domingo, 8 de outubro de 2017

Depressão em cães: Atenção aos sinais




Por Fábio Toyota (*). 



Tido como um problema frequente na vida canina, a depressão em cães pode ter diferentes motivos e possíveis tratamentos.


Assim como no caso dos seres humanos, problemas de natureza psicológica também podem se manifestar em animais, e a depressão em cães é um diagnóstico cada vez mais frequente no mundo pet. Podendo estar associada a outras questões - incluindo ansiedades e fobias, por exemplo - o estado depressivo de cachorros pode ser desencadeado por uma série de motivos diferentes, incluindo desde uma mudança de ambiente até a recuperação de uma enfermidade mais grave.

Notando a grande quantidade de sinais da depressão em cães, a Universidade de Bristol realizou uma pesquisa para investigar as possíveis causas e tratamento desta doença terrível e, conforme já era previsto, teve a prova desse tipo de problemas em animais como conclusão – contrariando grande parte dos profissionais da área animal que, até então, consideravam a depressão canina um mito.

O estudo, apresentado no jornal Biology Letters (especializado na publicação de artigos científicos e descobertas inovadoras da biologia), fez o uso de métricas e observações aplicadas na psicologia humana para chegar aos seus resultados finais, provando que – assim como no caso das pessoas – os animais também podem demonstrar um estado emocional mais vulnerável e sensível a perdas e traumas.

Não tendo raças mais propensas a desenvolver esse tipo de problema psicológico, a depressão canina pode ter muitas razões de ser similares às dos seres humanos (como a perda de uma pessoa próxima ou da liberdade), sendo que muitos dos sintomas e dos tipos de tratamento também podem apresentar semelhança.

Confundida com a SAS – Síndrome da Ansiedade de Separação – em alguns casos, a depressão em cachorros também pode fazer com que o pet se comporte de maneira ansiosa e atípica e, justamente por isso, é de grande importância que os donos de cães saibam como observar e identificar os sinais que indicam o estado depressivo de seus bichinhos de estimação

Além de poder adotar medidas para melhorar a qualidade de vida do animal, o proprietário que enxerga os sinais da depressão em seu pet pode, ainda, facilitar o tratamento da doença – já que (novamente, assim como no caso das pessoas) quanto antes for diagnosticado o problema, mais simples e rápido ele será de solucionar.

Conheça, neste artigo, algumas das principais causas, sintomas e tratamentos para a depressão canina; e aprenda a identificar os sinais de uma tristeza fora do normal no seu cãozinho para que ele se mantenha um amigão contente e saudável.

As causas da depressão canina

Podendo ter variados fatores como desencadeadores do estresse que leva os cães à doença, a depressão canina tem nas mudanças bruscas na vida do pet algumas de suas principais causas. Mudanças na rotina e de ambientes podem facilitar um estado de estranhamento e ansiedade por parte dos cachorros, e isso pode influenciar significativamente para que seu amigão comece a parecer mais desanimado.

Como no caso dos humanos, a morte de alguém muito próximo também pode ser um gatilho para o surgimento da depressão em cães – assim como o afastamento de um de seus amigos pets. Segundo os profissionais da saúde animal, as perdas afetivas são causa de 70% dos casos de cachorros com depressão; portanto, ao se encontrar em uma situação do tipo, fique atento ao seu pet.

A inclusão de outro animal na vida do pet acostumado a ser o único bicho de estimação da casa também é um fator relevante para o aparecimento do estresse no animal, e deve ser levado em consideração.

A perda de liberdade (quando o cão fica privado de caminhadas e passeios constantes, por exemplo) e experiências traumáticas – como cirurgias e atropelamentos - não ficam de fora da lista, e animais que estão em fase de recuperação de alguma doença mais séria também podem apresentar comportamentos alterados de apatia.

O sentimento de solidão ou abandono ainda é uma das principais motivações para que se desenvolva uma depressão em cachorros; já que, nos dias de hoje, o cotidiano frenético vivido nas grandes capitais acaba fazendo com que os donos de pet não possam dar a atenção devida aos seus animais, que passam muito tempo sem companhia e se sentem abandonados.

Sinais da depressão em cães

Assim como no caso da suspeita de qualquer outra doença animal, ao notar os primeiros sinais de depressão em seu cachorro, uma consulta deve ser agendada com um médico veterinário, pois, somente ele terá as ferramentas e informações necessárias para identificar um possível problema psicológico, e diferenciá-lo de outras muitas doenças que também podem ter a apatia e a falta de ânimo como sintomas. Dito isso, podemos citar isolamento, tristeza profunda, falta de apetite e rejeição ao toque físico entre os principais sintomas de um cão deprimido.

Para os donos mais atentos e mais próximos aos seus bichinhos de estimação, não é difícil notar a mudança brusca de comportamento que o animal apresenta; pois, mesmo os cães mais animados e carinhosos, de uma hora para a outra, passam a evitar atividades que costumavam se apresentar como prazerosas (incluindo passeios e brincadeiras com seu proprietário, por exemplo), preferindo permanecer em algum cantinho da casa e completamente isolados. Em alguns casos, o cão chega à automutilação, se mordendo normalmente em extremidades como rabo e patas e causando lesões sérias em si mesmo.

Outro sinal típico do estado depressivo em cães é a intolerância ao toque físico, sendo este um dos sintomas mais fáceis de se identificar; já que um cão deprimido tentará evitar a todo custo os carinhos e manhas feitos pelo seu dono - que antigamente eram recebidos com alegria e entusiasmo. Portanto, ao notar que seu pet está apático e agindo de acordo com os comportamentos descritos acima, preste atenção; e agende uma consulta com um profissional veterinário o quanto antes.

Prevenindo a depressão canina

Embora os fatores de motivação da doença sejam muitos – e nem sempre possam ser remediados pelos donos dos pets – há muito o que se possa fazer para que um possível estado depressivo não faça parte da vida de seu cãozinho de estimação.

Tendo em vista as principais causas que desencadeiam a doença, os proprietários de cachorros devem, sempre, evitar mudanças muito súbitas na vida dos pets; buscando manter uma rotina predeterminada em relação a passeios, brincadeiras, ambientes e companhias.

Dar carinho e atenção aos pets – além de proporcionar um ótimo sentimento de conexão e amor entre você e seu pet – também pode ser importante para evitar um caso de depressão canina, e os proprietários de cães devem evitar ao máximo passar longos períodos de tempo longe de seus animais – principalmente, nos casos em que o cachorro fica sem nenhum tipo de acompanhante enquanto o dono está ausente.

Tratamento para cachorros deprimidos

Para que qualquer tipo de tratamento possa ser iniciado em seu pet, é fundamental que um profissional da saúde animal seja consultado, e vale a pena ressaltar, mais uma vez, que a automedicação para cães jamais deve ser feita. Em casos de problemas psicológicos essa indicação é ainda mais importante, já que o tipo de medicação usado para que os sintomas do pet sejam extintos costuma ser forte e bastante específico – podendo causar todo tipo de problema quando não administrado de maneira adequada.

Diferentes tipos de medicamento e atividades podem ser recomendados pelos veterinários para que seja feito o tratamento do estado depressivo em cachorros, e as indicações variam de acordo com o grau e a intensidade da doença em cada animal.

Remédios homeopáticos (incluindo as famosas gotinhas dos florais de Bach), antidepressivos e outros medicamentos alopáticos diversos podem ser prescritos para os cães em depressão, sendo que combinação de tais produtos com atividades físicas também traz ótimos resultados.

Da mesma forma em que os antidepressivos são usados no tratamento da depressão de humanos e animais, os cães também podem contar com terapias especiais para ajudar no tratamento da doença.

Na maioria dos casos, a “sessões terapêuticas caninas” são indicadas quando as causas da mudança de comportamento do animal são desconhecidas pelo seu dono. O veterinário - que atua, nestas situações, como um psicólogo – irá observar o comportamento do animal (de preferência, junto a seu proprietário) para tirar uma conclusão mais precisa sobre o fator que desencadeou a doença; podendo, desta forma, elaborar o tratamento mais adequado para que o cão saia deste estado.

Junto com isso, vale lembrar que mimar bastante os cachorros com este tipo de problema nunca é demais; e um quadro depressivo em cães pode ser bastante amenizado pelo carinho de seus donos e sua família; podendo, inclusive, diminuir a necessidade de outros tipos de técnicas e medicações que fazem parte dos tratamentos mais tradicionais.




Médico Veterinário (CRMV- SP 10.687), formado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - Unesp com Pós Graduação em Oncologia Veterinária pelo Instituto Bioethicus e Pós Graduação em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais pelo Instituto Qualittas. Responsável pelo setor de Oncologia Médica e Cirúrgica do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h. Dr. Toyota é integrante da equipe de Veterinários do portal CachorroGato e também responde por dúvidas na ferramenta Dr. Responde.


sábado, 7 de outubro de 2017

Cachorro chorando: entenda por que e saiba como resolver o problema




Por Canal do Pet.



O fato de um cachorro chorando pode ser motivado por muitos fatores, entenda o que está acontecendo e o que pode ser feito


Além do latido, os cachorros possuem outra forma de se comunicar com os seus donos: o choro. Assim como um cachorro latindo , um chorando pode ser muito irritante e representar desde uma manha até um sinal de problema de saúde. Entender o que o choro realmente quer dizer é difícil, mas se torna uma tarefa mais fácil a partir do momento em que você conhece a personalidade e a rotina do seu animal de estimação. 



Podem haver muitas explicações para um cachorro chorando

Uma curiosidade em relação ao choro de um cachorro é que ele é bem diferente do dos humanos. Isso porque um cachorro chorando não produz lágrimas, apenas um som agudo e repetitivo. Ou seja, os olhos marejados e um cão não é um choro, apenas uma defesa do organismo contra algum corpo estranho. 



Causas do choro de um cachorro 

As explicações para o choro de um cachorro podem ser inúmeras e antes de agir para resolver o problema, você precisa descobrir a causa. A principal delas é o pedido por atenção, seja para ganhar um carinho ou para receber um pedaço da pizza que a família está comendo. O cachorro também pode chorar se estiver com muito frio ou muito calor, se tiver ficado muito tempo sozinho ou se estiver com algum problema psicológico ou de saúde. 




Outro choro muito conhecido é o de filhotes. Apesar de ser irritante e preocupante, esse é um cenário comum. Isso acontece porque eles acabaram de chegar em um ambiente novo e não estão acostumados com a rotina da casa, a disposição dos móveis, o cheiro, as pessoas, enfim, com o novo ambiente. Sem contar que o cãozinho acabou de ser separado da sua mãe e está se sentindo sozinho e inseguro. Não se preocupe, essa fase logo passará, basta o filhote se acostumar com o novo lar . 




A partir do momento que a causa do choro de um cachorro é descoberta, o dono precisa começar a trabalhar na solução do problema. Se em todas as incidências o motivo for um pedido de atenção, está na hora de melhorar a educação do cão . Utilizar técnicas de adestramento para ensinar ao animal que ele não receberá o pedaço de pizza ou que não é possível ele ter atenção todas as vezes que pedir pode ser uma boa saída. 

Se a causa do choro for por frio ou calor, verifique se a caminha dele está nas condições ideais. O excesso ou a falta de cobertores pode ser a causa do problema. Além disso, confira se o local não possui muita incidência de sol, chuva ou vento. O ideal é que a caminha do cachorro esteja em um local com sombra, calmo e fresco. 

Por último, as causas do choro de um cachorro mais preocupantes são os problemas psicológicos ou de saúde. A parte psicológica pode estar relacionado com o fato do animal ficar muito tempo sozinho em casa, se esse for o caso, tente evitar ao máximo saídas desnecessárias ou leve o cachorro com você. Já um cachorro chorando por dor, machucado ou qualquer tipo de incomodo é sinal de problemas com a saúde e ele precisa de uma consulta com o veterinário urgentemente. 

domingo, 23 de abril de 2017

Você sabe o que é uma Arcãobancada?.


Do Extraglobo.com






A partida desta quarta-feira entre Cruzeiro e São Paulo, pela quarta fase da Copa do Brasil, no Mineirão, em Belo Horizonte, contou com a prença especial dos cachorros de torcedores, que levaram seus "melhores amigos" para o jogo inaugural da 'arcãobancada'. Este é o primeiro espaço para animais de estimação em estádios do Brasil.

A área foi customizada para receber 60 convidados e seus mascotes, com direito a buffet especial, e ficou situado em um dos camarotes do Gigante da Pampulha.


Para o diretor do Mineirão, Samuel Lloyd, o pioneirismo do estádio na ação é uma forma de tentar ficar cada vez mais próximo do torcedor. "Procuramos conhecer cada vez mais nosso torcedor, para superar as expectativas de maneira positiva. Hoje estreamos este espaço, que se trata do primeiro passo de um projeto que nasceu para unir duas paixões; o time do coração e o animal de estimação", explicou Lloyd.



Além de contar com decoração temática, a área tem um espaço para que os animais possam fazer suas necessidades e diversos brinquedos e petiscos para os cachorros. Os cãezinhos ainda receberam o "cãovite", um passaporte de entrada no Mineirão. Para auxiliar os donos nos cuidados com os animais, a administração do estádio disponibilizou um adestrador.

A analista de marketing Marcela Carraro, dona do Theo, um cão da raça schnauzer de 5 anos, disse que a experiência não poderia ter sido melhor: "Eu me surpreendi com a estrutura e o comportamento dos cachorros. É muito legal curtir um momento desses com o Theo, porque, para muita gente, o bichinho é alguém da família. Sem contar que eles se divertiram muito".

E não foi só mascote de torcedor que ficou na 'arcãobancada', não. Logan, Golden Retriever do volante Lucas Silva, do Cruzeiro, aguardou o atleta no espaço até o fim do jogo.













quarta-feira, 19 de abril de 2017

Cães sentem luto?











Cães sentem luto?.

Patrícia Guimarães

Colaboração para o UOL, em São Paulo





Sentir a falta de alguém que já se foi não é só para os humanos. Quem tem mais de um cão em casa e passou pela experiência da perda de um dos animais já pode ter vivenciado isso. Foi assim na casa da designer de moda Bárbara Chicória. Dona da cadela Angelina, da raça Dachshund, Bárbara passou por momentos de preocupação quando o outro cão da casa, o poodle Brad, morreu em janeiro deste ano.

"O Brad já era bem velhinho e um dia cheguei em casa e o encontrei morto. A Angelina corria na minha direção e na direção dele assim que entrei. Depois disso, ela passou a uivar dia e noite. Não dormia mais na casinha, mesmo que estivesse frio e não comia direito", conta Bárbarba. 

Na casa da designer gráfico Cindia Ferragoni, a morte de um dos animais também foi muito sentida. A cadela Babi perdeu sua parceira Baby, que já tinha 15 anos e problemas de visão, depois que o animal caiu na piscina por acidente. "Foi o pior dia da minha vida. A Babi, apesar do cansaço, não dormia e depois ficou sem comer e sem beber água por dois dias", conta Cindia. Para evitar que a cadela passasse por transtornos maiores, a família decidiu tirar Babi do ambiente do acidente e levá-la para o apartamento da irmã de Cindia, onde a cadela foi retomando as atividades diárias e se recuperando lentamente até que voltasse para casa.

Animal sente luto?

Apesar de ser um conceito humano, os animais são mesmo capazes de sentir a ausência de um companheiro, como explica o veterinário Mauro Lantzman. "O luto é um processo cognitivo mais complexo. Mas podemos falar que o cão fica triste sim."

Para João Telhado, professor da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) e especialista em terapia comportamental veterinária, um dos motivos para esse sentimento de falta está no fato de que cachorros dependem muito do outro em termos de autoconfiança. "Quando eles ficam sozinhos, se sentem perdidos. Uma espécie de 'o que eu faço agora?'".

Os especialistas explicam que não é incomum notar uma mudança de comportamento nos animais que passam por perdas. Em geral, eles ficam mais quietos, amoados, podendo perder até o apetite. Mas o mais comum é que eles voltem ao normal em pouco tempo. Caso isso não ocorra, é preciso ficar atento.

"Se você tem um animal que fica sem comer por dois dias e depois não volta, é preciso levar ao especialista para ver o que está acontecendo. Você pode pensar que ele está triste porque perdeu, mas não. Às vezes, é porque se um morreu por intoxicação, por exemplo, o que ficou vivo também pode estar intoxicado. Então é preciso tomar cuidado com a humanização dos animais", alerta Lantzman.

Como podemos ajudá-los?

Adotar outro animal pode parecer a solução para algumas pessoas, mas os veterinários são enfáticos ao afirmar que essa medida não é necessária e, sequer, recomendada. "Ninguém vai ao velório de alguém e diz 'te trouxe aqui outra pessoa com a mesma altura, mesmas características que essa que você perdeu'. Com um animal não é diferente, porque ele pode não aceitar, já que é outra relação que precisa ser construída. A pessoa pode até tentar, mas não é uma solução", diz João Telhado.

Segundo os especialistas, o mais indicado é que o tutor tente dar mais atenção ao animal e respeitar o tempo até que ele se recupere plenamente. "É importante retomar a atividade natural, levar para passear, levar para tomar banho, interagir, levar a vida", explica Mauro Lantzman.

Quando a tristeza é pela perda do tutor

Para evitar que os cães passem por um período de muita tristeza quando um tutor se vai antes do bicho de estimação, a recomendação é socializar o animal. "Tem que criar o cachorro para ser sociável com todo mundo desde pequeno; seja com outros animais ou com pessoas. Tendo um círculo social, a falta será superada mais rápido e o cachorro não ficará preso em casa", ensina Telhado.

Nos casos em que o cão vive apenas com o tutor e não em uma casa em que há uma família, Telhado recomenda que além da ficha médica do animal, o responsável mantenha também junto dela algumas anotações sobre os costumes do cão, indicando as brincadeiras, alimentos e coisas de que mais gosta. Essas informações podem contribuir para que um novo tutor possa ter mais sucesso na interação com o animal no caso de uma fatalidade.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Intoxicação: Saiba como agir





A intoxicação em cães e gatos é algo muito perigoso e que pode acometer o seu bichinho de diversas formas: por meio da alimentação, do consumo acidental de algum produto químico, da ingestão de medicamentos para humanos que não são indicados para animais, dentre outras.

É muito importante que o dono e todas as pessoas que vivem na mesma casa que o pet estejam sempre atentos e tomem algumas medidas preventivas, evitando que o animal sofra com qualquer tipo de intoxicação afirmam os profissionais veterinários do Vet Quality Centro Veterinário 24h.

Como prevenir a intoxicação animal?

Quem tem bichinhos de estimação em casa sabe o quanto eles são curiosos e querem cheirar tudo o que veem.

Porém, muitas vezes, o faro deles pode falhar, fazendo com que comam algo não indicado, o que pode desencadear uma intoxicação.

Como todo cuidado é pouco, veja algumas dicas para adotar no dia a dia e evitar problemas com o seu pet.

Tome cuidado com os produtos de limpeza

Como muitos animais ficam na área de serviço ou circulam ao longo do dia pelo local, é comum que eles tenham fácil acesso aos produtos de limpeza da casa.

Por isso, lembre-se sempre de guardar esses itens em armários e sempre se certificar de que eles estão bem fechados e fora do alcance do seu pet. Às vezes, produtos que consideramos rotineiros podem prejudicar e muito a saúde do seu bichinho.

Quando for deixar algo de molho em produtos de limpeza, cubra os baldes e bacias utilizados para isso e os mantenha no lugar mais alto possível em relação ao chão.

Caso você tenha lavado o piso com cloro, água sanitária, desinfetante ou outros produtos similares que podem causar intoxicação animal, jogue bastante água corrente no chão depois da aplicação.

Assim, você garante que não sobre nenhum resíduo do produto, o que é importantíssimo, já que o bichinho vai circular por ali e, depois, lamber as patinhas, como de costume.

Não dê remédios de humanos para o seu animal

Os animais possuem o organismo diferente do nosso e podem não suportar as dosagens e compostos presentes nos medicamentos utilizados por nós.

Por isso, jamais dê analgésico, anti-inflamatório ou qualquer outro tipo de remédio de humanos para o seu pet, exceto com a prescrição de um veterinário.

Tome cuidado também para não deixar os medicamentos ao alcance dos animais, pois, para os bichinhos mais curiosos, as caixas podem ser uma diversão, e a brincadeira pode resultar na ingestão acidental de produtos tóxicos.

Já os remédios para animais só devem ser dados com a prescrição de um veterinário, que vai saber indicar a quantidade exata, de acordo com o peso do seu animal.

Não deixe os seus alimentos ao alcance dos pets

Nossos bichinhos de estimação devem comer apenas ração, pois elas foram criadas para suprir todas as necessidades nutricionais deles sem causar nenhum tipo de dano.

Salvo os alimentos indicados pelo veterinário do seu pet, você não deve ceder à carinha que ele faz quando você está comendo algo, pois isso pode ser muito prejudicial à saúde do bichinho. O chocolate, por exemplo, é um alimento que jamais deve fazer parte da dieta de cães e gatos.

Por esse motivo, não deixe nenhum alimento descoberto e ao alcance do seu animal de estimação. Assim, ele não corre o risco de comer algo sem a sua autorização.

Tenha cuidado também com as crianças e as ensine, desde cedo, que alguns alimentos podem fazer mal para os bichinhos e, portanto, não devem ser oferecidos a eles.

Quais são os sintomas de intoxicação em cães e gatos?

Independentemente da causa do problema, alguns dos sintomas de intoxicação costumam ser muito parecidos em vários animais. Veja os principais sintomas que o seu bichinho, seja ele um cão ou um gato, pode apresentar se estiver intoxicado:
  • - Vômitos
  • - Apatia
  • - Salivação excessiva e secreções saindo da boca
  • - Diarreia
  • - Fraqueza
  • - Falta de ar
  • - Febre
  • - Taquicardia
  • - Agitação anormal
  • - Tremores e convulsões
Sendo assim, para que você possa notar os sintomas, deve sempre estar atento ao comportamento do seu pet e à rotina dele. Sempre que perceber qualquer comportamento que esteja fora do normal, leve o seu bichinho a uma clínica veterinária.

O que fazer se meu animal estiver intoxicado?

É normal que, ao ver o seu pet apresentando sintomas de intoxicação, o dono fique assustado e não saiba muito bem o que fazer. Em primeiro lugar, é fundamental que a pessoa mantenha a calma para que possa tomar as medidas necessárias corretamente, tudo sem prejudicar o animal.

Se você ver o seu pet ingerindo algo tóxico, o indicado é que tente tirar os resíduos da boca do animal imediatamente e, caso ele esteja em um local cercado por mais substâncias tóxicas, tire-o de lá.

Nesses casos, quando o dono vê o que o pet ingeriu, é recomendado que leve o bichinho ao veterinário e apresente ao médico a substância. Sabendo o conteúdo do produto tóxico, o profissional consegue oferecer um tratamento mais assertivo e rápido.

No caso de encontrar o seu animal passando mal e exibindo algum dos sintomas citados, leve-o ao veterinário rapidamente e, se possível, já ligue para o profissional no caminho: assim, o médico estará preparado para atendê-lo nesse caso de urgência.

Caso o animal tenha vomitado, leve também uma amostra do vômito, pois isso pode ajudar o veterinário a identificar o que foi ingerido. Entretanto, jamais induza o vômito no animal, salvo se isso for solicitado pelo médico.

E atenção: jamais dê leite ao animal para curar a intoxicação, pois, ao contrário do que muitas pessoas pensam, o alimento pode agravar a situação.

O que pode ser dado ao pet enquanto ele não chega ao veterinário é um pouco de carvão ativado diluído em água, que é capaz de atrasar a absorção da substância tóxica que foi ingerida pelo organismo do bichinho.

Em alguns casos, além de uma lavagem gástrica, a internação veterinária pode ser necessária para curar a intoxicação em cães e gatos. Desse modo, o seu pet receberá um tratamento intensivo, podendo ser socorrido a qualquer momento caso tenha alguma outra reação durante a recuperação.

Fonte: Pet Rede
osaogoncalo.com.br

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Cães que salvam vidas





por Jack Phillips





Há inúmeros casos de pessoas que foram salvas por cães, incluindo um recente na França, onde um pastor alemão impediu que sua dona se suicidasse. A francesa foi salva por seu cachorro quando apontava um rifle para seu coração. Isso pode parecer fora do comum, mas na verdade muitos cães salvaram pessoas em ocasiões de risco de morte.

Apresentamos cinco exemplos:

Polônia

Há pouco tempo, uma criança de 3 anos desapareceu num povoado do país durante o inverno. No entanto, descobriu-se que um cão vira-lata a seguiu e a manteve abrigada durante toda a noite até que fosse encontrada pelo resgate.

“O animal esteve com a criança durante toda a noite, não a deixou nem por um momento. Estava 5 graus abaixo de zero e a criança estava molhada”, comentou um bombeiro sobre o incidente.

A criança foi encontrada a cerca de duas milhas de casa, no povoado de Pierzwin, e estava agarrada ao cachorro. O cachorro aparentemente dormiu com a criança durante a noite e a protegeu do frio intenso.

Indianápolis

Em novembro de 2012, o cachorro de uma família impediu que sequestradores armados assaltassem a casa. No incidente, um homem e uma mulher entraram e tentaram sequestrar a filha de 3 meses de Nayeli Garzón-Jimenez enquanto seu marido estava trabalhando.

Porém, o cachorro da família, um pitbull, impediu que os dois assaltantes raptassem a criança. “Ela começou a gritar e chorar”, disse o pai Adolfo Ángeles Morales em entrevista à estação local WISH-TV, referindo-se à filha, e acrescentou: “O homem disse: dê-me o dinheiro ou eu levo o bebê. Então, a mulher que estava com ele pegou a criança e correu para a porta.”

Ángeles Morales comentou que um dos cachorros não deixou a agressora passar pelas portas dos fundos e ela soltou o bebê.

Columbia Britânica

Em 2010, na pequena cidade canadense de Boston Bar, localizada a uns 24 km ao norte de Vancouver, um cachorro salvou um menino de 11 anos do ataque de um puma. O cachorro, chamado Angel, se colocou entre o menino e o puma e quase morreu na briga.

“Ele era meu melhor amigo, porém agora ele é ainda mais importante para mim, ele é mais que meu melhor amigo”, disse o rapaz Austin Forman à NBC News, referindo-se a seu cão.

Ele disse que antes do ataque o cachorro sabia que algo ocorreria, porque ele correu até o rapaz justo no momento que o puma atacou. O rapaz disse: “Tive sorte por meu cachorro estar comigo, porque aconteceu tão rápido que não daria para saber quem me atacou.”

Nova Jersey

Em fevereiro, uma idosa que sofre de Alzheimer se perdeu e caiu num matagal coberto de neve em Piscataway, Nova Jersey, porém um pitbull resgatou-a.

Cara Jones, dona da pitbull chamada ‘Criatura’, relatou à ABC News: “A cachorra olhou para mim e latiu, então, eu olhei e vi alguém estendido no solo, a pessoa tentava se levantar, porém os pedaços de madeira onde ela se apoiava quebravam e a pessoa caía novamente.”

Jones disse que não sabia por que a cachorra queria que ela fosse em direção ao matagal onde Carmen Mitchell, uma idosa de 89 anos, estava caída. Mitchell havia se perdido no bosque, ela estava cerca de um quilômetro e meio distante de seu cuidador.

Mesmo após uma busca completa, realizada pelas unidades K-9 da polícia, ela não foi encontrada, até que a pitbull entrou em cena.

“Muita gente me olhava de forma desconfiada por ter uma pitbull, hoje eu me alegro em tê-la”, disse Jones.

Reino Unido

Em Brixham, Inglaterra, em 2009, um homem caiu de uma encosta de 9 metros e quase quebrou o pescoço; ele foi mantido vivo por seus dois cachorros que o protegeram das baixíssimas temperaturas.

Michael Dyer, de 66 anos de idade, passeava com seus cães quando ocorreu o acidente. Dyer desmaiou e ficou caído na neve.

Como ele perdeu a consciência e só despertou à noite, seus cachorros ficaram com ele e o mantiveram aquecido o suficiente para que sobrevivesse ao frio.

Seu amigo Barry Robinson relatou ao Daily Mail: “Ele ama aqueles cachorros e o fato deles não o terem deixado é incrível.”

(*)Jack Phillips escreve para a Epoch Times
Fonte: epochtimes.com.br


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Cães de Pastoreio











O melhor amigo do homem também pode ajudar no campo


Para pastoreio de rebanho, trabalhos com cegos ou como animais de estimação, cães são mesmo os melhores amigos do homem.

Enquanto o border collie e o pastor alemão são excelentes para o cuidado do rebanho, o pastor-belga é ideal para investigações policiais. O golden retriever, dócil, é muito usado como cão-guia e é um ótimo animal de estimação. 



1- Pastor-belga malinois

Inteligente, ágil e dotado de ótima capacidade para aprender e executar comandos, o pastor-belga malinois (lê-se “malinoá”) é uma referência de raça canina para a função de guarda. Para farejar, capturar e proteger, o cão é o preferido por agentes de segurança quando é necessário o uso de animal em operações policiais de investigação.
Apesar de contar com um temperamento amigável, age com energia quando é necessário defender o dono ou a propriedade.



Contar com a ajuda de um cão no manejo de rebanhos facilita e traz economia ao trabalho dos pecuaristas no campo, mas o animal precisa ter aptidão de pastoreio e ser treinado. Além da habilidade, o baixo custo para mantê-lo, sendo a alimentação de qualidade a única exigência, é outra vantagem para o produtor que se vale da alternativa.

A border collie também apresenta qualidades para ser um animal de companhia, para participar de práticas esportivas e de competições de agility. Por ser dócil, amiga, gostar de crianças, ser fiel e devotada ao dono, é fácil de criar, seja em residências, chácaras, sítios ou fazendas. Rústico e cheio de vigor, o cão não demanda cuidados especiais com saúde, apenas vacinas e vermífugos de rotina.

3- Pastor alemão

Proteção é com ele mesmo, assim como versatilidade. Além de companheiro, o instinto de guarda do pastor-alemão o qualifica como ótimo guia para cegos e, no campo, desempenha ótimo trabalho na condução de ovelhas. De faro aguçado, é um dos preferidos em operações policiais e de bombeiros para encontrar drogas e fazer buscas em escombros.



4- Golden retriever
Ao mesmo tempo robusto e ágil, meigo e alerta, ativo e obediente, o golden retriever tornou-se uma raça canina multitarefa. Criado como cão de caça na Escócia no fim do século XIX, logo passou a ser o companheiro ideal de nobres bretanhos na modalidade esportiva.

Porém, ao longo do tempo, sua vocação para o trabalho ganhou popularidade, exercendo vários tipos de funções, como guia para cegos, farejadores de drogas, pastoreio, apartação e tratamentos terapêuticos.

Dócil, companheiro e de rápido aprendizado, no Japão, Inglaterra e Estados Unidos o golden retriever é uma das criações que apresentam o maior número de cães de raça.


Fonte: Revista Globo Rural



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Cães de Resgate







por Silvia C.Parisi (*)
Cão da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro


Os cães de resgate são usados para localizar crianças perdidas, cadáveres, vítimas de afogamento ou avalanches, sobreviventes debaixo de escombros, suspeitos de crimes ou fugitivos da polícia. Geralmente as raças de trabalho e esporte se saem melhor como cães de resgate. Isso porque elas vêem sendo aprimoradas ao longo dos séculos para servir ao homem. Golden Retrievers, Labradores, Pastores Alemães, Border Collies e Malinois são algumas das raças mais populares usadas no treinamento de cães de resgate.


Todas as pessoas têm um odor individual que provém da constante descamação de células mortas da pele, óleos produzidos pela pele e cabelo, respiração e transpiração. Gêmeos idênticos têm odores diferentes para os cães. O olfato apurado do cão pode detectar no solo, o odor de uma pessoa vários dias após ela ter passado pelo local. Cães treinados podem também detectar odores trazidos pelo vento ou sobre a superfície da água. São capazes de identificar odores abaixo de vários metros de entulho.

Os cães naturalmente sabem como encontrar um odor. Seu ancestral, o lobo, usava esse sentido apurado para sobreviver, farejando e caçando sua presa. O treinamento dos cães de resgate consiste em fazer com que o cão compreenda que queremos que ele nos ajude a encontrar certos odores, e que será recompensado por isso. No treinamento, específico para cada modalidade de resgate, a pessoa localizada pelo cão, assim como seu condutor, brinca com o animal e o recompensam pelos acertos.

Os cães que passarão pelo treinamento são avaliados quanto à obediência, sociabilidade, agressividade e medo de ruídos. Receberão treinamento de agility percorrendo obstáculos diversos, simulando locais de escombros. O treinamento, 20 a 30 hora por semana, deve ser iniciado na fase de filhote. Um cão e seu condutor estarão aptos para o trabalho de resgate após 2 anos de treinamento.

Nem todos os animais conseguem se "graduar" como cães de resgate. O cão terá que trabalhar em ambiente de estresse, procurar partículas microscópicas de odor humano, voar em helicópteros, navegar em barcos e depois de passar várias horas preso em uma caixa de transporte, pular e sair farejando... Não é um trabalho para um cão comum!


O trabalho com cães de resgate no Brasil é desenvolvido apenas nos estados de S. Paulo, Distrito Federal, Santa Catarina e Rio de Janeiro. A maioria dos animais é treinada em corporações militares, como Exército, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, desempenhando um papel fundamental na localização de pessoas perdidas em florestas, desabamentos e soterramentos.

A capacidade de trabalho de um cão farejador para localizar pessoas equivale a 20 homens desempenhando a mesma função de busca, sendo que o animal pode realizar a tarefa em um tempo muito menor.

Marcelo Coruso, da Ong Cães de Resgate, treina animais para esse trabalho desde 1995, quando participou de cursos de treinamento de cães de salvamento, nos EUA. Nina, uma labradora falecida em 2004 aos 12 anos, foi o primeiro cão de resgate do Brasil, treinado por Coruso.

Segundo Marcelo, o treinamento dos cães se inicia em qualquer idade, quanto mais cedo melhor, mas é necessário que o animal passe por um 'teste vocacional'. Uma vez aprovado, o cão deverá freqüentar um curso de obediência e, posteriormente, será treinado para o resgate através de brincadeiras com o aroma a ser procurado.

Com relação às raças utilizadas, Marcelo esclarece que, à exceção de raças muito pequenas e frágeis, ou muito grandes, como o dogue alemão, qualquer cão está apto a ser treinado, desde que tenha habilidade para o trabalho.

No Brasil, o número de cães de resgate tem aumentado e já acontecem encontros de cães farejadores, eventos nos quais os condutores com seus animais participam de provas em diferentes ambientes, tentando descobrir os diversos odores.

A Ong Cães de Resgate dispõe de animais das raças Boiadeiro australiano (australian cattle dog), Springer spaniel e Rottweiller, treinados como farejadores. 

Apesar do trabalho tão importante realizado por esses cães, como todo serviço voluntário realizado por Ongs, é necessário patrocínio para manter os animais e deslocá-los para áreas mais distantes e até outros estados onde ocorrem os acidentes e desastres. Por falta de recursos, muitas vezes não é possível transportar os cães, e vidas podem deixar de ser salvas.

Os cães usados em salvamentos desempenham um papel tão importante na ajuda ao ser humano que já começam a ser reconhecidos. A cadela Dara, uma labradora que auxilia o 1º Grupamento do Corpo de Bombeiros de São Paulo em deslizamentos de terra com vítimas, foi a vencedora do Concurso Cão Herói 2005, promovido pela Pedigree, no Brasil.

Sob a coordenação de Marcelo Caruso, cursos de salvamento e resgate com cães são ministrados pela 1a. União de Montanhistas - RADA/RAR. O objetivo é formar treinadores, militares ou voluntários, e seus cães.

"Seu cão pode ajudar a salvar uma vida, você já pensou nisso?"

(*) Silvia C. Parisi é médica Veterinária - (CRMV SP 5532)

Fonte: webanimal.com.br


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Animais vivenciam - como os humanos - efeitos psicológicos de tratamentos médicos?



por Martha Henriques - Da BBC Earth




O efeito placebo, ainda um tanto incompreendido, é considerado uma particularidade estranha da medicina. Na teoria, a saúde de uma pessoa não deveria melhorar ao receber uma pílula simples de açúcar no lugar de um medicamento. Mas às vezes isso acontece.

É bem possível imaginar que o efeito placebo deriva de uma forte fé no poder que os médicos têm de nos curar.

Se este é o caso, então o efeito deveria ser limitado à nossa espécie - afinal de contas, animais não confiam sua saúde a veterinários quando estão doentes. E, de fato, muitos cientistas presumem que o efeito placebo não funciona em animais.

No entanto, não são todos os cientistas que pensam assim. Alguns dizem que há provas de que o efeito placebo pode ter resultados nos nossos bichos de estimação.

Não é muito incomum usar placebo em animais. Quando uma nova terapia para eles está sendo explorada, cientistas frequentemente a testam usando procedimentos semelhantes aos usados em processos para humanos.

Eles dão para alguns animais o método de tratamento que está sendo testado e dão placebo para outro grupo de bichos para, assim, poder analisar o potencial da nova terapia.

"Inicialmente buscávamos usar o placebo apenas como uma linha de base", disse a neurologista Karen Muñana, da Faculdade de Medicina Veterinária na Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA. Karen estuda epilepsia em cachorros.

"Mas na análise dos dados nós percebemos que os cachorros que receberam o placebo mostraram sinais de melhora na frequência de suas convulsões comparado ao período antes de começarmos o estudo", disse ela. "A frequência das convulsões diminuiu."

Os dados sugeriram que os cachorros que receberam tratamento com placebo estavam melhores do que antes do teste. A condição deles estava melhorando mesmo sem receber remédio. O efeito placebo parecia ter dado resultado neles.

Por que isso acontece? Muñana acredita que diversos fatores podem contribuir nesse sentido.

Cachorros não entendem necessariamente o que veterinários fazem

Mudanças naturais

Um dos fatores mais óbvios - e muitas vezes ignorado - é que doenças passam por mudanças naturais em animais ao longo do tempo.

"A epilepsia é uma doença crescente e minguante com um curso natural", disse Muñana. "O que acontece na epilepsia é que donos de animais só buscam tratamento para seus cachorros quando sua doença, e nesse caso suas convulsões, estão em seu pior ponto."

Isso significa que os cachorros no teste feito por Muñana estavam sofrendo sintomas particularmente intensos quando o teste começou.

Mesmo se eles não tivessem sido colocados no teste, a condição deles poderia ter melhorado naturalmente ao longo de algumas semanas. Se esta for a explicação para os resultados obtidos no teste, então o efeito placebo não ocorreu com os cães.

Mas esta não é a única explicação possível. Apenas o fato de saber que seu animal está participando de um teste de medicamento pode mudar o comportamento do dono, explicou Muñana.

"A percepção do dono é que o cachorro está sendo monitorado e cuidado de uma maneira melhor", disse a neurologista. "Talvez porque os cachorros estão participando de um estudo, os donos são mais propensos a dar os medicamentos que estão sendo usados para tratar a doença subjacente."

Mais uma vez, isso indicaria que o animal não está respondendo ao efeito placebo, e sim seu dono. O dono que monitora o seu bicho de maneira ansiosa durante o tratamento pode estar, de fato, ajudando o animal a se recuperar.

Esse tipo de comportamento é algo que certamente pode afetar a convalescência do animal que não está recebendo a droga no tratamento.

De acordo com Muñana, isso apenas mostra que é complicado determinar um efeito placebo real em animais.
Complicações em estudos

Uma maneira de reduzir esses fatores de complicação seria introduzir um terceiro grupo nos testes de drogas para animais.

Esse grupo não receberia tratamento algum, nem mesmo o placebo. Isso é conhecido como o grupo da "lista de espera".

Se os cachorros que estiverem recebendo o placebo apresentarem um desempenho melhor do que aqueles na lista de espera, então isso pode ser um indicativo real do efeito placebo em animais.

No entanto, este é um tipo de estudo complicado de se executar.

É difícil conseguir participantes para testes e os donos que inscrevem seus animais de estimação em um estudo o fazem precisamente porque querem que seu bicho se sinta melhor.

Eles podem ficar hesitantes em se inscrever num estudo no qual a possibilidade de seu cachorro receber a terapia experimental é menor do que a possibilidade de ele não receber.

"Você quer que os donos se sintam como parte do estudo, e que o cachorro deles pode estar recebendo a droga ativa", explicou Muñana.
Influência do dono

Há outras maneiras em que o comportamento do dono de um animal pode ter um impacto. Por exemplo, se a percepção do dono em relação ao animal for alterada sutilmente, o comportamento do animal também pode mudar.

Ellen Kienzle é uma pesquisadora veterinária especializada em nutrição e dietética na Universidade Ludwig Maximilians de Munique, na Alemanha. Há anos ela tem se interessado na psicologia ligada à alimentação dos animais.

"Ter o conhecimento científico é uma coisa, chegar ao animal já é outra. E sempre tem o dono no meio", disse ela.

Um cavalo pode captar os pensamentos e sentimentos de seu cavaleiro


Kienzle começou a ouvir várias histórias de certos suplementos alimentares e seus efeitos supostamente maravilhosos em cavalos. Ela decidiu investigar a fundo esses relatos.

"Eu fiquei cansada desses suplementos", disse Kienzle. Ela não conseguia ver uma razão científica sólida para explicar por que, por exemplo, dar um suplemento de selênio para um cavalo - mesmo sem o animal ter deficiência de selênio - ajudaria na sua saúde muscular.

Apesar disso, muitos cavaleiros entrevistados por Kienzle estavam convencidos de que a substância ajudava cavalos com músculos rígidos.

"Era um modelo ideal", disse a pesquisadora. Ela então iniciou um estudo para testar dois suplementos: selênio e vitamina E, junto com um controle de placebo.

"Encontramos respostas enormes ao efeito placebo", afirmou ela. Mas mais uma vez, isso não foi necessariamente porque os animais estavam respondendo diretamente ao placebo.

"Especialmente ao andar à cavalo, há uma tremenda interação entre o cavaleiro e o animal", explicou ela.

Kienzle comparou cavalgar com dançar. Se o seu parceiro de dança de repente avista alguém que ele não gosta, você poderia sentir na hora a mudança de tensão no corpo dele.

De acordo com ela, você seria capaz de saber que algo não está certo - e isso também poderia deixar você desconfortável. "É assim como, segundo o que penso, parte da comunicação entre um cavalo e um cavaleiro funciona."

O cavalo responde a deixas sutis e até mesmo subconscientes do cavaleiro, como um parceiro de dança sensível sentiria.

"Se o seu humor está bom e você pensa 'Ah, hoje ele ou ela vai ter um desempenho muito bom', o cavalo vai cumprir as suas expectativas. E, também, se você espera que o cavalo cometa um erro específico e fica pensando nisso, o seu corpo comunica exatamente isso para o animal."

O poder desse efeito pode ser extraordinariamente forte. Não é apenas relacionado a percepções, mas também a mudanças marcadas no comportamento.

Quando cavalo e cavaleiro não estão em sintonia, coisas ruins podem acontecer


Outro problema ao explorar o efeito placebo em animais é que experimentos assim também podem fazer com que as pessoas envolvidas se sintam enganadas.

Pode haver a percepção de ter sido trapaceado de uma certa maneira, o que pode fazer com que as pessoas fiquem menos propensas a inscrever seus animais de estimação nesses testes.

O poder desse sentimento é tão grande que a cavaleira e a estudante de Kienzle demoraram anos para normalizar a amizade.

Então, tendo em mente todas as maneiras que os resultados de experimentos podem ser alterados inadvertidamente - e a maneira com a qual os testes podem criar hostilidades que desencorajam pessoas a participar deles -, nós podemos ter realmente certeza que o efeito placebo pode ser observado em animais?

"Quando estamos lidando com animais, bichos que pertencem a pessoas e recebem cuidados delas, eu acho que a percepção do dono pode ter uma interferência", disse Muñana. "Mas eu acho que também há potencial para uma base psicológica para o efeito placebo no animal."

Resposta pavloviana

Edzard Ernst, professor-emérito de medicina complementar na Universidade de Exeter, no Reino Unido, concorda. "Uma grande parte do que acreditamos que constitui o efeito placebo foi, de fato, descoberta em animais", disse ele.

Essa pesquisa remonta ao fisiologista russo Ivan Pavlov, que ficou famoso por seu trabalho com cachorros no final do século 19. Pavlov fez experimentos nos quais ele treinou cachorros para esperar comida quando ele tocava um sino.

Os cachorros de Pavlov aprenderam a associar sinos com comida


Os cachorros ficaram tão acostumados, ou "condicionados", a ouvir o som do sino e ver a comida chegando que, eventualmente, apenas o som do sino os fazia salivar.

"Hoje nós acreditamos que isso é uma parte muito importante do efeito placebo", disse Ernst. "Então as pessoas que dizem que animais não experienciam o efeito placebo estão ignorando isso e eu acho que elas estão erradas."

Estudos veterinários investigando o efeito placebo são relativamente escassos e intervalados. No entanto, um influente artigo publicado em 1999 pelo veterinário americano F.D. McMillan registrou respostas intensas ao placebo em animais de laboratório.

Em um estudo de 1982, pesquisadores investigaram camundongos que eram geneticamente predispostos ao lúpus eritematoso sistêmico, uma doença em que o sistema imunológico começa a atacar o tecido saudável. Se não for tratada, a doença pode levar à morte.

Os pesquisadores usaram uma droga que suprimia a atividade excessiva imunológica, e água doce, e davam as duas substâncias juntas para os camundongos.

Eventualmente, quando os animais receberam só a água doce, sem o remédio, eles tiveram a mesma resposta imune, como se tivessem recebido a droga como estavam acostumados.

Ou seja, "placebos funcionam com animais", disse Ernst - até mesmo o tipo psicológico que nós acreditamos poder acontecer apenas com humanos. No geral, o efeito em animais é bastante similar ao dos humanos, segundo ele.

No entanto, de acordo com o especialista, o elemento de expectativa consciente que pode ter influência em respostas ao placebo em humanos é indiscutivelmente mais fraco ou ausente em animais.

"Em princípio eles são o mesmo, mas eu acho que há uma diferença na ênfase. Animais não têm sempre uma expectativa consciente ou raramente têm uma expectativa consciente das coisas que estão acontecendo. Humanos têm isso, por exemplo, quando vão ao médico ou ao dentista."~



Na prática, o fato de estudos sugerirem que placebos podem funcionar por meio de condicionamento não significa que nós devemos mudar a maneira com a qual veterinários cuidam de animais.

Danny Chambers, veterinário em Devon, no Reino Unido, já fez campanha contra o uso de tratamentos homeopáticos para animais.

O efeito placebo nos ratos sugere que nós podemos condicionar animais a responderem a um placebo como se fosse um tratamento real. No entanto, colocar essa ideia em prática pode ser eticamente dúbio, segundo Chambers.

"Mesmo que as pesquisas provem que há uma resposta pavloviana ou uma resposta condicionada a um tratamento, seria isso muito mais importante do que dar analgésicos caso o animal precise disso?", questionou Chambers.

"Se você está em uma condição de dor, é realmente justo confiar na possível resposta pavloviana porque o animal costumava ser tratado com um analgésico real, mas agora você está dando a ele um placebo? É provavelmente injusto presumir isso."

Em vez disso, Chambers defende aplicar as mesmas regras da medicina humana ao se tratar animais: se há um tratamento convencional que já teve sua eficácia comprovada, então é esse tratamento que deve ser aplicado.

Embora possa haver um futuro limitado para prescrever placebos na medicina veterinária, assim como Chambers espera, placebos continuarão sendo importantes para pesquisadores que estão tentando descobrir novas curas e tratamentos para doenças em animais.

Fonte: http://www.bbc.com/

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Animais em Ambiente de Trabalho

Cães raros








Dois raros: Komondor (esquerda) e Saluki


Dentre as inúmeras raças de cães que você já viu, algumas certamente foram novidades nunca antes vista. Por outro lado é muito difícil que você já tenha visto as raças que vamos apresentar agora. Algumas dessas raças possuem traços parecidos com os de cães até populares. Como sempre a sua e a nossa máxima deve ser: "Não importa a raça e até a falta de pedigree; o importante é tratá-los com dignidade e com carinho"


1 – Vallhund sueco

Em 1942, o Valhhund sueco quase ficou extinto na Suécia, porém um programa de reprodução começou a salvá-los. Esses cachorros podem capturar pequenos animais, como ratos e esquilos, além de guardar a casa dos donos. Eles são conhecidos por serem extremamente afetivos e possuírem bastante energia, necessitando de muitos exercícios ao longo do dia.

2 – Bedlington Terrier


Visto de longe, ele pode até parecer uma pequena ovelha quando não está com o seu pelo aparado. Esse curioso cachorro é caracterizado por ter costas com pelagem escura, que desaparece conforme ele cresce, ficando cada vez mais branca. Ele é bastante gentil e um companheiro divertido para as crianças. Contudo, já avisamos de antemão: o Bedlington Terrier é conhecido por ser muito teimoso e latir bastante.

3 – Mastiff Tibetano


Apesar de possuir o “Mastiff” no nome, esse cachorro não é propriamente um “Mastiff”, já que o termo originalmente quer dizer “cachorro grande”. Ele é conhecido por ser um verdadeiro guardião e proteger lugares e pessoas, sendo um fiel escudeiro. Como esses cachorros são bem protetores, eles não ficam nada felizes quando olham os seus donos com estranhos ou quando pessoas desconhecidas chegam em casa. Por isso, eles requerem um pouco de treinamento especializado.

4 – Catalburun


Esse simpático cachorro pode ser identificado pelo nariz, já que ele é bem dividido ao meio. Aliás, é no nariz que reside o grande trunfo dos Catalburns, já que eles são ótimos farejadores e, consequentemente, caçadores. Esse cão é mais popular na Turquia, não sendo muito conhecido em outros países do mundo.

5 – Mudi


Originário da Hungria, o Mudi é um cachorro bastante enérgico. Eles costumam viver até os 15 anos e podem ser encontrados em várias tonalidades, sendo que a preta e a cinza são as mais comuns.

6 – Catahoula Cur
Assim como o Bedlington Terrier, o Catahoula Cur pode ser muito barulhento, especialmente se não receber bastante atenção de seus donos. Originalmente, esse tipo de cão foi utilizado para pastoreio e viveu em pântanos para arrebanhar o gado e os porcos. É preciso ressaltar que esse animal precisa de um dono bastante imponente e que ensine o que é certo e o que é errado, já que o Catahoula Cur não é muito comportado.

7 – Schipperke


Originário da Bélgica, eles também costumam viver até os 15 anos. Essa raça de cachorro possui um apelido bem infame, já que os belgas o chamam de “pequeno demônio”. O pobre Schipperke possui esse apelido por ser, principalmente, muito desobediente. Mesmo com os donos mais sérios, os Schipperkes gostam de fazer travessuras. Além disso, eles podem ser muito agressivos e devem ser mantidos longe de outros animais. Nem é preciso comentar que eles precisam de bastante treino para se comportar.

8 – Azawakh


O Azawakh é um cão de caça nativo da África ocidental, sendo pouco conhecido em outras regiões. Ele pode ser encontrado com penugens bem diferentes, como acinzentado, preto, azul escuro, pardo, entre outras. Esse também é um cachorro extremamente ágil, graças ao seu corpo anguloso e às suas pernas compridas. São tímidos por natureza, porém muito carinhosos e pouco agressivos.

9 – Thai Ridgeback
O Thai Ridgeback, também conhecido como Mah Thai Lang Ahn, é uma das raças de cachorros mais antigas, sendo que existem pinturas rupestres de mais de 4 mil anos que apresentam esse animal. Originário do sudoeste asiático, trata-se de um cachorro bem pacífico. Ele é caracterizado por possuir uma faixa de pelos em sentido contrário situada nas costas, criando um efeito bastante interessante no animal.


FONTE(S) AMERIKANKI
IMAGEN(S) AMERIKANKI SHUTERSTOCK
COLABORADOR SAMUEL VIEIRA SANTOS
megacurioso.com.br