segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Cães fazem expressões faciais, mas só quando têm plateia

por Scientific Reports.



Alguns donos de pet alegam conseguir entender as expressões faciais de seus cães claramente, mas é completamente possível que eles só estejam projetando. Uma nova pesquisa sugere, no entanto, que não é só a imaginação deles: cães de fato mudam para o modo “olhos fofinhos”, mas só quando estão na presença de uma plateia cativa.

Uma pesquisa publicada na Scientific Reports mostra que cães fazem expressões faciais na presença de humanos, e isso não é algo que eles fazem simplesmente porque estão animados. Em experimentos conduzidos por pesquisadores do Centro de Cognição Canina da Universidade de Portsmouth, cães orientavam seus rostos em resposta à atenção humana, enquanto exibiam significativamente menos movimentos faciais quando diante de comida. A descoberta sugere que cães usam expressões faciais para se comunicar com humanos, um traço que pode ter surgido como resultado da domesticação.


E, de fato, a expressão facial mais comum observada no experimento foi aquela dos olhos fofinhos. Aquela em que um cão, para parecer ainda mais adorável, levanta as sobrancelhas e fica com olhos esbugalhados. A língua estendida foi outra pose fofa observada no estudo.
Para o experimento, os pesquisadores testaram duas dúzias de cães de várias raças, todos bichos de estimação de alguma família, indo da idade de um a 12 anos. Cada cão foi amarrado a um ponto e colocado a cerca de um metro de distância de uma pessoa (o estímulo). As expressões faciais dos cães foram filmadas pelo DogFACS, um sistema de codificação que mede mesmo os menores movimentos de expressões faciais.

“Apresentamos aos cães uma situação experimental em que um demonstrador humano estava ou prestando atenção neles ou virado de costas, e variamos se ele trazia comida ou não”, escrevem os autores no estudo. “Os cães produziram significativamente mais movimentos faciais quando o humano estava prestando atenção. A comida, no entanto, como um estímulo incitante, mas não social, não afetou o comportamento dos cães.”



“As descobertas parecem dar suporte às evidências de que cães são sensíveis à atenção dos humanos e que expressões são potencialmente tentativas ativas de se comunicar, não apenas simples demonstrações emocionais”, explicou a autora principal Juliane Kaminski, em um comunicado. Outros mamíferos são conhecidos por fazer expressões faciais, mas essa é a primeira evidência a mostrar que os cães as fazem como uma forma de comunicação.

É possível que os cães tenham conseguido essa capacidade como resultado de nossa relação simbiótica de 15 mil anos com eles. Talvez tenhamos colocado essa capacidade neles, deliberadamente ou inconscientemente. E, aliás, um estudo de 2013 mostrou que potenciais donos de cães tinham maior probabilidade de escolher um cão com características faciais juvenis (ou seja, expressões faciais pedomórficas) do que cachorros com aparência “mais velha”. Dito isso, também é possível que os cães tenham mantido sua capacidade de fazer expressões faciais desde seus dias como animais selvagens. Uma análise comparativa com lobos modernos parecia estar em ordem.

Além disso, esse estudo não nos diz se os cães estão voluntariamente ou inconscientemente alterando seus rostos em resposta à atenção humana. Poderia ser uma tentativa direta de se comunicar ou então uma reação instintiva quando na presença de um humano atencioso. Isso não significa também que os cães são capazes de entender o estado emocional de uma pessoa ou sentir empatia por ela. Sabemos que cachorros conseguem farejar medo em um humano (e então ficar com medo, também), então é possível que eles possam, sim, sentir empatia e entender as emoções humanas, mas é preciso mais evidência científica para afirmar isso.
Enquanto isso, pai de pet, aproveite aquele olhar carinhoso do seu bichinho. E saiba que provavelmente é por causa de você.

[Scientific Reports]
Fonte: ariquemesonline.com.br

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Cães precisam mais dos seus donos do que gatos







por Daisy Vivian(*)





No mundo todo, pesquisadores tentam fundamentar aquilo que todos já sabem: aristocracia felina não é mito. A famosa diferença entre cães e gatos, aquela que diz que estes não se misturam, tem lá seu fundo de razão, pelo menos por enquanto.

Em junho, a Universidade de Viena deu sua contribuição, para a alegria dos “pais” de cachorro, mostrando que os cães, precisam, sim, estar perto de seus donos. De acordo com a pesquisa, cães nutrem por seus tutores um afeto semelhante àquele que crianças pequenas têm por seus pais. O grupo testado (22 animais) levou em conta a presença dos donos com seus cães em um ambiente estranho e com pessoas desconhecidas. Depois de algum período de tempo, o dono deixa seu cão sozinho. O resultado a gente pode imaginar.

Longe de seus donos, a maioria dos cães se sentiu pouco à vontade ou até mesmo em perigo. Embora não tenham noção de paternidade, os cães desenvolvem por quem os alimenta e protege uma ligação emocional muito estreita, daí ser fonte de muita dor para um cachorro ser apartado de seu dono e isso vale para os casos de abandono porque um cão longe de seu “pai” é um cão perdido no mundo.

Neste mês, outra notícia fez muita gente torcer o nariz e um balde de água fria caiu sobre os “pais” de gatos. É da Universidade de Lincoln o estudo que busca comprovar que, diferentemente dos cães, os gatos não estão tão apegados assim ao “seu humano”, criatura que ele permitiu aproximação, comportamento que vem ao encontro da velha teoria de que gatos se afeiçoam mais pelo ambiente (territorialidade) do que por quem o abriga e alimenta. Na pesquisa, os gatos foram submetidos a uma situação e local estranhos com e sem a presença de seus donos. Diferentemente dos cães, os bichanos, em sua maioria, seguiram explorando o ambiente sem parecer ter reduzido sua confiança na ausência do tutor, resultados que, analisados, caracterizam animais mais independentes dos laços afetivos para tomarem decisões e se sentirem seguros.



Ingratidão? Não, a diferença se deve muito à domesticação. Enquanto o cão já convive com o homem desde antes da Idade da Pedra, o gato começou a aparecer na sociedade no Antigo Egito, tempo relativamente curto para ele se esquecer de que é um felino, diferente do cão que às vezes pensa que é gente. Em vista disso, gatos tendem a reverter à vida selvagem com relativa facilidade, uma vez que ainda são vistos caçando pássaros e ratos, um instinto totalmente esquecido pelo cão que, sem um provedor, acaba passando fome e insegurança se deixado sozinho em ambiente hostil.

E antes que os simpatizantes corram em defesa de seus bichanos – algo como “meu gato é louco por mim!”– houve registros de participantes que miaram para valer quando viram seus donos saindo da sala, reação que também tem a ver com o arquétipo mental, a história pregressa e a personalidade de cada indivíduo.


Fonte: revistadonna.clicrbs.com.br

(*)Daisy Vivian - Diplomada em Medicina Veterinária e Jornalismo pela UFRGS, atuou em clínica de pequenos animais por 14 anos quando decidiu dedicar-se mais à família. Mãe de dois meninos e de uma Yorkshire, Daisy não dispensa a presença de animais no cotidiano dos filhos a quem ensina o respeito à natureza, a preservação da vida e o amor aos animais. Pós-graduada em Comunicação Corporativa, atua na assessoria de imprensa do agronegócio e gera conteúdo para veículos de comunicação na área de medicina veterinária.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Jovem acolhe e cuida de cadela jogada do terceiro andar


por: Kethlin Meurer (*)







Assim como os seres humanos, os bichos carecem de atenção e cuidados. O fato de serem animais, não significa que devam ser mal tratados. Um fato ocorrido há alguns dias comoveu uma jovem de Venâncio Aires que resolveu cuidar de uma cadelinha de cerca de cinco meses que foi jogada do terceiro andar de um prédio do município.

A estudante Fernanda Aires, 17 anos, conta que foi no condomínio onde o namorado dela mora, no bairro Aviação, que a cadelinha, com o nome de Princesa, foi arremessada da sacada. Muito machucada, o namorado da jovem levou Princesa até a casa de Fernanda onde recebeu cuidados e amor e permanece até hoje, sem o questionamento dos que eram os tutores.

Fernanda comenta que levou a cadela ao veterinário e, então, foi solicitado um raio x. Depois de pronto o resultado, descobriram que Princesa havia quebrado as duas patinhas. A cirurgia, no valor inicial, custaria R$ 2.400 mil. Contudo, como o médico veterinário sabia que o valor da cirurgia era elevado, ofereceu um desconto, mas, mesmo assim, o custo passa de R$ 1 mil. 'E nós não temos condições de pagar todo esse valor', complementa.



Contudo, a vontade de cuidar de Princesa é tão grande, que Fernanda tem buscado a colaboração da comunidade e tem mobilizado as pessoas até mesmo nas redes sociais: 'Uma mulher já ajudou a pagar o raio x e agora temos a cirurgia ainda para fazer que precisa ser feita o quanto antes'.

No momento, a cadela está sob o efeito de remédios e embora não sinta dor devido aos medicamentos, Fernanda conta que não consegue caminhar e que precisa de atenção, cuidados e ajuda a todo o momento, inclusive para fazer as necessidades. A jovem conta que tinha pensado em, inicialmente, doar Princesa: 'Mas ela precisa muito de cuidados, então vou ficar com ela, para cuidar dela melhor'.

Fernanda lamenta a situação em que a cadela foi submetida e garante que agora irá fazer o possível para vê-la bem. Além disso, ressalta que a colaboração de todos nesse momento é muito importante e que mais pessoas deveriam fazer trabalhos voluntários em prol dos animais e abraçar a causa.

Quem quiser colaborar com Fernanda na recuperação de Princesa, tanto financeiramente como de outra forma, pode entrar em contato com a jovem por meio do telefone 99949-9658 ou pelo Facebook, Fernanda Aires. Além disso, ela garante que todo o auxílio financeiro será destinado à cadela e, em caso de dúvida, o valor pode ser deixado diretamente na clínica veterinária.


(*)Kethlin Meurer é jornalista da folhadomate.com

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Mulher celebra oito anos de casada com cachorro na Irlanda do Norte



por Redação d'O ESTADO DE SÃO PAULO. 







Wilhelmina Morgan Callaghan, uma mulher da Irlanda do Norte, comemorou oito anos de casamento com seu cachorro, Henry, um Yorkshire Terrier adotado por ela em 2008. Eles selaram a união por meio de um site com o testemunho de uma amiga de Wilhelmina em 2009. As informações são do Mirror. 


Apesar de a lei não permitir que pessoas se casem com seu animais domésticos no Reino Unido, Wilhelmina, de 43 anos, e Henry, de 8, possuem um certificado para marcar sua união espiritual. 








Wilhelmina diz que as coisas ficaram difíceis desde o ano do casamento, quando ela perdeu seu emprego em um necrotério. Wilhelmina teve de se tornar embalsamadora, passou a viver com pouco dinheiro e, ainda por cima, teve a casa inundada. “Henry tem sido incrível nesse período — ele é tão leal”, disse ela, que também reconheceu que ambos discutem de vez em quando.




Para Wilhelmina, no entanto, o relacionamento não tem data de validade: “Ele esteve ali para mim mais do que qualquer homem esteve”, revelou. “Diferentemente de outros casamentos que desmoronam, conheço Henry a vida toda. As pessoas podem achar que estou louca, mas ele é perfeito para mim" 

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Em Los Angeles é "possível" casar-se com o seu cão. Há um site especializado nessas "uniões" (http://marryyourpet.com), que fornece até mesmo a "Certidão de Casamento" (imagem acima). Há aviso importantes sobre a "união": 


Por favor, note que ao se casar com seu animal de estimação ele / ela pode ter direito a metade de sua casa e toda a sua renda. Você não tem permissão para maltratar seu animal de estimação de forma alguma. Você não pode fazê-lo pegar suas calças, levantar o cabelo da narina ou usá-lo como um cachorro geral - mesmo que ele seja realmente um cachorro. Você não pode envergonhar o seu animal de estimação a qualquer momento. O casamento é para toda a vida. Mesmo!Para mais detalhes, consulte os termos e condições (Abaixo descritos) completos . 

Termos e Condições: 

MarryYourPet (MYP) não é responsável por nada, nunca; para sempre. Muitas vezes, enfurecemos e geralmente somos incompreensíveis. Nenhum de nós era monitores de leite na escola. 

Embora feliz em realizarmos o seu casamento, não podemos garantir que você será feliz. O MYP não é de modo algum responsável por qualquer coisa desagradável. Se o seu casamento se rompe, ou você não consegue mais respirar mal, é seu problema. Se seu pet comer sua mãe ou morder o seu treinador, só vamos rir. 

Este é um casamento de mentes e companheirismo. Obviamente você não tem direitos conjugais. Isso seria doentio e impensável. 

Por uma questão de clareza: você não tem permissão para fazer sexo com seu animal de estimação . 

Os casamentos animais / humanos não são reconhecidos nem pela lei nem pela igreja. Dito isto, seu certificado é como um documento oficial, como você conseguirá até que a igreja mude suas políticas. Dominique (da agência) possui um certificado de ordenação e, como tal, está qualificado para realizar casamentos. 

Se você gastar tempo no site, verá que existe uma seção de "divórcio". Não se preocupe em clicar nele. Não está acontecendo. 

A igreja pode deixar você se livrar de seus compromissos, mas o MYP não. Você faz uma promessa tanto para si mesmo e para o outro, mas também para mim, e pretendo garantir que você o mantenha. 

Ao se casar com seu animal de estimação ele / ela tem direito a metade de sua casa e toda a sua renda. Você não tem permissão para maltratar seu animal de estimação de forma alguma.Você não pode fazê-lo pegar suas calças, levantar o cabelo da narina ou usá-lo como um cachorro geral - mesmo que ele seja realmente um cachorro. Você pode não ficar excessivamente gordo. Você não pode envergonhar o seu animal de estimação a qualquer momento. 

Aproveite o seu casamento e tenha um bom dia. 

Dominique 


NB Nenhum animal foi prejudicado na fabricação deste site, mas várias pessoas tiveram seus dedos mordidos e um foi humilhado por um papagaio. 


Mudanças e Divulgação: 


MarryYourPet tem o direito de alterar suas políticas a qualquer momento, especialmente se isso nos torna menos responsável. Também podemos mudar qualquer coisa no site, a qualquer momento, e quando você visita você está vinculado por essas mudanças também. 


Se você revelar qualquer coisa para nós - é nosso. Se você dormir caminhe até a caixa postal e, acidentalmente, envie-nos algo que você não quer que possamos - é nosso. Se você não divulgá-lo, mas o cão do seu Tio faz isso sem sua permissão - ainda é nosso. E, como é nosso, podemos fazer o que gostamos com ele. Sim, podemos transmitir, divulgá-lo ou publicá-lo. Nós podemos levar suas idéias,vendê-las ao mercado e desenvolvê-las, fazer uma fortuna e nem enviar um cartão de agradecimento desonesto a você. Claro que não vamos fazer isso, mas apenas para que você saiba que podemos fazer. 


Bem feito para fazer isso através da pequena impressão. Por favor, compartilhe suas aprendizagens com seu animal de estimação e agora tire uma pausa bem merecida. Não leia pequenas impressões. É ruim para os olhos. 







terça-feira, 17 de outubro de 2017

Pitbull rouba a cena de casamento



por Rayldo Pereira.


rayldopereira@cidadeverde.com.



Um cachorro da raça Pitbull robou a cena ao invadir um casamento na última quinta-feira (12) na igreja da Morada do Sol, zona Leste de Teresina. A noiva, a empresária Luiza Freitas comentou que ficou sabendo da presença do animal ainda na porta da igreja, e contou que ele esteve muito comportado durante toda a cerimônia.

"Me contaram que minha madrinha foi entrar e ele passou na frente, desfilou na frente dela e deitou perto da banda. Tentaram de tudo para fazer ele sair da igreja mas ele ficou lá e só saiu quando quis", comentou a noiva.

Em outro momento, durante uma oração, Luiza foi alertada pelo noivo Lucas que o animal se aproximava. "Eu não me assustei porquê ele parecia muito tranquilo e eu fiquei com muita vontade de rir, mas o padre estava seríssimo. Eu fiquei me concentrando para o padre não se chatear. Já ele, deitou e ficou lá no chãozinho frio", descreveu a noiva.






O animal, que se chama Hulk, foi resgatado por uma das convidadas que publicou em sua rede social uma mensagem avisando que havia encontrado o cão. O caso ganhou repercussão neste sábado quando a fotógrafa da cerimônia, Kátia Barbosa, compartilhou o registro em suas redes sociais. Neste sábado (14) os donos do animal, que estavam viajando recuperaram o cachorro que chegou a ser levado para uma clínica veterinária onde recebeu cuidados médicos.

"A gente adora cachorro, então foi engraçado ter um invadindo o meu casamento", completa Luiza.




Fonte: cidadeverde.com

domingo, 15 de outubro de 2017

Cães e Gatos são Inimigos?






por Terra.com.br



Nos desenhos animados, cães e gatos são inimigos, mas será que é assim também na vida real? Segundo a veterinária Rubia Burnier, especialista em comportamento animal, cães não nascem inimigos dos gatos, já que não existe nenhum "gene do ódio" que favoreça a rivalidade entre as duas espécies.


"O que acontece é que muita gente embarca nessa história, que nada mais é do que uma lenda. Além de evitar a socialização dos bichos, as pessoas estimulam a rivalidade entre os dois. Algumas adoram ver seu cão perseguindo um gato, e essa atitude preconceituosa é pura falta de conhecimento", afirma a especialista.

Embora cães e gatos sejam de espécies diferentes, eles podem conviver em paz, principalmente se crescem juntos, reforça a veterinária. Segundo ela, adultos têm mais dificuldade para aceitar a presença de outro animal, mas isso independente da espécie.

"Existe um período de adaptação que deve ser respeitado, e o ambiente tem que facilitar a convivência entre os animais. Determinados comportamentos do gato podem ser encarados pelo cão como 'provocação'. Por exemplo: subir em árvore, escalar muros, saltar, correr. Se o cão não for 'instigado' a caçar o bichano, com o tempo ele aprende que não há ameaça nisso, e que determinadas atitudes são 'códigos sociais' que também fazem parte do ambiente", explica Rubia.

Fonte: noticias.terra.com.br


E para provar que cães e gatos não são inimigos, veja essa história interessante de um cão que "adotou" gatinhos abandonados:


sábado, 14 de outubro de 2017

Esquizofrenia em Cães





por meusanimais.com.br.



Às vezes, ouvimos falar sobre esquizofrenia em cachorros por causa de atitudes estranhas apresentadas por eles, inclusive, atitudes agressivas que alguns cães tiveram com seus donos ou com pessoas ao seu redor. É possível que esses bichinhos sofram dessa doença?

Saber a resposta para essa pergunta pode sanar muitos questionamentos que você tem sobre os comportamentos apresentados pelo seu animal de estimação. Por isso, nós achamos necessário dar algumas informações sobre o tema.
Os cachorros podem realmente sofrer de esquizofrenia?

Diversas vezes falamos sobre doenças que acometem os seres humanos, mas que também podem se manifestar em animais, dentre elas, estão incluídas a depressão e o estresse.

Segundo a opinião dos cientistas, os cães podem sofrer com transtornos mentais da mesma forma que os seres humanos. Nas palavras do neurocirurgião Phil Weinstein: “profundas estruturas cerebrais envolvidas nas respostas a muitas situações não são tão diferentes como possam parecer”.

Em outras palavras: o “hardware” cerebral dos animais não é tão diferente do nosso. Por isso, eles podem desenvolver a mesma resposta diante de emoções que os seres humanos. Isso acontece tanto em animais inteligentes quanto com os que não são.


A esquizofrenia, de acordo com os estudos feitos sobre a doença, afeta formas complexas de pensamento, quer dizer, podemos chegar a pensar, facilmente, que afeta apenas seres humanos.

No entanto, um estudo que foi publicado na revista científica “Frontiers in Human Neuroscience” analisou vários genes associados a essa doença, pertencentes a 45 classes de mamíferos.

Ele comprovou que os animais, inclusive os cães, podem sim sofrer de esquizofrenia e de outros tipos de transtornos mentais.
Como posso saber se o meu cão sofre de esquizofrenia?

A esquizofrenia é identificada pelas atitudes tomadas pelo cão. Observar o seu cachorro constantemente pode ajudar a saber se ele sofre dessa doença. Uma mudança de comportamento fora do comum pode deixar claro que ele sofre desse mal. Estas são algumas das possíveis mudanças de comportamento:



  • Ficar se debatendo. Se de repente seu cachorro começar a bater a cabeça ou qualquer outra parte do corpo contra objetos ou contra a parede, e faz isso de forma deliberada, é um sinal de que algo não vai bem.
  • Agressividade. Seu animal de estimação deve receber as demonstrações de carinho de sua parte e de outros membros da família. Se você estiver fazendo carinho nele, e de repente começa a grunhir ou, até mesmo, morder, possivelmente isso é um sinal de esquizofrenia em cães.
  • Brigas. Se ele busca brigar com todos os cachorros de um jeito que nunca fez, ou, inclusive, com os seus amigos ou visitas da casa, pode ser que algo não vai bem com a cabecinha dele.
  • Latidos sem sentido. Se o seu cachorro só latia quando escutava barulhos ou quando alguém ia para a sua casa, e agora faz isso toda hora e sem motivo aparente, talvez seja o momento de levá-lo ao veterinário para examinar possíveis causas.


Esses são alguns sinais de que o seu cão pode estar sofrendo dessa doença. No entanto, para determinar com precisão que o seu cachorro sofre de esquizofrenia, é preciso consultar um veterinário.

O veterinário realizará exames acurados para dar o diagnóstico seguro, e tentará tratar a doença com a medicação adequada. Infelizmente, no caso de muitos cachorros que sofreram de esquizofrenia, a única solução foi sacrificá-los.
Outros transtornos mentais em cachorros

Além da esquizofrenia afetar cães, eles podem sofrer também de outros transtornos mentais que o levam a apresentar comportamentos estranhos. Diferente da esquizofrenia, que surge sem motivo aparente ou por razão genética, essas outras doenças têm causas que podemos tratar.


Por exemplo:
  • O estresse. Esse transtorno mental é provocado por mudanças na rotina do animal, ou quando ele fica tempo demais sozinho ou fica muito entediado. Um animal de estimação a mais seria uma forma de tratar esse mal. Além disso, é importante dar muito carinho para ele e oferecer-lhe muitos mimos.
  • Depressão. A morte de um membro da família, assim como um divórcio ou a morte de outro animal de estimação de casa, pode causar uma depressão no seu bicho de estimação.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Cão abandonado se transforma em Agente Moro



por Extra.globo.com





A equipe de segurança do Fórum Paranoá, no Distrito Federal, tem um apoio de faro bem apurado para o perigo: o agente Moro, de 2 anos. Não, não é juiz responsável pela Operação Lava Jato, mas um vira-lata que cativou os funcionários do Fórum e encontrou ali um lugar para chamar de casa.


Agente Moro e a principal cuidadora, Ana Valéria Barros Foto: Arquivo Pessoal




Há um ano, enquanto o juiz Sérgio Fernando Moro aceitava a denúncia de corrupção contra o ex-presidente Lula no caso do triplex, no Guarujá, no Fórum de Curitiba, o agente Moro chegava ao Fórum do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Dócil, ele ficou um dia inteiro em frente ao local esperando por atenção e comida. Foi quando a servidora Ana Valéria Barros e o chefe de segurança local Gabriel Dantas, do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), resolveram alimentar o cachorrinho.

– Ele veio e ficou um dia inteiro na frente do Fórum. Estava faminto. Então, eu e o Gabriel colocamos água e ração pra ele e ele ficou aqui, não quis ir embora. No dia seguinte ele ainda estava aqui. Então, resolvemos falar com o juiz diretor do Fórum, o Júlio Cesar Lerias Ribeiro, e ele autorizou que o Moro ficasse sob nossos cuidados. Ele chegou com a doença do carrapato. Levamos ao veterinário e tratamos. Depois, demos todas as vacinas e castramos – disse Ana Valéria.




O nome de Moro gerou polêmica entre algumas pessoas. Mas, segundo Ana Valéria, o cãozinho foi quem escolheu o próprio nome.

– Teve gente que reclamou. Mas ele não atende por outro nome. Um dos vigias começou a chamar ele assim e ficou. Eu tentei chamar ele de Fred várias vezes, mas ele não atendia. Ele só olhava pra mim quando eu chamava por Moro – disse.

Ao todo, 19 funcionários do tribunal dividem os custos com Moro. Mas é Ana Valéria a principal cuidadora do animal de estimação do Fórum

As primeiras acomodações do Agente Moro Foto Arquivo
Pessoal



– Fizemos um grupo no WhatsApp chamado "Apoio ao agente Moro" com os funcionários aqui do Fórum e dividimos tudo que ele precisa. Coloco ração e água todos os dias. Os vigilantes também fazem isso. Dou banho uma vez por semana e todos os dias passeio com ele no meu lanche. Prefiro perder o lanche a deixar de passear com ele – diz aos risos.
Durante o dia, Moro fica em um jardim cercado, onde há comida, água e uma casinha feita pela equipe para ele dormir. Durante a noite, ele atua nas rondas da vigilância do prédio.
– Colocamos ele num jardim que é cercado e lá eu coloquei uma casinha de madeira pra ele dormir. À noite ele fica solto no lote com os vigias. Ele é um ótimo vigilante! O Gabriel diz que é o melhor funcionário que ele tem. Não falta, está sempre bem humorado, fica a noite toda acordado pra vigiar o Fórum e não apresenta atestado – brincou

"Nova Casa" do Agente Moro. Foto Arquivo Pessoal


A atuação de Moro na segurança já foi testada e aprovada. Todos as noites, um carro parava em frente ao Fórum e o cachorro não parava de latir para o veículo. A equipe, então, resolveu checar a placa e percebeu que se tratava de um carro roubado. Quando o criminoso retornou, acabou preso.



– Ele vigia o Fórum a noite toda. É um ótimo vigilante esse nosso agente. Ele é muito, muito dócil e danado pra vigiar o Fórum. Ele sabe que essa é a missão dele aqui. Durante a noite ele percorre todo o lote e late pra avisar quando percebe algo estranho – disse.

O cachorrinho já é tão integrado com a equipe do Fórum que tem até crachá com seu nome e foto.

– A ideia foi do Gabriel. Tem agente Moro K-09 escrito. Mas ele sempre come o crachá! – disse Ana, enquanto passeava com o animal.




Tanto amor e entrosamento entre Ana e Moro dificulta até a saída para as férias dela para as férias.– Eu amo o Moro. Até para tirar férias eu acho ruim. Sinto falta dele e ele de mim - disse a servidora, que não levou o animal para seu apartamento por causa de seus outros três cachorros.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Vira-lata invade cerimônia de casamento





por Marta Szpacenkopf.




Cachorro que dormiu no véu será adotado pela noiva Foto: Acervo pessoal / Felipe Paludetto




Vira-lata invade cerimônia de casamento, deita no véu da noiva e será adotado por ela.


O casamento de Marília Pieroni e de Matheus Martins, ambos de 28 anos, foi minuciosamente planejado por dois anos. A ideia era fazer uma cerimônia ao ar livre em um clube, em Laranjal Paulista, no interior de São Paulo. Porém, no dia da festa, no último dia 30, a chuva não deu trégua e o casal se viu obrigado a abandonar a ideia de cerimônia a céu aberto.

A chuva também trouxe um elemento surpresa para a cerimônia: um cachorro vira-lata que ficava na região e foi se abrigar entre os convidados. No meio da prece das alianças, ele acabou se deitando no véu da noiva. Marília contou que o cachorro deu trabalho para os organizadores antes mesmo da cerimônia começar e acabou atrasando a entrada da noiva.

— Ele ficou entrando na tenda improvisada e como estava molhado e sujo ninguém queria ele lá. Na hora que iam pegá-lo para tirar da festa ele deitava de barriga para cima e pedia carinho. Eu não vi nada disso, me contaram depois. Estava pronta dentro do carro e queria que começasse logo a cerimônia, mas não me deixavam sair. Fiquei irritada porque não gosto de atrasos — lembrou.

Quando começou a marcha nupcial, Marília se preparou para sair do carro, mas foi impedida mais uma vez por uma das cerimonialistas: o vira-lata tinha entrado no lugar da noiva.
Reação de Marília ao ver o cachorro deitado no véu Foto: Acervo pessoal / Felipe Paludetto


— Pensei: "Meu Deus, não querem que eu entre! Acho que o noivo sumiu" — lembrou, divertida.

Preocupada com o toldo improvisado e com a chuva, a noiva não fazia ideia de toda a confusão que o cachorro já tinha provocado na cerimônia. Foi na hora da benção das alianças que ela percebeu a presença do convidado.



— Eu olhei para o reverendo e do nada ele ficou paralisado. Ai eu olhei para trás e vi o cachorro deitado ali bem em cima do meu véu. Foi tão espontâneo, nem lembro direito o que eu falei, mas achei super bonitinho. Acho que ele percebeu que eu gosto de animais — lembrou.


Uma das convidadas faz carinho no vira-lata
Foto: Acervo Pessoal

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

10 motivos para adotar um SRD.






por APIPA - Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais.







No Brasil existem milhões de cachorros abandonados e outros milhares acolhidos em abrigos, à espera de adoção. Tudo que eles querem é uma caminha quente, comidinha no pote e o seu amor.

A grande maioria, quase que a totalidade dos cães de abrigos são animais Sem Raça Definida (SRD), ou seja, o famoso vira-lata. Entre estes milhares de vira-latas acolhidos nos abrigos, esperando por adoção, encontram-se alguns cachorros de raça que, via de regra, também são abandonados. Os 'motivos' ou as 'desculpas' para os abandonos, são os mais variados, mas sempre resultam da falta de consciência e das ações inconsequentes de tutores irresponsáveis. Às vezes, estes 'tutores' não ficam satisfeitos com o temperamento do cão, ou mesmo os famosos "preciso me mudar pra apartamento", como se o cachorro não fizesse parte da família. É triste, mas é a realidade em que vivemos.

Confira os bons motivos para se adotar um vira-lata

-Uma caixinha de surpresas

Quando você tem um cachorro de raça pura, já consegue saber muita coisa sobre o seu temperamento e características. Mas quando você adota um vira-lata, é como se você tivesse um filho. Você ainda não sabe nada sobre ele, vai conhecendo ele aos poucos e isso torna a ligação de vocês ainda mais especial.

-Você está salvando uma vida

Os cães que vivem em abrigos, quase sempre ficam confinados em canis de 4m2. Em alguns abrigos, eles não brincam, não recebem carinho e nem companhia constante de humanos. Não tem uma família pra chamar de sua. Esses cães muitas vezes são eutanasiados quando estão mais velhos, pra liberar espaço pra outros cães mais jovens no abrigo. Tenha certeza que se você resgatar ou adotar um animal, ele nunca irá esquecer.

-Custo inicial baixo

Você não vai ter o custo de comprar (nunca compre) um cão de raça pura, que é bem alto. Além disso, os vira-latas pra adoção já estão, quase sempre, castrados e você economiza de R$400 a R$1200, se fosse castrar um cão de raça.

-São mais resistentes

Algumas raças puras tem predisposição a desenvolver certas doenças, dependendo da raça. O cachorro vira-lata vem por anos e anos sendo selecionado naturalmente, pois eles precisam ser fortes e resistentes pra sobreviver nas ruas, sem a ajuda do homem. Os mais fracos não resistem e morrem, ficando assim os mais fortes.

-Você pode pular a fase de filhote

Ter um filhote em casa pode ser, em alguns casos, uma grande dor de cabeça. Muitas pessoas não têm tempo de treinar e educar um filhotinho, que demanda muita atenção, pelo menos nos 6 primeiros meses. Quando você adota um vira-lata, você pode escolher a idade do cachorro. E são os adultos que mais precisam, pois infelizmente eles são mais difíceis de serem adotados. Veja aqui as vantagens de se ADOTAR um cão adulto.

-Pode ser que ele já esteja treinado

Muitos cachorros que estão pra adoção foram abandonados pelos seus antigos tutores. Por isso, é muito comum que o cão já seja treinado, já saiba onde fazer xixi e algumas regras básicas, como não mastigar sapatos.

-Ele podem realizar tarefas

Muitos vira-latas vêm sendo usados hoje como cão-guia ou cão de terapia. Isso vai depender do temperamento do indivíduo, e não da sua raça.

-Você vai fazer uma boa ação, melhorar a vida de um animal

Imagina pegar um cachorro em um abrigo e dar pra ele ração de qualidade, uma cama quentinha, água fresca toda hora e passeios diários? É uma satisfação enorme!

-São flexíveis

Os vira-latas adaptam-se a qualquer situação. Frio, calor, mudanças no ambiente, casa nova, etc. Eles, infelizmente, foram acostumados e aprenderam a se adaptar, para sobreviver nas ruas, enquanto animais abandonados.

-São exclusivos

Não vai ter nenhum cachorro igual ao seu no mundo.


Fonte: www.apipa10.org

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Cachorros têm sentimentos





por Vanessa Daraya(*)





Apaixonados por cães podem estar no caminho certo: o nível de emoção sentido por um cão é comparável ao de uma criança.

É comum ver cachorros serem tratados como crianças por seus donos. Muitos consideram esse tipo de atitude exagerada, mas uma nova pesquisa indica que os apaixonados por cães podem estar no caminho certo: o nível de emoção sentido por um cão é comparável ao de uma criança. As informações são do The New York Times.


Gregory Berns, professor de neuroeconomia da Emory University (Estados Unidos), dedicou dois anos de pesquisa para entender o funcionamento do cérebro dos cães e descobrir o que eles pensam sobre as pessoas. Após vários experimentos, concluiu que os cachorros usam a mesma parte do cérebro humano para sentir.

Para chegar nessa conclusão, Berns usou uma máquina de ressonância magnética, capaz de analisar o cérebro humano. Esse exame é odiado por humanos porque exige que o paciente fique enclausurado e imóvel por um longo período de tempo.

Um veterinário iria recomendar que esse tipo de exame fosse feito com o cachorro anestesiado. O problema é que se o animal for medicado, impede que a máquina de ressonância magnética veja as atividades cerebrais. Por isso, todos os cães que participaram eram voluntários e podiam desistir de participar da pesquisa quando quisessem.

Para driblar o problema, Berns contou com a ajuda de Mark Spivak, um treinador de cães que ajudou o pesquisador a ensinar Callie, a cachorra do pesquisador e a primeira voluntária, a ficar imóvel durante todo o procedimento da ressonância magnética.

Callie aprendeu a subir os degraus do tubo construído na sala de estar da casa, colocar a cabeça em um descanso de queixo personalizado e ficar imóvel por períodos de até 30 segundos. Também aprendeu a usar protetores de ouvido para proteger sua audição do barulho que a máquina faz.

Os mapas cerebrais gerados pela máquina comprovaram que os cães usam a mesma parte do cérebro humano para prever situações prazerosas: o núcleo caudado. Essa área entre o tronco cerebral e o córtex é rica em receptores de dopamina e costuma ficar mais ativa diante de situação que envolvam comida, amor e dinheiro nos humanos. Também foi essa a região estimulada pela cadela quando simularam que ela receberia um petisco ou quando o dono reapareceu após ficar alguns minutos distante.

Para Berns, a capacidade de experimentar emoções positivas, como o amor e apego, significa que os cães têm um nível de sensibilidade comparável à de uma criança humana. E essa capacidade sugere repensar a forma como tratamos os cães.

Isso porque os cachorros têm sido considerados propriedade dos humanos, como se fossem apenas coisas. Mas as novas evidências sugerem que cães e, provavelmente, muitos outros animais (especialmente os primatas) têm emoções como nós. Um sinal de que é preciso repensar o tratamento de animais como propriedades de uma espécie superior, a dos humanos.


(*)Vanessa Daraya - exame.abril.com.br

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Maus Tratos a Animais: Cão reconhece agressora






por Alissandra Mendes(*).

Carlos Ambrósio o cão que sofreu maus tratos já recuperado



Idosa se arrepende de ter espancado cachorro em Cachoeiro após ser reconhecida pelo animal
O cachorro reconheceu a dona e abanou o rabo ao se aproximar de Cremilda da Silva Conceição Caetano, na manhã desta sexta-feira (19), durante depoimento na CPI de Maus-Tratos


O cachorro Carlos Ambrósio reencontrou na manhã de sexta-feira (19/08/2016), a dona Cremilda da Silva Conceição Caetano, de 61 anos, que o espancou com um pedaço de pau no último dia 28 de julho de 2016, no bairro Boa Vista, em Cachoeiro de Itapemirim. O animal reconheceu e abanou o rabo ao se aproximar da idosa no plenário da Câmara de Vereadores, durante a reunião da CPI de Maus-Tratos aos Animais da Assembleia Legislativa.

A reunião foi conduzida pela presidente da CPI, a deputada Janete de Sá (PMN), e pelo vice-presidente, o deputado Hércules Silveira (PMDB), e contou com a presença dos veterinários do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Cachoeiro, ONGs de proteção animal, Polícia Militar Ambiental, Polícia Civil, representantes de clínicas veterinárias de Cachoeiro e do veterinário Marcos Lesqueves e o biomédico que deu nome ao cachorro, Carlos Ambrósio.

O titular da Delegacia de Infrações Penais e Outras (Dipo), Felipe Vivas foi o primeiro a falar. O delegado contou que a idosa foi conduzida até a delegacia no dia do crime para garantir sua integridade física. “Um policial levou o vídeo ao meu conhecimento, e como as pessoas estavam exaltadas, pedi que a Cremilda fosse conduzida até a delegacia, onde foi ouvida, assinou um Termo Circunstanciado (TC) e foi liberada”, explica.

Carlos Ambrósio, o cão que sofreu maus tratos no colo do Veterinário Marcos Lesqueves


O vídeo em que a idosa aparece espancado o cachorro foi gravado e postado por um vizinho e já teve mais de 17 milhões de visualizações. “O caso tomou grande proporção por ter sido filmado. As denúncias de maus-tratos em Cachoeiro são poucas. De janeiro até agora, encontramos na delegacia 2.400 ocorrências, sendo somente 10 dessas de maus-tratos com animais e duas são desse caso especifico”, explica Felipe.

O veterinário Marcos Lesqueves, que cuida do cachorro em uma clínica particular da cidade, foi o segundo a ser ouvido. Ele contou que ao tomar conhecimento do vídeo, entrou em contato com os veterinários do CCZ pedindo para cuidar do animal.



“Quando vi o vídeo, liguei imediatamente para o CCZ e pedi para trazerem o cachorro, que tinha o nome de ‘Campeão’, para cuidarmos na clínica, já que o órgão não possui estrutura necessária para atender o caso. Ele foi levado até lá pelo veículo do CCZ”, comentou.

Segundo Lesqueves, o caso do Ambrósio não é isolado. “Recebo em minha clínica de um a três cachorros por semana em situação semelhante ou pior. No caso do Ambrósio foi diferente, por ter sido filmado o espancamento. Quando o levei para clínica, até pedi no CCZ que não fosse divulgado o local onde estava, para preservar o animal”, continua.

Marcos ressaltou que o cachorro chegou debilitado ao local. “Ele estava com doença de carrapato e com uma condição corporal não aceitável. Ele fez os exames laboratoriais, cedidos pelo Dr. Carlos Ambrósio, os exames de fundo de olho, feitos pelo Dr. Paulo Ney Viana, e ganhou um plano de saúde para custear o tratamento. Não estamos pedindo ou recebendo doações, todo o atendimento foi gratuito. O Ambrósio merece ir para uma casa que tenha carinho e amor, porque ele é um cachorro tranquilo e não demonstra em momento nenhum, nem mesmo com dores, ser agressivo”, ressalta o veterinário.



Carlos Ambrósio chegou à clínica com trauma-crânio-encefálico, com perfuração em um dos olhos e estava inconsciente. Ainda, de acordo com o veterinário, ele está em tratamento no olho afetado e por perder a visão. A medicação está sendo ajustada ao tratamento e as melhoras do animal são visíveis.

Reencontro com a dona

Por causa de boatos espalhados na internet de que o cachorro apresentado não seria o mesmo que foi espancado pelo idosa, foi feita uma acareação entre Ambrósio e Cremilda. Ao se aproximar da dona, o cachorro abanou o rabo, demonstrando reconhecer a agressora. A idosa também reconheceu o cachorro como sendo seu e chorando, disse estar arrependida.

“Eu não posso ter mais esse cachorro. Ele me causou muitos problemas. Ele persegue motos e as crianças do bairro. Estou doando, não quero mais ficar com ele. As pessoas de onde moro me julgam e falam de mim por causa das atitudes do cachorro. Um vizinho jogou o carro em cima de mim, mas disse que a intenção não era me atingir, e sim matar o cachorro”, conta a idosa.

Durante o depoimento, Cremilda entrou em contradição algumas vezes. Alegando problemas psiquiátricos, ela disse que perdeu a cabeça no dia da agressão. “Esse cachorro está comigo há 12 anos, mas sempre foi manso. Por causa de ficar correndo atrás das pessoas, pedi ao meu marido para prendê-lo na corrente. Naquele dia, perdi a cabeça. Peguei um pau, que não tinha pregos igual estão falando, e bati. Me arrependi muito e dou graças a Deus que ele não morreu”, completa. Os outros dois cachorros de Cremilda estão no CCZ.



Pedido de interdição de posse

A deputada Janete de Sá (PMN) disse que entregará os documentos registrados pela CPI no Ministério Público de Cachoeiro pedindo a interdição de posse de Cremilda. “No dia da agressão, familiares dela estavam em casa e não impediram o ato. Então, vamos recomendar a interdição de posse de animais dela e dos familiares. Peço aos veterinários do CCZ, responsáveis por escolher quem ficará com o cachorro que tenham critérios na escolha e não o deixe ficar na região próximo ao local onde aconteceu a agressão”, frisa.

Além disso, a CPI vai recomendar ao MP que a idosa preste serviços comunitários nas ONGs de proteção dos animais da cidade. “A Justiça vai decidir a pena que ela merece. Isso é algo grave. As pessoas precisam denunciar esse tipo de crime”, completa o deputado Hércules Silveira (PMDB).


(*)Alissandra Mendes é jornalista da Folha Vitória (folhavitoria.com.br)
Fonte: folhavitoria.com.br