quinta-feira, 14 de março de 2013

Mortes de gatos em Ribeirão Preto.










por Thaisa Figueiredo do G1 Ribeirão Preto - Franca



O delegado Luiz Geraldo Dias, da Delegacia do Idoso e dos Animais em Ribeirão Preto(SP), responsável pela investigação das mortes de gatos por suposto envenenamento no condomínio Jardim das Pedras, o maior da cidade, afirmou, na segunda-feira (11), que começou a ouvir os depoimentos dos moradores e que aguarda o resultado dos laudos sobre as análises de amostras coletadas de dois animais mortos. Segundo Dias, não há dúvidas sobre o que pode ter causado as mortes. “Está claro que foi envenenamento. Há fortes evidências. Quem faz isso com animais pode fazer também com outros seres vivos. Essa pessoa cometeu uma monstruosidade”, diz. No entanto, Dias afirma que não há um suspeito.

A Comissão Permanente de Defesa e Direito dos Animais da Câmara dos Vereadores de Ribeirão Preto pediu empenho da Polícia Civil na investigação das denúncias feitas por moradores. Segundo a presidente, a vereadora Viviane Alexandre (PPS), casos como esses não podem ficar impunes.



A presidente da comissão diz ainda que um ofício foi enviado à Secretaria do Meio Ambiente de Ribeirão Preto para apurar a denúncia de que três animais foram enterrados de forma irregular em uma vala nos fundos do condomínio. “Pode ter havido um impacto ambiental, sem contar a ocultação de provas. O residencial pode ser penalizado”, afirma Viviane. 

A síndica do Jardim das Pedras rebate acusações feitas contra funcionários por moradores à polícia. “É um absurdo o que estão dizendo.”

No domingo (10), um grupo de manifestantes se reuniu em frente ao condomínio no bairro Jardim Paulista em um ato cobrando explicações sobre o caso.

Moradores encontraram carne contaminada e
animais agonizando (Foto: Reprodução/EPTV)

Denúncias
A denúncia sobre as mortes dos gatos no condomínio foi feita na semana passada por um grupo de moradores. Cerca de 20 animais abandonados viviam soltos no local e eram cuidados por voluntários. Segundo eles, três deles foram encontrados mortos em uma vala nos fundos do residencial. Quatro foram socorridos enquanto agonizavam e levados a veterinários particulares e ligados às ONGs de Ribeirão. Três deles não resistiram.








De acordo com a moradora Amábile Pastore uma grande quantidade de carne contaminada foi encontrada nas áreas comuns do condomínio. “Espalharam carne com veneno por todos os lados. O veterinário disse que é uma substância perigosíssima até para seres humanos. Aqui tem muitas crianças e elas foram expostas por causa desse tipo de ato. O que aconteceu aqui é uma atrocidade”, diz.

A pedido da Comissão da Câmara, a Associação Vida Animal (AVA) de Ribeirão Preto recolheu amostras de dois animais para análises laboratoriais. Os laudos serão encaminhados nos próximos dias à Polícia Civil.

O delegado que cuida do caso diz que as imagens das câmeras de segurança do condomínio foram pedidas à administração. Dias afirma que há depoimentos que apontam que sacos de lixo cheios de gatos mortos foram retirados do condomínio na quinta-feira. “Vamos encaminhar também um pedido de esclarecimentos à empresa responsável pelo recolhimento do lixo, já que os gatos teriam sido levados no caminhão da coleta”, diz.

Administração
Sessenta e cinco pessoas trabalham no Jardim das Pedras. De acordo com o delegado, os trabalhadores e a administração do condomínio também serão ouvidos. A síndica Vera Ferreira afirmou ao G1 que só tomou conhecimento das mortes pela imprensa e que, até agora, nenhum morador a procurou para relatar as denúncias. “É provável que alguns moradores, que não gostam da presença dos animais aqui, tenham dado veneno aos gatos. Tem muita gente que reclama deles, dizem que eles riscam os carros. Estou aqui há quatro anos e há pessoas que gostam deles e pessoas que simplesmente não gostam.”

Vera defende os funcionários de acusações feitas por moradores à polícia. “Eles seriam incapazes de fazer isso contra os animais. Eles tratam dos gatos e chegam a tirar comida da marmita para dar a eles. Até eu estou sendo apontada pelo grupo que fez a denúncia. É um absurdo o que estão dizendo. Eles precisam provar”, diz.

A Polícia Civil tem 30 dias para concluir o inquérito.

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