubro de 2016

Você está preparado para uma adoção?







Você está preparado para uma adoção? 



Tenha em conta:


  • O seu estilo de vida

Se tem tempo disponível; se passa muito tempo fora.


  • A sua disponibilidade financeira

Pois terá de o vacinar; medicar caso adoeça, suportar os custos da esterilização (para evitar ninhadas indesejadas) ou castração; desparasitação e sistemas anti-infestação - anti-pulgas, etc.


  • Espaço disponível para o cão

Se vive num apartamento não pode ter um cão de grande porte, pois estes necessitam de bastante espaço; se tem espaço, se quer um cão para guarda ou se para companhia, etc.

  • Se quer um cão bebé ou adulto

Um cão bebé necessitará de mais do seu tempo e paciência para que seja bem ensinado.

Se já decidiu adotar um cão é porque tomou consciência de todas as responsabilidades que terá para que o seu animal seja saudável e feliz.

Impõe-se agora a escolha de um animal cujas características sejam adequadas à família de que vai fazer parte. Todos os membros da família devem participar, estar de acordo e compreender a escolha que vão fazer. É um pouco absurdo optar por um cão só porque tem o pelo bonito. A beleza do pelo não contribuirá em nada para a harmonia familiar!


Fatores determinantes quanto ao tipo de cão a adotar:
  • Porte do Cão: Pequeno, Médio ou Grande?
  • Alimentação / Saúde

Comer 100 gramas de ração por dia ou 800 gramas faz diferença no seu orçamento? Verifique os preços das sacas de ração da gama média-alta que são as mais adequadas em termos de saúde.

A quantidade de desparasitante e doses de medicação veterinária, por exemplo, também depende do peso do cão e o seu custo aumenta substancialmente em função do porte.

  • Alojamento

Qual é tamanho da sua habitação? Tem espaço para um animal grande?

Se tem quintal poderá comprar uma casota adequada?

A casa não é muito grande mas pode ir passear o seu cão várias vezes por dia em espaços onde possa correr?

  • Férias

Tem automóvel e pode transportar o cão? Pode recorrer a Empresas que o façam? Pode recorrer a hotéis?

Não pode levar o cão para ferias consigo mas tem quem fique com ele independentemente do tamanho?
  • Tipo de Pelo: Curto ou Comprido, Encaracolado ou Liso?

Tem possibilidade de recorrer a serviços de tosquia e banho?

Um cão de pelo comprido exige mais cuidados e por isso é mais dispendioso.

Qualquer cão larga pelo durante todo o ano, assim, mesmo que adote um cão de pelo curto, terá de conviver com o fato de encontrar sempre pelos na sua casa.

Um cão de pelo curto também tem que ser escovado, mas bastará 1 ou 2 vezes por semana. Tem disponibilidade para escovar o animal com que frequência?

  • Idade do Cão: Cachorro ou Adulto?

Poderá ter mais despesas imediatas com um cão adulto caso este não esteja bem de saúde, no entanto, lembre-se que o cachorro que adota hoje poderá ter os mesmos problemas, ou piores, daqui a 6 ou 7 anos.



Com um cão adulto evita-se encontrar móveis e pantufas roídas.

Ao adotar um cachorro deverá ter em consideração despesas como: Vacinação Esterilização, Treino (se for necessário), Acessórios como brinquedos trela e coleira, que provavelmente terão de ser substituídos quando crescer.

Um cachorro exige muito tempo e dedicação, afinal está a aprender tudo. Terá de ter paciência para o xixi no chão, objetos pessoais roídos, necessidade constante de atenção e muito mais. Está preparado para o acompanhar e amar durante os próximos 14 ou 15 anos? pense também na sua idade e saúde.

Um cão mais velho precisa de menos exercício, é mais calmo e sossegado, mas também necessita de tempo para se adaptar à nova família.

  • Temperamento do Cão

Os cães são o reflexo do dono, por isso, se adotar um cachorro saiba que terá de lhe dedicar muito tempo porque será sua responsabilidade ensinar-lhe tudo o que tem de saber. Todos os cães sabem aprender, mas poucos donos sabem ensinar.

Se optar por adotar um cão adulto deverá ter em conta o temperamento do cão X estilo de vida da família. Por exemplo:


  • Se tem visitas regulares em sua casa ou se a zona onde vai passear o seu cão tem muitos cães, é indispensável optar por um cão sociável. 
  • Se tem muito espaço em casa e disponibilidade para passear, poderá adotar um cão um pouco mais enérgico e com bastante necessidade de exercício. 
  • Se o responsável pelos passeios for alguém de mais idade terá de escolher um cão pequeno, não muito forte e relativamente obediente. 
  • Se está pouco tempo em casa não deverá nunca adotar um cão que deteste estar sozinho, porque isso provocará um grande sofrimento no animal. 
  • Se tem crianças pequenas a escolha deverá incidir sobre um cão mais meigo e que goste de crianças.


  • A chegada a casa

Quando trouxer o seu amigo para casa, deverá ter um cantinho dedicado a ele: com a caminha, comida e água, num sítio calmo e longe de confusões.

Deverá deixá-lo explorar o seu novo lar, deixando-o à vontade durante algum tempo.


  • Os primeiros meses
Se adotou um bebê numa entidade séria, será  informado de tudo o que deverá fazer, mas nunca é demais dizer que: um bebé não pode ir à rua, sem ter as 4 primeiras vacinas, e não pode tomar banho.

Se adotou um jovem /adulto terá de lhe dar o tempo necessário para que este se habitue ao ambiente familiar.

Deve, em qualquer dos casos, ser paciente: quer seja um bebé que chore, quer seja um jovem/adulto que lhe pareça inseguro ou queira até fugir.

A adaptação ao novo ambiente requer tempo. E a mesma situação se afigura caso tenha outros animais em casa.

Deve ser feita uma aproximação gradual e, inicialmente, quando se ausentar, não os deixe todos juntos até que coexistam em harmonia.

Mas lembre-se, nunca force as relações entre eles, dê-lhes tempo que se entenderão.

Caso verifique que é impossível a amizade entre ele, ou por qualquer outra razão válida não consegue manter o seu cão feliz, procure ajuda com a entidade ou de quem você adotou 


Mas nunca,





Fonte: União Zoófila.org

quarta-feira, 21 de setembro de 2016



20 motivos que convencem alguém a adotar um cão.




É claro que esse gostar de um animal, um cão ou gato, vem da infância, da maneira como nossos pais nos ensinaram a respeitar um animal; todavia o desejo de adotar um peludo muitas vezes enfrenta uma resistência intima. Muitos dos "problemas" que as pessoas relatam são possíveis de serem superados. Quer apostar que se você apontar esses motivos abaixo, você acabará por "amolecer" um coração meio fechado à adoção? Tente mostrar esses grandes motivos:





1. Eles compreendem a dor humana





A Universidade Goldsmiths divulgou um estudo que mostra que cães estão mais propensos a se aproximarem de pessoas tristes ou que estão passando por algum sofrimento. Isso mostra que cães têm empatia por pessoas e querem ajudar aqueles que estão com dor.

2. Eles podem detectar câncer






Graças ao seu olfato aguçado, cães têm mostrado uma precisão de 70 a 99% (dependendo do estudo) quando são encarregados de detectar câncer de pulmão em pacientes por perto.



3. Eles são capazes de reduzir o stress do trabalho






O Periódico Internacional de Gerenciamento de Saúde no Ambiente de Trabalho descobriu que pessoas que levam seus cães para o escritório têm menos stress e são mais felizes com seus trabalhos — só porque o dog está por perto.







4. Algumas raças podem prever convulsões





Estudos apontam que algumas raças de cães são capazes de avisar pacientes sobre ataques de convulsão futuro, às vezes horas antes de acontecer. Ainda não se sabe como esses cães fazem isso, ou porque apenas algumas raças têm esse dom. Por esse dom natural eles não podem ser treinados.


5. Ajudam bebês ficarem saudáveis por estarem sujos


Uma pesquisa recente mostrou que bebês que têm cachorros por perto são mais saudáveis do que aqueles que não têm. Os bebês que convivem com os amigões desde cedo têm menos tosse, coriza e infecções de ouvido. Os pesquisadores acreditam que o motivo está no fato dos cães brincarem na sujeira e na lama, aumentando assim o sistema imunológico da criança.


6. Ajudam você se manter em boa forma física




Um estudo da Universidade de Londres determinou que crianças com cachorro em casa são mais ativas e se exercitam mais vezes do que crianças sem cachorro. Afinal, também é muito mais divertido sair pra correr com seu cão do que sozinho.


7. Detectam baixo nível de açúcar no sangue








Impressionado com a façanha de um cão detectar câncer (item 2)? Tem mais:



Os cães podem ser grandes parceiros de pacientes com diabetes; e se treinados, eles são capazes de alertar sobre quadros iminentes de hipoglicemia. Cientistas finalmente descobriram como os animais conseguem realizar essa façanha — e agora podem desenvolver novos sensores para substituir os atuais medidores de glicose.

Nossos companheiros caninos possuem cerca de 25 vezes mais receptores olfativos do que nós. Se tivéssemos essa capacidade, poderíamos perceber uma colher de chá de açúcar dissolvida em duas piscinas olímpicas. Tamanha sensibilidade permite que os cães avisem quando os níveis de açúcar no sangue estão baixos.

Pessoas com diabetes tipo 1 podem ter tremedeira, desorientação e fadiga quando passam por hipoglicemia. Se elas não receberem glicose rapidamente, o quadro pode avançar para convulsões e até mesmo perda de consciência. Alguns pacientes sofrem ataques repentinos, e os cachorros ajudam a evitar esses casos, alertando seus donos ao realizar uma tarefa predeterminada, como latir, deitar ou colocar a pata sobre um dos ombros.

8. Ajudam a identificar alimentos alergênicos






Quem tem alergia a determinados alimentos sabe que isso é coisa séria. Mas felizmente alguns cães também podem ajudar a evitar que você consuma alimentos que possam te fazer mal. Se você é alérgico a amendoim, seu cão pode ser treinado para te alertar se ele sentir algum cheiro de amendoim no ambiente.


9. Ajudam você a ser mais social



O Periódico Britânico de Medicina concluiu que cães agem como catalisadores sociais, que ajudam pessoas a saírem de casa mais vezes, a abordarem desconhecidos facilmente e ainda reduz a solidão.




Na verdade, isso é mais importante do que o companheirismo básico que os cachorros oferecem, pois o suporte a socialização humana é mais benéfica a saúde.


10. Ajudam a superar TEPT

Apenas sendo eles mesmos, cães são capazes de ajudar a reduzir Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) — principalmente com soldados. É o companheirismo dos cachorros que ajudam os diagnosticados com a doença a serem mais alegres e melhores socialmente.


11. Ajudam a prevenir dermatite em crianças


Pode parecer contraditório, mas em alguns casos é saudável ter um cachorro por perto de crianças alérgicas. Estudos têm mostrado que crianças com menos de 1 ano que moram com cachorro por perto têm menos chances de desenvolver dermatite crônica.



12. Curam feridas simplesmente lambendo você



É muito legal (ou não) quando seu cachorro te beija, mas isso na verdade pode trazer outros benefícios também. Pesquisas mostram que a saliva, tanto humana quanto canina, ajudam a estimular nervos e músculos melhorando a movimentação de oxigênio em algumas partes do corpo.
Adivinha? Isso é o ingrediente secreto para melhorar a cicatrização de feridas.


13. Fazem com que seus donos idosos possam ir menos vezes ao médico


Devido às vibrações positivas e os bons sentimentos que os cães carregam, mesmo nos piores momentos, pessoas mais velhas que têm cachorro em casa vão em média uma vez a menos ao médico por ano do que aquelas que não tem.


14. Reduzem o risco de problemas cardíacos

Estudos preliminares feitos pela Associação Americana de Coração estão revelando que donos de cães apresentam menor risco de doenças cardíacas do que aqueles que não tem o animal. As razões identificados estão relacionadas com os exercícios físicos que os donos fazem quando saem com seus cães e com a presença do animal em si, que ajuda o dono a lidar melhor com o stress.


15. Auxiliam no combate à depressão



Mais estudos apontam os benefícios ligados a presença de cães em casa. Dessa vez, os cachorros se mostram bons ajudantes no combate de depressão. Simplesmente por estarem por perto e agirem com afeto com seus donos, os cães dão razão para quem tem depressão seguir em frente na luta contra a doença.

16. Ajudam a lidar com o stress da semana de provas

Todo mundo sabe como uma semana de provas, seja na faculdade ou na escola, pode ser estressante. Felizmente os cães estão aí para ajudar novamente. Quem brinca ou passa um tempo com cachorros entre os períodos de estudos costuma ficar mais calmo durante a semana e até ir melhor nos resultados.






17. Confortam crianças com autismo

Crianças autistas geralmente veem o mundo de uma maneira muito estressante que aqueles que não tem autismo não conseguem entender. Felizmente, os cães conseguem. Pesquisas mostram que trazer um cão de terapia na casa de um autista ajuda a reduzir a quantidade de hormônio de stress (cortisol) no corpo da criança. Isso não só ajuda a acalmar a criança como faz ele entender que tem um amigo.


18. Ajudam a prevenir o bullying


Bullying é um grande problema principalmente nas escolas. Felizmente, educadores estão experimentando programas que aproximam as crianças através de cachorros. A lição passada é que você não deve tratar mal as pessoas, porque você não trataria mal um cachorro.
As crianças conseguem enxergar a ligação e os resultados têm sido positivos.


19. Ajudam pessoas com fibromialgia se sentirem melhores

A fibromialgia é uma doença que pode deixar sua vítima em constante dor. No entanto, a raça de cães Xolo parece ser uma boa saída para os pacientes lidarem com esse enorme problema. A temperatura do corpo desses cães pode ser usada como uma espécie de almofada de aquecimento terapêutico, devido ao fato de ser uma raça se pelos.

É claro que, ao contrário das almofadas, um peludão vai ter um vínculo com você, te aconchegar e ainda te manter quente.

20. Ajudam pessoas com problemas mentais viverem melhor

Cães têm mostrado que são grandes ajudantes de pessoas que sofrem de algum tipo de demência, pois eles são capazes de lembrar seus donos da hora de tomar remédio e quando ir ao médico. Ainda quando o dono passar por momentos de frustrações, o cão consegue conforta-lo com sua companhia de uma maneira que a pessoa entende que existe alguém que se importa com ele.

Fontes: huffingtonpost.com, pawsforcomfort.com, pets.webmd.com, heweek.com, waco,isd.org, paals.org, projects.ajc.com, webmd.com, globalpost.com, well.blogs.nytimes.com, findavet.us, nytimes.com, columbianewsservice.com, godsdirectcontact.org, bangordailynews.com, healthnews.uc.edu, americalovesdogs.com, smithsonianmag.com, google.com, thedailycorgi.blogspot.com, healtheo360.com, dogvacay.com, rei.com, health.usnews.com, dogster.com, dogsseizuresblog.net, dogspired.com, philly.com e livescience.com.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016
















Antes de mais nada, deve ficar claro que a doação é a de um SER VIVO, um cão ou gato que você resgatou ou que por motivos impossíveis de serem resolvidos, agora se recorre à adoção; portanto doar um peludo seja gato ou cão é a última atitude a ser considerada. Lembre-se bem que os animais acabam formando vínculos sentimentais com as pessoas e sofrem quando rejeitados, abandonados ou quando se separam dessas pessoas; então apenas doe o SER VIVO em último caso. 

É condição básica ter excessivo cuidado na escolha da pessoa que vai ficar com o cão ou gato; portanto um SER VIVO que sente, tem dores mas não pode expressar tudo isso através de palavras. 

Um estranho exige da parte de quem está doando um cuidado redobrado. Comumente as adoções são combinada via internet e isso pode vir a ser um transtorno - talvez irremediável - parra o adotado. Sem exageros, mas sabe-se de casos de pessoas inescrupulosas que adotam um SER VIVO, apenas para satisfazer seus instintos mais bestiais que se possa imaginar. Cães e principalmente gatos na cor preta são procurados às vésperas de dias 13 que caem nas sextas feiras, no dia da Bruxas, o Halloween em 31 de outubro e também no dia de finados (2 de novembro); portando a adoção desses peludos, próximos a essas datas devem ser objeto de cuidados redobrados. Então, para que a adoção seja segura, vamos aos passos - e cuidados - que devem ser tomados:

a) Entreviste, tente conhecer rigorosamente o interessado em ser adotante. Pergunte sempre o que levou essa pessoa a se tornar um adotante; o porque da sua preferência por um cão ou um gato. Pergunte diretamente ou tente saber indiretamente se essa pessoa já teve animais e se foram bem cuidados. Lembre-se que um adotante que passa a maior parte do tempo em afazeres longe do adotado, devem dar condições seguras para que isso - a ausência - não seja prejudicial ao adotado. Procure também saber o que aconteceu com os cães ou gatos que estavam sob a guarda do adotante; que fim tiveram, com que idade morreram. Se o adotante costuma viajar, veja se sempre haverá alguém que possa se responsabilizar pelo adotado. Hoje em dia é possível saber muito sobre uma pessoa analisando-se o perfil dela nas redes sociais, mas pessoalmente, conhecer esse provável adotante é imprescindível. Se considerar que o adotante é insatisfatório, recuse, procure um outro que atenda as exigências; lembrando sempre que estamos falando de um SER VIVO indefeso.

b) Você mesmo deverá levar o adotado à residência do adotante e nessa hora poderá verificar - se não o fez antes - se há espaço para o adotado, se o local é limpo, a casa oferece total segurança ao adotado para que ele não fuja.

Se o adotado em questão for um gato, janelas devem ter telas. Caso hajam outros animais na casa, observe o comportamento deles, se são agressivos ou medrosos demais. Novamente, se considerar que essas condições são desfavoráveis ao adotado, recuse e procure outro adotante. 

c) Lembre-se que cães sentem mais a ausência prolongada das pessoas do que os gatos e, portanto não é recomendável entregar cães a pessoas que passam muito tempo fora de caso. É claro que em toda regra há exceções, mas se conhecemos superficialmente uma pessoa nessas condições devemos recusar a adoção a elas. 

d) Passeios com coleira e guia são essenciais para os cães. Procure saber se o adotante pode proporcionar isso ao adotado. O espaço é primordial para cães que se confinados a locais pequenos, presos em correntes podem sofrer distúrbios de comportamento, desconforto e problemas ósseos ou muscular, além da obesidade e da depressão. Em caso de adotantes que morem em apartamentos, procure saber se os adotados terão acesso a outros cômodos ou ficarão confinados a terraços ou varandas ou mesmo nas minúsculas lavanderias. Se for esse o caso, novamente lembre-se de RECUSAR essa adoção e procure um outro candidato a adotante.

e) Adotantes que morem em habitações coletivas e dividem quintais com outros devem ser evitados: nem todos gostam de animais e você vai perder muito tempo entrevistando ou procurando conhecer uma um dos moradores que compartilham o mesmo espaço; portanto RECUSE adotantes nessas condições.

f) Repense a adoção a pessoas que fazem esse nobre gesto apenas para satisfazerem seus filhos e não têm nenhum envolvimento ou paciência com animais. Crianças dificilmente terão a necessária responsabilidade que esperamos de um adotante. Se a situação que se apresenta for esse RECUSE.

g) Deixe bem claro ao adotante que este poderá devolver o peludo gato ou peludo cão caso a adoção não saia a contento. Muitos adotantes arrependem-se e acabam soltando os animais na rua exatamente por ficarem sem a opção da DEVOLUÇÂO. Deixe bem claro ao ao adotante que você espera que ele trate o animal condignamente e que a adoção poderá ser cancelada em caso de maus tratos ou da negligência. Isso deve estar até mesmo por escrito num termo de adoção que reproduziremos abaixo.

h) Deixe bem claro que você acompanhará a vida do animal na nova casa por alguns tempos. Não abandone nem o adotado nem o adotante: ligue para o adotante (deixe isso claro no ato da adoção), mostre que você é responsável e que se preocupa com a nova vida do adotado. Combine visitas e observe as mudanças de comportamento. Caso perceba mudanças significativas e negativas à vida do animal, retire-o imediatamente.

i) Uma condição essencial é que o adotante LEIA, PREENCHA E ASSINE o Termo de Adoção Responsável (Clique aqui para copiar e imprimir). Esse termo esclarece quais são as responsabilidades do adotante. Imprima o documento em duas vias e guarde a original com você.Tire fotos por ocasião da adoção, do local onde vai ficar o peludo e isso também é uma prova da residência do adotante. Adiante, caso seja constatadas a negligência ou maus tratos, você poderá usar esses documentos para fazer uma denúncia. Lembrando sempre que, independentemente à denúncia de maus tratos à autoridade policial competente é condição inadiável retirar-se o animal da posse do adotante infiel.

j) Entregue sempre o animal macho ou fêmea já castrado ao adotante; isso impede sempre que criadores inescrupulosas façam desse animal uma exploração, caso consigam driblar você nos quesitos anteriores e não possam ser identificados como criadores. Se o animal for de raça, a castração passa a exercer o total desinteresse. Já quando o animal não tiver uma raça definida, a castração evita os filhotes indesejados que, posteriormente venham a ser abandonados ou maltratados. Em São Paulo há uma lei municipal que proíbe a venda ou doação de animais não castrados (Lei 14483/2007). Procure pesquisar em sua cidade sobre a castração gratuita.

k) ATENÇÃO redobrada em caso de adoção de animais com fama de raças agressivas (rotwillers, mastins e pitt bulls). Criadores inescrupulosos esse peludos costumam ser vítimas de muitas crueldades como rinhas ou armas para a prática de crimes como assaltos. Existem empresas de segurança que procuram adotar esses animais gratuitamente.Portanto, atenção redobrada nesses casos. 

l) A condição financeira para alimentar vacinar e quanto à saúde do animal doado deve ser item importante a ser observado pelo doador. Inviável doar um SER VIVO a quem não tem a menor condição financeira para dar ao peludo uma vida minimamente aceitável.

m) Lembre-se que o Abandono ou maus tratos aos animais é crime que imputa ao infrator a pena de 3 meses a um ano de detenção e multa (Lei federal 9605/98)


Não se sinta intimidado ao tomar todas essas precauções, afinal trata-se - repetimos insistentemente - de um SER VIVO e como tal merece de todos os cuidados (gostem ou não dos animais).



domingo, 4 de janeiro de 2015

Prepare sua casa pra chegada do novo gato.

Prepare sua casa pra chegada do novo gato.



Saiba quais plantas são tóxicas (plantas que são potencialmente venenosas) e elimine-as de sua casa.

Guarde todos os medicamentos e substâncias tóxicas (produtos de limpeza, etc.) em armários seguros com travas de segurança para crianças.
Mantenha potpourri fora do alcance dos animais de estimação. Ele contém óleos que podem ser tóxicos para os gatos, se ingeridos.
Vasos sanitários com tampas abertas podem ser perigosos para os gatos que podem saltar para cima e decidir tomar uma gole. Um gato pequeno pode cair e se afogar. Limpadores de vaso podem deixar um resíduo tóxico, especialmente os produtos de limpeza que são renovados a cada descarga.

Nunca deixe uma banheira cheia ou sozinha.
Mantenha pequenos objetos (moedas, agulhas e linhas, pinos, fios, fio dental, elásticos, clipes de papel, etc.) fora do alcance do seu gato.
Use apenas brinquedos seguros para gatos; coloque os brinquedos com cordas fora do alcance do seu gato entre as sessões de brincadeiras.
Mantenha linha de pesca e anzóis armazenados fora do alcance dos gatos. Veterinários remover milhares de anzóis da boca e patas dos gatos todos os anos; e linha de pesca pode se unir e cortar os intestinos por ingestão.
Mantenha telas as janelas bem fixadas e em bom estado.
Os cabos para cortinas e persianas podem causar estrangulamento. Ou amarre o excesso de cabos, ou corte o laço.


  • Evite velas e outras fontes de fogo.
  • As fontes de calor, como fogões a lenha ou lareiras devem ser cobertas.
  • Um gato pode escorregar dentro de uma secadora de roupas ainda quente para dormir. Mantenha lavadoras e secadoras fechadas. Sempre verifique no interior antes de colocar roupas ou ligá-las! Um post-it ou ímã colorido pode ser um lembrete útil.
  • Feche a porta da geladeira ou do freezer, assim que você terminar de tirar a comida. Se você tiver uma segunda geladeira ou freezer em algum lugar, certifique-se de que a porta esteja sempre fechada. Se estiver inutilizado, sele a porta para que o seu gato nunca seja capaz de chegar a ele.
  • Tenha cuidado na cozinha – fogão quentes, portas do forno aberta e torradeira podem causar queimaduras. Feche as portas no micro-ondas após o uso. Fechos à prova de criança ajudarão a evitar que um gatinho explore armários.


  • Evite ou tenha muito cuidado com camas dobráveis, sofás conversíveis, gavetas e reclináveis ​​ou cadeiras giratórias – os gatos podem se esconder debaixo ou dentro deles e serem esmagados.
  • Durante a brincadeira, alguns gatos mastigam fios elétricos, o que pode causar queimaduras na boca, choque elétrico, ou morte por eletrocussão. Amarre os fios elétricos soltos e mantenha-os longe da vista. Ou, visite uma loja de ferragens e compre alguns corredores elétricos de plástico, onde os cabos podem ser inseridos.
  • Muitos alimentos humanos podem causar problemas nos animais de estimação. Chocolate, café e chá contêm componentes perigosos chamados xantinas, que causam danos ao sistema nervoso ou urinário e estimulam o músculo cardíaco. Problemas com a ingestão de chocolate vão de diarreia a convulsões e morte. Todos os chocolate, doce de leite e outros doces devem ser colocados fora do alcance do seu gato.
  • Uvas e passas contêm uma toxina desconhecida, o que pode danificar os rins de gatos.
  • Os produtos de tabaco, incluindo a goma de nicotina e adesivos, contêm substâncias que podem ser tóxicas ou fatal para os gatos.
  • Cordas e fios realizam uma fascinação por gatos, mas se engolidos podem levar a complicações graves e uma emergência cirúrgica chamada de cadeia linear de corpo estranho nos intestinos. Mantenha todos os fios, fios, cordas, etc. fora do alcance de gatos curiosos.
  • Os gatos podem ser atraídos por sucos da carne em plástico ou folha de alumínio na bancada. Se ingerido, o plástico ou papel alumínio pode causar asfixia ou obstrução intestinal. Carne ensopada de assados ​ também pode ser perigosas. Para ficar seguro, coloque a comida afastada imediatamente e mantenha seu lixo à prova de gato.
  • Carnes cozidas, peixe e aves podem conter bactérias causadoras de doenças, como a E. coli, e parasitas, como a Toxoplasma gondii. Estes alimentos não cozidos não devem ser dados ao seu gato. Para sua própria saúde, bem como do seu animal, lave utensílios que tenham estado em contato com carne crua e cozinhe a carne completamente.
  • As férias podem trazer riscos adicionais ao gatos. Para uma revisão das precauções de férias, consulte “Mantendo as férias felizes e seguras”.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Três boas razões para adotar um bichinho ao invés de comprar.











por Marina Celinski (do DAQUIDALI)






Os animais de estimação são ótimos COMPANHEIROS, ajudam a entreter as crianças e se tornam verdadeiros integrantes da família. Depois de tomar a decisão de TER UM BICHINHO EM CASA, é importante buscar um animal que se encaixe nas características da família e no espaço da casa. Mas antes de comprar um bichinho, você já pensou em adotar?

Algumas organizações especializadas em proteção animal oferecem um serviço de RESGATE E ADOÇÃO DE BICHINHOS que estavam em situação precária. Depois de recolher os animais, proceder com a castração e as vacinas necessárias, estas instituições ajudam cães e gatos a encontrarem um novo lar. 

“A adoção é um ato de amor incondicional. A pessoa que quer fazer a diferença na vida destes animais contribui quando dá um lar seguro para eles. Os vira-latas são resistentes, muito simpáticos e têm bom temperamento”, enumera CLAUDIA DEMARCHI, diretora da ONG Clube dos Vira-Latas (perfil no FAcebook aqui). 



ANIMAL NÃO É GRIFE



Ao invés de gastar dinheiro para pagar por uma espécie específica, que tal pensar no retorno que você terá de um cachorro comum? De acordo com VANICE ORLANDI, presidente da União Internacional Protetora dos Animais – UIPA, os animais que são adotados se tornam muito AGRADECIDOS AOS DONOS E POR ISSO SÃO MAIS CARINHOSOS. “São cachorros e gatos que precisam de um lar e não faz sentido incentivar o comércio de um ser vivo quando há tantos outros em estado de abandono.”

Vanice ressalta ainda que ao comprar um filhote há incentivo para a reprodução dos bichinhos. “Às vezes as pessoas fazem a cadela criar APENAS PARA VENDER O FILHOTE. Existem casos de quem chega a MENTIR SOBRE A RAÇA para lucrar mais para a venda”, revela.



DIMINUIR O NÚMERO DE ANIMAIS ABANDONADOS

Adotar um animal contribui para diminuir o número de cães e gatos abandonados, que chega a ser de 30 MILHÕES NO BRASIL, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde. Nas grandes cidades, a estimativa é de que haja UM CACHORRO ABANDONADO PARA CADA CINCO HABITANTES.

“Hoje a relação das pessoas com os animais está mudando e eles são parte da nossa família. Então a adoção se torna uma maneira de AJUDAR ESTA POPULAÇÃO DE ANIMAIScarentes”, afirma Claudia Demarchi.

VANTAGEM DE ADAPTAÇÃO

Antes de permitir a adoção, a ONG buscará entender o perfil da família que quer adotar o animal. “Existem questionários para ANALISAR O PERFIL de quem vai adotar e a pessoa se compromete em cumprir com aqueles critérios. Geralmente, buscamos incentivar a adoção de animais que SE ENCAIXAM COM AS CARACTERÍSTICAS DA FAMÍLIA”, afirma Vanice. 



Como os animais disponíveis para adoção geralmente são adultos, é possível perceber qual o TEMPERAMENTO e saber como será a INTERAÇÃO dele com cada integrante da família. “No caso do filhote, ele ainda irá desenvolver suas características e pode não conseguir se adaptar. Ele também dará mais trabalho para a família, que precisará arcar com alguns custos veterinários exigidos nos primeiros meses de vida do animal”, destaca a diretora.

Fonte:http://www.cenariomt.com.br/

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014














Conheça as vantagens e desvantagens de se ter mais de um cão na mesma casa.

Amenizar a solidão
Como animais sociais que são, os cães não gostam de ficar sozinhos. Embora sintam a falta do dono, a companhia de outro cão ameniza bem a solidão. Mas, por outro lado, infelizmente, nem todo cão aprende a substituir a companhia de um ser humano pela de outro cão. Principalmente quando não foi sociabilizado adequadamente com outros cães.

A bagunça aumenta ou diminui?

A destrutividade canina tanto pode aumentar quanto diminuir com a vinda de um segundo cão. Se os dois brincarem juntos, o estrago que produzirão será menor do que se um deles for deixado sozinho. Mas, na maioria das vezes, um dos cães incentiva o outro a fazer coisas erradas!

Quando sozinho, em geral, o cão fica desmotivado e inativo. Pouco destrói, portanto. Nesse caso, se a presença de outro cão estimular o primeiro a agir durante a ausência das pessoas, a bagunça será maior do que quando o único cão era deixado sozinho. Mas é preciso lembrar que mais bagunça é também mais alegria e mais bem-estar para o cão.

Pode haver briga
É normal e aceitável que haja alguma agressividade entre os cães que vivem numa mesma casa. Mas, em certos casos, as brigas resultam em machucados sérios que podem, inclusive, levar à morte.

Quanto mais cães houver, maior a chance de sair uma briga séria. Ter só dois cães é muito mais seguro do que ter três, quatro, etc. Em grupos grandes, muitas vezes o cão que está perdendo a briga é atacado pelos demais e, nesse caso, a conseqüência costuma ser grave.

Para reduzir as chances de brigas sérias, é preciso ter um bom controle sobre os cães e fazer a escolha correta dos indivíduos que comporão o grupo. Muitas pessoas acham que filhotes da mesma ninhada não brigarão quando adultos, assim como mãe e filha, pai e filho, etc. Esse é um conceito errado.

O risco de um macho brigar com uma fêmea é menor do que o de dois exemplares de mesmo sexo brigarem, mas o casal deverá ser separado duas vezes por ano quando a fêmea entrar no cio, se o macho não for castrado e se não se quer reproduzi-los. A separação pode ser bastante inconveniente – o macho costuma ficar desesperado para chegar na fêmea.

Se houver possibilidade de ocorrerem brigas, os proprietários não podem deixar brinquedos e ossos muito atraentes à disposição dos cães. A restrição dependerá de como é o convívio dos cães e de como eles expressam sua agressividade possessiva.

Ciúmes e competitividade

Quando se tem mais de um cão, ciúmes e competitividade são comuns, principalmente visando ganhar a atenção do dono. Para conseguir manter os cães sob controle é preciso demonstrar segurança e firmeza e ter liderança sobre eles.

Exemplares ciumentos podem se tornar agressivos quando disputam um objeto ou a atenção de alguém. A competitividade sem controle aumenta drasticamente os comportamentos indesejados, como pular nos donos e nas visitas, correr atrás do gato da casa, etc. Mas, por outro lado, a competitividade pode levar cães sem apetite a comer mais e cães medrosos a se tornarem mais corajosos.

Cão velhinho X novato
Muitas vezes um filhote faz o cão velhinho voltar a brincar, a comer com mais apetite e a disputar o carinho de seus donos. Mas é preciso ter cuidado para não deixar o mais velho de lado e para não permitir que o filhote o incomode demais. Devemos limitar o acesso do filhote aos locais preferidos pelo veterano, assim como repreender as brincadeiras indesejadas, para garantir sossego ao cão mais velho.

Educação do segundo cão
Sempre pergunto para as pessoas se é o primeiro ou o segundo cão que mais se parece com gente. A resposta costuma ser a mesma: o primeiro! Isso ocorre porque a nossa influência na educação e no comportamento do cão é muito maior quando não há outra referência canina. Se você estiver pensando em ter um segundo cão, prepare-se, portanto, para o novo cão ser mais parecido com cachorro e menos com gente. O primeiro cão costuma entender melhor o que nós falamos e fazemos, procura mais a atenção de pessoas do que de outros cães e costuma ser menos possessivo com seus brinquedos.

Conclusão
Sou a favor de se ter mais de um cão – com companhia a vida fica muito mais ativa e estimulante. Mas o proprietário precisa escolher adequadamente o outro cão e também ser ou se tornar um bom líder de matilha.

Fonte: Revista Cães & Cia, n. 354, novembro de 2008